domingo, 27 de fevereiro de 2011

Benedito Nunes: eu não gostava de reuniões, eram aborrecidas!

O Filósofo Benedito Nunes, em um de seus últimos depoimentos gravados, em 18 de Setembro de 2010, fala de sua vida como professor na Universidade Federal do Pará.
O vídeo está em contra-luz tem algumas interferências, mas isto é menos importante do que a possibilidade de ver um Bené alegre, irónico, falando do das reuniões aborrecidas, onde sempre estão aqueles que pedem a palavra para não dizer nada, destas, confessa: eu era sempre faltoso!


Com este vídeo presto minha homenagem a este paraense de quem se pode dizer como disse Federico Garcia Lorca a respeito de Ignacio Sanchez Mejia: 
Demorará muito tempo para nascer, se é que nasce/ um paraense tão claro, tão rico de aventura.

Músico de rua em Buenos Aires

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Meia volta, vooolver !!!!!!!!

Em novo episódio midiático Amazonino pediu desculpas, perdão, prometeu se cobrir de cinzas, jejuar 40 dias e 40 noites.
E agora como ficam todos os discursos, todas as notas oficiais, os personas non gratas, todos os valentões, e valentonas?
Vão ser assim tão intransigentes, não vão aceitar o gesto humilde, quase franciscano, deste homem grosso, como papel de embrulhar prego, tórax de Superman, que almoça rolimã, como o personagem da canção de Chico Buarque, mas que agora mostra seu mole coração de poeta, que perdeu a calma apenas querendo salvar vidas, disse morra para que outros não morressem?

- Afinal, qualquer um pode perder a cabeça, os homens públicos, são públicos, mas são homens de carne e osso e barrigudos como o Amazonino. (Disse o Assessor 1)
-  A semana está acabando, o clipping mostrou muita inserção de noticias nossas nas mídias oficiais e alternativas. (Disse o Assessor 2)
- Ninguém chuta cachorro morto excelência !!! (Disse o Assessor 3)
- É iço aí, tá na hora de soltar o escoçes que tá preso naquela garrafa, há 12 anos. (Diçe o Assessorado)

Para felicidade geral, nosso batalhão feminino recebeu ordem de voltar segundos antes de cruzar a fronteira do Amazonas.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Kadafi é diferente dos outros ditadores árabes

Atendendo a pedidos, quase todos de uma só pessoa, aquele meu amigo que ainda hoje se declara 100% comunista e os comentários postados pelo Pedro Ayres, vou fazer algumas considerações sobre Kadafi e a crise na Líbia.
Kadafi, o Coronel severo no período revolucionário.

É verdade que o regime da Líbia é diferente dos demais regimes dos países árabes pelo seu cunho anti-imperialista.
É verdade que o regime de Kadafi é uma tentativa de poder civil contra as teocracias, inclusive Israel, de se implantarem na região.
É verdade que depois da vitoria da revolução da qual foi um dos comandantes, que levou a nacionalização do petróleo, a situação dos cidadãos líbios melhorou consideravelmente.
É verdade que sua filosofia política lançada no Livro Verde, apresentando uma alternativa nacional ao socialismo e ao capitalismo, combinada com aspectos culturais do islamismo que depois deságua no conceito Jamahiriya ou "Estado das massas", em que o poder é exercido através de milhares de "comitês populares, é ainda hoje motivo de interesse.
É verdade que a Líbia de Kadafi apoiou movimentos de libertação nacional no Terceiro Mundo.
Também é verdade que depois da queda da União Soviética a Líbia entrou em um processo de isolamento internacional.
Também é verdade que Kadafi esteve envolvido no financiamento de grupos terroristas.
Como é verdade, que nenhum governo consegue manter internamente a legitimidade democrática quando acossado por tantas circunstâncias externas desfavoráveis.
Por isso penso que a Jamahiriya, estado das massas, foi um sonho não realizado.
Acho que seu regime não resistirá, mas esta experiência de poder civil, inspirada nos ideais de Nasser do Pan-arabismo, vai ser uma das forças que poderão moldar o mundo árabe nos próximos anos.

 Kadafi, seu atual estilo permite que a mídia o apresente como um quase bufão.

A Câmara vai de Legião Romana

Como declararam Amazonino Mendes, Persona non grata, através do douto e soberano plenário da Câmara Municipal, os nosso edis acharam que seria mais coerente com as tradições latinas, marcharem de Legião Romana


Perguntado por assessores, de como lutaríamos, caso Manaus lançasse contra nós seus prudutos eletrônicos, o presidente da Câmara exclamou: Ótimo, assim combateremos à sombra !!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Assembléia Legislativa será o primeiro batalhão


Entoando o Hino do Pará partem os nossos bravos deputados !!!!!!!!

Em defesa de um amigo 3. Post Scriptum

Leitora do Blog, que vem acompanhando o debate sobre a questão Francisco Potiguara, diz que postou no Blog do acusador Luis Cavalcante o comentário abaixo mas que o mesmo não foi postado.
Nós aqui defensores dos frascos e dos comprimidos damos espaço para o coment da internauta:

Professor Luis Cavalcante,
Faz dias que acompanho o linchamento público a que está submetido Francisco Potyguara. Li e reli o processo, os comentários anônimos e dos que se assinam, e ainda com mais atenção os seus.
O senhor é de fato exemplar raro nesse mundo ordinário. Um homem que merece reconhecimento público.
Daqueles, cuja existência dedicada à moral e bons costumes, jamais aceitaram expropriar o Estado com pequenos golpes, como a maioria de nós ousa fazê-lo.
Por exemplo, na sua vida privada jamais aceitou acordos espúrios, tais como abatimentos em consultas médicas sem recibo; jamais deixou de exigir notas ficais, seja na feira, no supermercado, na padaria ou farmácia.
Acredito - principalmente - que, como servidor público, em tempo algum, tenha assinado empenho, autorizado orçamento ou contratado serviços e produtos fora do escopo, mesmo com a certeza de que eram/são absolutamente vitais à missão pública à qual serve ou serviu.
Na Secretaria de Educação (SEDUC), um dos organismos exemplares da administração pública estadual, o senhor se manteve inviolável! Todos sabem, o professor é inarredável. A vida lá fora não tem importância, devemos cumprir a Norma.
Assim, chegamos à conclusão de que Francisco Potyguara deve ser punido com rigor. Afinal, se a norma não previu tarefa e recurso para alimentar e transportar os índios, esses não deviam ter deixado a reserva.
Se não havia como manter a reserva em segurança, melhor não tê-la criado. Se não há reserva, melhor ignorar os índios. Afinal, os índios não importam, pois não foram contemplados no orçamento.
O Chico é um péssimo exemplo. Cuidado com ele.

Atenas declarou guerra à Tróia pela honra de suas mulheres. E nós, vamos guerrear com o Amazonas?

Pela amor de Deus, tão querendo fazer tempestade em copo d'água, nesta história do Amazonino Mendes ter dito para a paraense: então morra minha senhora. Basta ver o vídeo e entender o contexto em que a frase foi dita.
O problema é que nesta sociedade do espetáculo, dominada pela mídia, tudo assume esta dimensão de teatralidade.
Se o governo de plantão não se manifesta a oposição de plantão vai chama-lo de frouxo, medroso, fujão, para que eles, os oposicionistas, se mostrem como os únicos e melhores defensores do povo.
Em situação inversa todos os papeis se trocariam. Mas no fundo tudo não passa de encenação.
Cadê que algum destes indignados foi lá resgatar a pobre paraense das garras do dragão da maldade.
Sabe o que eu acho, existe um rancor acumulados dos paraenses contra amazonenses.
O Pará por incompetência e das nossos lideranças (políticas, empresariais, intelectuais) esta perdendo o protagonismo na região: Manaus vai sediar a copa, seu aeroporto tem voos diários para o exterior, a cidade é a principal referência para o turismo ecológico, etc, etc, etc.
Agora, quando acontece um caso como estes, aqueles são os principais responsáveis pela nossa decadência querem se exibir para a população se enchendo de brios.


Se é assim, minha proposta é radicalizar, vamos declarar guerra ao Amazonas, por muito menos Atenas declarou guerra à Tróia para defender a honra de suas mulheres. Honra não se lava com retórica, mas com sangue.
Na volta, no butim, tragamos de lá o Boi de Parintins, o Festival Internacional de Ópera, o título de metrópole da Amazônia.
Isto se nossos bravos generais ganharem a guerra.

A verticalização do crescimento urbano em Belém é inevitável?

O projeto de extensão universitária “Confronto de Ideias”, sediado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UFPA, promove na próxima segunda-feira dia 28/02/2011, às 17:00 horas, no auditório da OAB-PA, o debate “A verticalização do crescimento urbano em Belém é inevitável?”. O encontro contará com a participação de professores e pesquisadores da UFPA, representantes de órgãos públicos das esferas municipal e federal, representantes de entidades de classe ligadas à área de economia urbana e jornalistas, e tem o apoio do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico–IBDU Secção Norte.

A Era das quedas

A história da humanidade tem sido contada como a história das quedas, desde a queda de Adão reprentada pelo estrondoso barulho: babadalgharaghtakamminaronnbronntornnerrontuonnthunntrovahhhounawnskawntoohoohoordenenthurnuk, criado por James Joyce em Finnegans Wake, passando pelas quedas de Cristo rumo ao Calvário, do Império romano, de Napoleão em Waterloo, a queda do Nazismo, a queda do muro de Berlin, e a recente queda de Wall Street.
Mas poucas vezes na História se viu tanta gente, tantos regimes, tantas verdades caindo, além de edifícios em Belém, é claro.
Os que acreditavam que a WEB era o espaço da nova utopia, da liberdade de expressão e até, verdadeiro espaço de livre comércio e de movimentação de recursos financeiros viram este mito cair.
No recente episódio dos wikileaks, os apoiadores de Assange não poderam transferir recursos financeiros para a organização dele, já que os mecanismos de transferências foram trancados pelos controladores dos sites tipo PayPal e dos cartões de crédito.



No Egito, o agonizante governo Mubarak, cortou o acesso às redes sociais nos primeiros dias das mobilizações. Só reabriu depois que a opinião pública internacional e os apoiadores externos do déspota (EUA e OTAN) exigiram que ele assim procedesse.
A lição destes fatos: a Internet não é universal, democrática nem igualitária, nela se reproduzem as contradições do mundo real e portanto a velha luta de classes.
Para que ela possa ser de fato este espaço libertário fora do controle e censura estatal e dos interesses das grandes corporações é necessário criar estruturas alternativas na rede e estas não é Facebook, Google, Twitter, PayPal, etc.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quem disse isso?

"Este frenesi de cortes de impostos vem, incrivelmente, depois de três décadas de um regime tributário de elite nos EUA, que favoreceu os ricos e poderosos. Desde que Ronald Reagan assumiu a presidência em 1981, o sistema orçamentário dos Estados Unidos se orientou para apoiar a acumulação de uma imensa riqueza no topo da pirâmide da distribuição de renda. Surpreendentemente, o 1% mais rico dos lares estadunidenses tem agora um valor mais alto que o dos 90% que estão abaixo. A receita anual dos 12 mil lares mais ricos é maior que o dos 24 milhões de lares mais pobres.
O resultado é um paradoxo perigoso. O déficit orçamentário dos EUA é enorme e insustentável. Os pobres são espremidos pelos cortes nos programas sociais e um mercado de trabalho fraco. Um em cada oito estadunidenses depende de cartões de alimentação para comer. No entanto, apesar deste quadro, um partido político quer acabar com as receitas tributárias por completo, e o outro se vê arrastado facilmente, contra seus melhores instintos, na tentativa de manter contentes seus contribuintes ricos."

Você sabe quem disse isto?
Será que foi o Hugo Chavez, ou o Michael Moore, ou quem sabe o Noan Chomski?

Acertou quem disse: Jeffrey Sachs que é professor de Economia e Diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia. Também é assessor especial do secretário geral das Nações Unidas sobre as Metas de Desenvolvimento do Milênio.
Quem quiser ler todo o artigo, clique aqui.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Em defesa de um amigo 2. Epílogo

Prof. Luis Cavalcante,
Meu post em defesa do meu amigo Xico foi perfeitamente demarcado no atual contexto das mesquinhas disputas partidárias no período pós eleitoral.
O PSDB e seus aliados, inclusive uma ala do meu partido PPS, tentam desqualificar os feitos do governo federal, exemplo disso foi a tentativa de chamar de “apagão” a falha técnica no fornecimento de energia elétrica no Nordeste, que eu qualifiquei de “apaguinho” e condenei a postura do presidente nacional do partido, veja meu post aqui.
No Pará a situação é inversa, o PT, mesmo com todos os avanços que Lula promovia nacionalmente, foi apeado do poder, por ter feito um governo incompetente e envolvido por enormes denúncias de corrupção (ver SEDUC, SEMA, ETC, ETC, ETC, ETC, ETC.), quer agora desqualificar a qualquer custo os vencedores.
Uma das vítimas tem sido o Jordy, sobre tudo porque usou o mote Ficha Limpa em sua campanha, o que parece irritar estes petistas que viram sua mais equilibrada e promissora liderança no estado - o Paulo Rocha - ser abatido por esta lei.
A “denúncia” contra o Xico tinha um endereço: Jordy e o PPS. Portanto uma questão política.
Agora, qual é o problema de ter amigos?

A amizade faz parte da vida, quem tem amigos, com certeza, é mais feliz, menos rancoroso, menos mesquinho.
Eu sou do tempo em que se defendia a fraternidade universal, logo a amizade, a fraternidade, tem um profundo significado político neste mundo marcado pela competição desenfreada que se verifica, inclusive, no seio dos partidos políticos.

Finalmente, talvez você não tenha entendido, não digo que é o Potiguara que vai perder o DAS, digo: Pode ser alguém que não se conforma com a vontade do povo do Pará que elegeu outro governo, no mínimo, por incompetência do anterior e levou um grande número de "militantes" a perder seus DAS's.
Quanto ao mérito do que foi apresentado contra o Xico e o fato dele ter admitido ser réu confesso, como você diz, ele já explicou muito bem o que se passou e como as coisas funcionam na FUNAI. Insistir em dolo é má fé.

P.S: É bom ter dinheiro para pagar advogados e amigos para defender a honra quando problemas na SEDUC começarem a aparecer.

Ele está caindo...

Ele também pinta o cabelo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bunga-Bunga

Você participaria de um bunga-bunga com este cara?

Muammar Gaddafi, ditador em queda livre da Líbia.

Quem suja mais, pobre ou rico?

Vou mostrar dois casos e cada um chegue a sua conclusão.
Fui sábado, de manhã, à Feira da 25 comprar farinha d'água. Em frete a uma das barracas de venda a situação era essa.

Farinha jogada no meio-fio.
Na volta para casa, a cena que se repete há mais de duas semanas.

 Esta obra aí, na combalida Três de Maio,

joga, também no meio-fio, milhões de litros de água com areia e barro, que vão para onde?
Vão para a rede de esgoto entupi-la, vão para os canais de drenagem assoreá-los.
Para que a cidade não fique mais alagada e o trânsito impossível, somos nós cidadãos que pagamos impostos, que arcamos com as despesas da limpeza.
Pode até ser que a sujeira do pobre seja mais fedorenta, mas a destes ricos empreendimentos é mais nociva.
P.S: Depois, quando a bomba explode e cai no meio da rua, eles vêm com aquelas choramingosas notas oficiálicas, que não dizem nada.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Padre Malagrida, o último condenado

A Arquidiocese de Belém, através do Centro de Cultura e Formação Cristã lançou recentemente o livro "A vida do Padre Gabriel Malagrida" de autoria do também jesuíta Matias Rodrigues.
O padre foi figura importante do universo português no século 18,  tendo estado em Belém e São Luís como pregador.
Voltando a Lisboa foi, depois, condenado pela inquisição.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Em defesa de um amigo

Recebi por email uma denúncia, publicada em um blog auto-intitulado Diário do Educador, com acusações raivosas contra meu amigo Francisco Potyguara Tomaz Filho.
Não sei quem é o acusador, se é uma pessoa comprometida com mudanças sociais, pode ser em igual nível de militância que o Xico, mas dificilmente será mais devotado às causas de nossa gente. Por esse comprometimento Xico foi vítima de um complô na FUNAI, levado a diante, não por aqueles amantes da causa indígena, mas justamente pelos traidores desta causa.
Pode ser alguém que não se conforma com a vontade do povo do Pará que elegeu outro governo, no mínimo, por incompetência do anterior e levou um grande número de "militantes" a perder seus DAS's.
É possível que seja um patife, um oportunista, alguém em busca de alguns minutos de fama.
Em quase 40 anos de atividade política no Pará, vi se construírem e desconstruírem as biografias da maioria dos nossos atuais líderes políticos, bem como acompanhei a formação dos principais partidos em atuação. Ninguém, nem nenhum partido tem autoridade moral que permita jogar pedra em quem quer que seja, todos tem, pelo menos, telhado de vidro.
É por isso que estou repetindo um mantra: precisamos de uma reforma política que acabe com estes políticos e com a atual estrutura partidária brasileira, eles não atendem mais ao novo Brasil que insiste em nascer.
Precisamos de uma outra constituinte: livre, autônoma e soberana.
Viva o Xico !!!


P.S: Leia abaixo a dígna resposta que o Chico Potyguara postou no Diário desEducador:


Senhor Professor Luiz Cavalcante.
Permita-me tomar o seu precioso tempo, para prestar alguns esclarecimentos a respeito do seu post “Governo Jatene nomeia mais um Ficha Suja”.
O senhor não tem idéia do efeito devastador que o seu post produziu sobre a minha pessoa. Não creio que a intenção fosse exatamente esta, mas conseguiu produzir um efeito da minha absoluta desmoralização. Parabéns.
Quem lhe informou sobre os fatos relativos à minha demissão, omitiu importantes informações, ou por má fé pura e simples ou por desonestidade.
Elogio em boca própria é vitupério ou cabotinismo, e eu não vou perder meu tempo com isto, mas procure saber sobre a minha conduta em mais de duas décadas prestadas ao indigenismo, e veja o que dizem os mais importantes nomes da antropologia e da causa indígena ao meu respeito. Incluso nomes notoriamente petistas como por exemplo o atual presidente da FUNAI, o paraense Márcio Meira. Veja se na boca de algum deles existe alguma coisa que desabone a minha conduta, principalmente, que eu tenha me apropriado de algum recurso público ou sucumbido à corrupção. Lanço este desafio ao senhor e a todos os que estão aproveitando a carona e achincalhando o meu nome.
O senhor não sabe, e não tem a obrigação de saber, mas a FUNAI, é um órgão absolutamente atípico e não se compara a nada do serviço público.
Como o senhor acha que deveria agir, alguém que tem responsabilidade e respeito ao ser humano, chegar em uma lancha com 50 índios, de madrugada, em uma cidadezinha que não tem banco, qualquer comércio legalizado ou lojas registradas junto a receita estadual, e estes índios estarem com fome, exaustos depois de dois dias de viagem no rio? Será que caberia pagar do próprio bolso as despesas de alimentação, por vezes remédios, combustíveis e outras mais? Pois eu fiz isto. Centenas de vezes. E o faria novamente, quantas vezes mais fosse necessário. Não importa o que digam a respeito da minha honra Estes fatos aconteceram e centenas destes índios, que passaram corriqueiramente por esta situação, ainda estão vivos e podem dizer se eu minto.
Por tantas destas situações e outras mais diversas, eu tirei dinheiro do meu bolso e arquei com as responsabilidades que cabiam a mim, e assim é até agora nos dias atuais, se funcionários da FUNAI, não agirem assim, pode ser a diferença entre a vida e a morte, de seres humanos iguaiszinhos a nós.
Por isto, meu caro Professor, a FUNAI foi minha devedora inúmeras e diversas vezes. Cheguei a acumular crédito de mais de dez mil, para receber junto a FUNAI. Os funcionários que atuam no órgão podem atestar se eu estou falando a verdade ou não. Pergunte para o Administrador Regional da FUNAI, Juscelino Arlindo do Carmo Bessa, se eu estou mentindo.
Em 1997, no final do ano, havia um crédito à meu favor de mais de sete mil reais, o administrador da época, emitiu um suprimento de fundos em meu favor e me autorizou a emitir uma nota fictícia de combustíveis no valor de três mil e duzentos reais, para ressarcir, parte dos meus créditos. Assim foi feito e continua sendo feito até hoje, senão a FUNAI para.
Passados três anos, funcionários da FUNAI, que tinham posicionamentos antagônicos aos meus, foram em Capitão Poço e casualmente souberam desta história, e produziram documentos para me denunciar. Foi aberta uma sindicância e posteriormente um PAD, e eu, não neguei o que havia feito. Fui réu confesso, porque mentir, não é uma prática usual no meu perfil.
Durante o processo disciplinar, ninguém depôs contra mim, a única acusação foi o documento original e o meu próprio depoimento admitindo os fatos. A comissão pediu apenas uma advertência para mim, e justificou que os fatos eram normais e corriqueiros na FUNAI. Procure saber dos autos e veja se eu minto.
Pois bem, fui demitido, e quando saiu no Diário Oficial em 2008, eu estava em Brasília, em Reunião com o doutor Márcio Meira, presidente da FUNAI, que havia me convocado para uma missão muito espinhosa para resolver umas broncas pesadíssimas, junto aos índios isolados Suruwará em Lábrea no estado do Amazonas. Segundo o doutor Márcio Meira, precisava de um indigenista de ponta para segurar e resolver a bronca, e este indigenista era eu.
Naquele momento, em que eu soube da minha demissão, o Márcio também se mostrou surpreso e falou que não havia assinado minha demissão, como de fato pude comprovar posteriormente, pois foi assinada por um seu substituto, que não me conhecia.
Eu recebi centenas de e-mail’s de solidariedade e críticas à minha demissão, inclussive do ex-presidente da FUNAI, Mércio Gomes que trabalhou comigo na Frente de Atração Awá-Guajá, e sabe do meu verdadeiro caráter. Obtive apoio do Brasil todo e até de países estrangeiros. Para um “ladrão desqualificado” como tentam me caracterizar, um “Ficha Suja”, é estranho obter tanto reconhecimento.
Nada disto foi capaz de superar o impacto, que eu senti com a minha demissão, nem as homenagens que eu recebi durante o Fórum Social Mundial, em Belém, no início de 2009. Procure saber se isto é verdade ou se eu estou mentindo.
Professor, o poeta Ferreira Gullar, escreveu certa vez que: “Um homem se humilha se castram seus sonhos…. Seu sonho é sua Vida…. e a Vida é o Trabalho…. E sem o seu Trabalho…. Um homem não tem Honra…. e sem a sua Honra…. Se morre e se mata… Não dá prá ser feliz….
Tenho certeza de que esse juízo de valor que o senhor fez ao meu respeito, não corresponde a realidade, mas eu me curvo serenamente e aceito que o senhor pense da maneira que o senhor quiser, a democracia pressupõe o contraditório, mas o senhor está muito longe da verdade.
Os julgamentos precipitados ou de má fé, sem procurar saber dos meus esclarecimentos, só fazem aumentar a minha dor de ser tachado de ladrão, quando eu tenho a absoluta certeza de que não agi assim.
Eu estive a frente de centenas de missões de combates a madeireiros, invasores de terra indígena, garimpeiros, traficantes de drogas, todo tipo de delitos. Nunca fui acusado de prevaricar ou facilitar a vida desta gente, pelo contrário, recebi acusações de excessos da própria Policia Federal. Estive em Roraima na área Yanomamy, e comandei a apreensão de centenas de diamantes, no meio da selva amazônica, acredite, nem um mísero destes diamantes, foram parar nos meus bolsos, como era prática comum de funcionários e até de militares e policiais que agiam nestas operações. Eu nunca permiti isto e nem me vali de benefícios próprios. Procure saber se isto é verdade ou se eu minto.
Minha última missão pela FUNAI, eu comandei uma operação que apreendeu 57 mil metros cúbicos de madeira no nordeste paraense, mais de 10 carretas, 06 tratores de grande porte e outros veículos menores. Se eu liberasse uma só carreta ou alguns metros cúbicos de madeira, minha conta bancária amanheceria recheada. Isto nunca aconteceu, pelo contrário à única conta que eu possuo, está bloqueada no Banco do Brasil, por dívidas que eu tenho acumulado ao longo dos anos. 15 dias atrás eu fui despejado de maneira humilhante de um apartamento em que morava, por não conseguir pagar os aluguéis. Para um “ladrão dos cofres públicos” é uma bela trajetória.
Eu compreendo que as razões políticas façam as pessoas terem julgamentos precipitados, mas falsear a verdade, não pode ser argumento honesto. Um tal de PPS das Origens, diz um monte de besteiras e inverdades ao meu respeito. Ou esta pessoa é débil mental, não me conhece ou é mau caráter mesmo.
Dizer que eu sou anti-petista feroz. É hilário. Eu votei no Lula em todas as eleições que ele participou, inclusive contra a orientação do meu partido. Pergunte a quem me conhece de fato, se isto não é verdade. Eu estive em campos opostos ao PT, na minha militância estudantil e também partidária, mas nada que interditasse o reconhecimento das coisas importantes e sérias que o PT realizou e certamente irá realizar.
Eu entrei no PPS em 1999, portanto é uma deslavada mentira que eu tivesse descumprido a orientação do partido em 1996, contra o Edmilson, que aliás é meu amigo particular e de quem eu tenho a honra de haver votado as duas vezes em que foi eleito e feito campanha abertamente ao seu favor. Edmilson, quando era deputado fez uma saudação pública em meu favor em uma sessão especial na assembléia legislativa, então não procedem as acusações deste idiota, que se diz PPS das Origens.
Dizer que eu apoiei Ramiro Bentes e Duciomar, só um demente pode afirmar isto, quem me conhece sabe que nunca fiz isto, pergunte ao João Raimundo se isto é verdade.
Arremata dizendo que eu apoiei Jatene em 2002, contra a orientação partidária. Loucura total. Eu assessorava o Hildegardo e fiz parte da coordenação de sua campanha. Quanta idiotice.
Eu conheço o Jordy, desde os cinco anos de idade, já que temos a mesma idade, e por uma coincidência, eu fui vizinho de uma tia dele na infância. Estivemos juntos no MR-8, nunca fui do PCB, e nos aproximamos novamente a partir de 1999, quando entrei no PPS. Eu estou cada vez mais convencido de que Jordy é um político excepcional e diferenciado, e não preciso puxar seu saco para me credenciar junto a ele. Nos conhecemos o suficiente para convergir em muitas coisas e divergir em outras tantas.
Gostaria de uma vez por todas declarar que esta é a verdadeira história destes fatos, e que se pensasse melhor quando se quisesse achincalhar as honras das pessoas. Foi um sofrimento violento para mim, mas foi muito pior para minha família.
Não pedi para ninguém que se evitasse a minha exoneração, eu não me presto a este tipo de coisa. Se a decisão do Vice-Governador for esta, eu me curvo serenamente e aceito como normal, já que não me apego a cargos, e vou tocar minha vida para frente.
Tenha sucesso e paz nas suas atividades.
Um abraço.
Francisco Potiguara Tomaz Filho


De volta à Valeria, a cidade

Em 24 de Janeiro de 1997 publiquei em o Liberal o artigo abaixo, falava da renovação urbana de Belém e do Carnaval.
Algumas coisas mudaram, mas é impressionante como continuamos discutindo as mesmas coisas, não conseguimos sair do lugar. Belém continua marcado passo.
O artigo se chama Valéria, veja porque.


Valéria é uma estranha cidade cujo lugar privilegiado e ponto de encontro predileto de muitos de seus moradores, é a orla de uma vala; de uma cloaca pública no “urbanês” do Império Romano. Apesar da cidade ser rodeada de rios e baías, é justamente ali que seus habitantes, se divertem, passeiam, comemoram.
Imaginem-a como uma das cidades invisíveis de Ítalo Calvino: “Valéria, a cidade onde seus habitantes se divertem ao longo de seus dejetos e, ao tempo em que se oferecem à praticas de fisiculturismo respiram um ar impregnado de maus odores.”
Na trilha da ficção de Calvino, pode-se ainda entrever o espanto do grande Kublai Khan ao ouvir de Marco Polo mais um relato sobre essas cidades incomuns, todas com nome de mulher, e os estranhos hábitos de seus moradores.
Estou falando de Belém e da Doca de Souza Franco.
A verdade é que dentro do precário sistema sanitário de drenagem de Belém, o outrora heróico Igarapé das Armas, hoje, desempenha a função de esgoto a céu aberto.
Em outras cidades, os lugares privilegiados com recursos urbanísticos, são as praias, as beiras dos rios ou os parques, por permitirem a contemplação de belezas naturais. Aqui, são as margens de um canal de drenagem.
É incrível, é medíocre, é inusitado, é triste, mas é a realidade.
Por falta de outras alternativas, esse espaço passou a ser referência na cidade e é ponto de convergência de praticantes de cooper, ciclistas, corredores matinais e noturnos e atraiu inúmeros bares, choparias, lanchonetes, restaurantes, serviços 24 horas, etc.
Nessa cidade sem janelas e sem horizontes (literais e figurados), a esplanada da doca engendra uma atmosfera rica em movimentos, luzes, cores e gentes, que bem caracterizam o espaço plural, amplo e democrático comum a qualquer cidade.
E isso não se deu por acaso, seu atual florescimento, aconteceu justamente em função das melhorias urbanísticas que ali foram introduzidas recentemente.
No entanto, diante da decisão, ao que parece definitiva, de realizar o Carnaval de Belém na Doca, estamos ameaçados de ver destruídos os atributos urbanísticos que fizeram da Doca uma referencia no espaço da cidade.
Os encarregados pela organização do Carnaval, afirmam que estão tomando providências para evitar que sejam destruídos os gramados, os jardins e o mobiliário urbano ali colocados. A dúvida é justamente essa. Até que se prove o contrário, com os recursos hoje disponíveis pela PMB, não creio que se logre um bom resultado na disposição de preservar o lá construído.
A desfiguração dos jardins e do mobiliário urbano existentes, poderá interromper a tênue tendência de renovação urbana e revitalização econômica, que se verifica no eixo da Doca e já dá sinais de se expandir para o bairro do Reduto, que vem de um período de decadência.
Mesmo aqueles que como eu, antes de sua realização, não considerariam as obras realizadas na Doca uma prioridade, agora, diante do fato concreto que a dinâmica da vida urbana criou, temos que repensar nossas posições, até porque, antes de ser empreendimento deste ou daquele prefeito, foi serviço feito com recursos públicos, o que portanto, não pode sofrer ameaça de ser destruído. Cada pezinho de grama ali existente, tem a contribuição fiscal de todos os habitantes da cidade.
Será que não somos capazes de encontrar um outro local com as mesmas características da Doca mas sem esses inconvenientes?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte



Belém vai sediar nos próximos dias 4 a 8 de Abril o VIII Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte, que terá como tema central: O Patrimônio como Língua e a Língua como Patrimônio, evento que vai reunir grandes especialistas do tema.
Portugueses, brasileiros, caboverdianos, italianos, estarão presentes. 
Conferências, debates, lançamento de livros, exibição de filmes estão na programação.
O evento ocorrerá em diversas dependências do Campus da UFPA.
Concomitantemente vai acontecer a II Reunião Internacional do Fórum Landi.
Mais informações, clique aqui.


P.S.:Desculpem os azulejos aí de cima, mas depois que eu achei esta imagem não resisti em colocá-la.

A despedida do trema



Estou indo embora.
Não há mais lugar para mim.
Eu sou o trema.
Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos, por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram.
Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora.
Fui expulso para sempre do dicionário.
Seus ingratos!
Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio...
A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela.
O dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado, enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra.
E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I.
Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões.
Será que se eu deixar um topete moicano posso me passar por aspas?...
A verdade é que estou fora de moda.
Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W -- "kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, para o qual ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que, aliás, deveria se chamar TÜÍTER.
Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências!
Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo.
Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa.
Foi bom enquanto durou.
Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas.
E um dia vocês sentirão saudades.
E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos.
Saio da língua para entrar na história.

Adeus, 



Recebí pela INTERNET

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Hotel Bolonha vai atravancar mais a Governador José Malcher

Recebi da Dulce Rosa, presidente da Associação Cidade Velha Cidade Viva, sobre o Grande Hotel Bolonha que pretendem construir naquele último trecho da Governador José Malcher.

Amig@s,

Eu ando a pé ou de ónibus, com isso quero dizer que a minha visão dos problemas de trânsito de Belém é um pouco diferente de quem anda só de carro, porém...............
É! De carro, de ônibus ou a pé, quem anda pela José Malcher, a ex S. Jerônimo, e desce aquele trecho depois do Palacete Bolonha, não pode deixar de notar o caos criado por 2 ou 3 empreendimentos existentes ali há pouco tempo..
Não é só aquela lombada (que favorece um desses empreendimentos), que provoca parada no transito; o entra e sai da academia Pelé, também atrapalha o movimento.
Além do mais, naquele trecho a rua ainda é em descida, além de ser bem estreita, assim, qualquer movimento de carros nas calçadas, faz parar o fluxo na rua.
Os automóveis, para evitar aborrecimentos, podem mudar seu trajeto, mas os onibus, não: tem que parar, e os passageiros/motorista, tem que aguentar.


Agora eu pergunto: fizeram um estudo de viabilidade antes de permitir a construção desse Grande Hotel ali naquele trecho?
- se sim, foi aprovado por quem?
- o Detran, a CTBel deram opinião a respeito?
- como vai ficar aquela rua durante a construção?
- quando ele começar a funcionar, como vai ficar o transito?
- o aumento do transito não vai aumentar mais ainda a trepidação das construções históricas (e tombadas) ao seu redor?
Além de ser uma "transeunte", sou também economista, com especialização em " programação econômica do território", não posso portanto deixar de me perguntar:
- qual o interesse maior nesse caso? A defesa do patrimônio ou "a garantia do retorno financeiro?"
Ao programar qualquer coisa, se parte da relação das prioridades. Neste caso, qual seria ela?
Será que alguém pensou nisso?
É o caso de pensar. Ainda estamos em tempo.

Dulce Rosa

Reformismo revolucionário: a estratégia da esquerda latino-americana

"Estado", "política", "história", "revolução" são as ferramentas da esquerda latino-americana para atacar as consequências e também as causas do capitalismo, promovendo ao mesmo tempo a integração do Continente em termos políticos, econômicos, sociais e culturais. A estratégia pode ser condensada na fórmula do pensador judaico-romeno Lucien Goldmann: "reformismo revolucionário".
Algumas palavras pareciam condenadas à lata de lixo, sob a pressão doutrinária das últimas décadas. "Estado" é uma delas. Acusado de perdulário, mastodôntico e ineficiente em contraposição à livre iniciativa, apresentada como paradigma, o aparelho estatal foi execrado para justificar as desregulamentações e o desmonte que vitimaram os serviços públicos. Embalados pelo canto de sereia do fenômeno divulgado na condição de uma tendência inexorável, que converteria o planeta em uma aldeia global, muitos inclusive, iam ao cúmulo de classificar de inútil a escolha de presidente para os Estados nacionais. As eleições teriam perdido o sentido frente a uma realidade na qual as linhas principais da política econômica seriam ditadas pelo FMI e o Banco Mundial. Das "Diretas já" às "Indiretas sempre", um passo à frente, dois atrás.
É o que diz Luiz Marques professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRG).
Quem quiser saber mais click no link abaixo:
http://operamundi.uol.com.br/opiniao_ver.php?idConteudo=1341

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Revista Science: como lidar com dados científicos

Reproduzo abaixo o post do Marcos Palácios (uma competência que a UFPA perdeu), que pode ser do interesse de muitos.


A Science Magazine lançou um número especial sobre "como lidar com dados científicos". Livre acesso aos artigos, registro requerido.

Homem que pinta o cabelo

Atendendo inúmeros pedidos, quase todos de uma só pessoa, a leitora OdeO, para que eu demonstre porque implico com homem que pinta o cabelo, vou montar aqui uma galeria, imagens falam mais do que palavras:


Sarney,



Mubarak,


Edison Lobão,


Sílvio Santos,


Ben Ali, ditador deposto da Tunísia


Berlusconni, presidente do Conselho de Ministros da Itália.

Você confia nestas figuras?

P.S: Se  estes caras aí do Oriente Médio, continuarem caíndo, o maior consumidor mundial de Wellaton vai ser, mesmo, o Maranhão.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bancos suíços bloquearam rico dinheirinho do Mubarack


Os bancos suíços informaram que bloquearam o bens de Mubarack e seus funcionários.
Oh gente insensível, logo agora quando o cara mais precisa!!!


O Conselho Federal (governo) acrescentou que o congelamento tem como objetivo "prevenir qualquer risco de apropriação indevida" de ativos do Estado egípcio, segundo o porta-voz do ministério suíço de Relações Exteriores Lars Knuchel.
Desculpa a ignorância, se eles aceitavam o dinheiro era porque o dinheiro deveria ser bom? Como é que de uma hora para outra se põe a prevenir qualquer risco de apropriação indevida?

Para professores que querem saber o que pensam seus alunos



Recebi do Alencar, passo em frente.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Façam suas apostas

Depois da queda do Ben Ali, na Tunísia,


do Mubarak, no Egito


Quem será o próximo?


O Abdelaziz Bouteflika da Argélia, 

o Rei Abdullad II da Jordânia,


Ou o Ali Abdallah Saleh, do Iemen?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Revolta da Calcinha

Nestes tempos de insurreiçoes urbanas nas quais as redes sociais deram importante contribuição às mobilizações, conheça um caso bem humorado e muito estudado acontecido na Índia.
Na cidade de Mangalore, integrantes de um partido fundamentalista de extrema direita Shri Ram Sena iniciaram um campanha contra a presença de mulheres em bares, e pelo uso de calcinhas à moda ocidental. Lá o costume é usar uma espécie de fralda.
Radicalizando suas ações os fundamentalistas atacaram mulheres em bares, veja aqui:





A jornalista Suzan Nisha e outras vítimas criaram uma organização, Consortium of Pub-going, Loose and Forward Women, que traduzindo ficaria mais ou menos assim: Grupo de mulheres livres e avançadas que querem ir aos bares, iniciaram uma mobilização envolvendo  todas as ferramentas das redes sociais e programaram uma resposta bem humorada aos integrantes do Shri Ram: no dia dos namorados (festa ocidental considerada ofensiva as tradiçoes indus) enviar para a sede do partido calcinhas cor de rosa. 




O cartaz diz: Neste dia dos namorados envie ao Sri Ram Sena uma calcinha rosa.
Porque as calcinhas são para sempre (Chaddi é calcinha em Hindu). (Isto aí é o que elas chamam de calcinha, que até como calçola já está grande).
As calçolas começaram a chegar, rapidamente chegaram mais de 5.000. A campanha ganhou os meios de comunicação do mundo.





Entrou pelo bico do pato saiu pela perna do pinto, quem quiser saber mais que click aqui ou aqui.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Engenheiros servis

O arquiteto José Sidrim, meu bisavô, trabalhou com o Antônio Lemos no início do século 20, ele era compadre do Engenheiro João de Palma Muniz, que, por sua vez, era casado com uma filha do Velho Lemos. Homem culto, Muniz é autor de importantes obras de referência da historiografia paraense, como por exemplo Patrimônios dos Conselhos Municipaes do Estado do Pará de 1904, impresso em Paris pela Aillaud & Cia, que conta a história dos nossos municípios e publica o mapa com seus limites, além da Adesao do Pará à Independência, Dom Romualdo de Sousa Coelho. (Afortunadamente mantenho em minha biblioteca importantes exemplares que o Palma doou para o meu bisavô e que consegui livrar da sanha incendiaria de meu tio-avô, avisado que fora pelo irmão Porfírio do Colégio Nazaré, que adquirira o imóvel, vendido depois da morte de minha bisavó).
Meu bisavô contou-me a seguinte história:
Palma Muniz tinha sociedade com o também engenheiro Antônio Lalor, um dia, no auge da disputa política entre Lemistas (partidários de António Lemos) e Laurista (partidários de Lauro Sodré), sobre a placa que indicava que ali funcionava o escritório de engenharia, Lalor & Muniz amanheceu uma outra com as seguintes inscrições:
Lalor e Muniz
Engenheiros servis
um não sabe o que faz
outro não sabe o que diz.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Carnaval na Cidade Velha

Atendendo a inúmeros pedidos, quase todos de uma só pessoa, no caso a Miss Adelaide Pratinha, vou me manifestar sobre o assunto, esta semana está de matar!
Alguns princípios e um pouco de memória:
A cidade é de todos, assim como o céu, o mar, o ar, logo se ficarmos nestas generalidades estratosféricas podemos cometer injustiças a alguns destes todos.
O que quero dizer é que a cidade é de todos, mas são os moradores do bairro que sofrem as consequências quando o Carnaval passa e deixa um rastro de sujeira e mau cheiro.
Veja o vídeo que fiz ano passado.



Acho que o que acontece na Cidade Velha deve ter uma dimensão que não agrida o seu já precário sistema de convivência, não acho compatíveis as que atraem grande número de pessoas, veículos, vendedores ambulantes que longe de preservar, de requalificar, podem estar contribuindo para desvalorizar mais o bairro.
Tradições não se criam de uma ano para outro, tradições existem. Os exemplos de São Luís, Salvador, Recife, não se aplicam. O antigo Carnaval de Belém nunca teve palco na Cidade Velha, ele acontecia na Praça da República, com Batalhas de Confete na Pedreira, Telégrafo, São Brás, depois foi mudado sem choro nem vela para Doca, de lá para a Aldeia Cabana. Isso tudo levou um Carnaval, que chegou a estar entre os melhores do Brasil, a ir perdendo o vigor até que as divergências entre PSDB e PT levaram parte dele para Ananindeua.
No auge dessa crise, Belém ficava tão calma e silenciosa que cheguei a pensar, já que estamos fora do circuito do Carnaval-business que prosperou no Nordeste, poderimos atrair para cá, gente que não gostasse de Carnaval, para outras atividades tipo festival de cinema, de música erudita, etc.
Enquanto isso movimentos de resistência cultural tentavam reviver o Carnaval de Belém, agora nas ruas e praças na Cidade Velha. Com o passar dos anos essa manifestação vem tomando uma dimensão que tem sido objeto de reclamação por parte dos moradores do bairro.
Este crescimento atrai interesse comercial de pequenos e grandes comerciantes de cerveja e o líquido das latinhas vai parar na frente da casa dos moradores que, com justa razão reclamam e o poder público não cumpre suas responsabilidades na higiene e na segurança pública.
Domingo passado as coisas chegaram a um nível tenso o que levou a uma série de movimentações, a meu ver, positivas.
Acho que as medidas que foram tomadas envolvendo Ministério Público, Governo do Estado e Prefeitura podem atenuar os problemas, precisaria ainda convocar à responsabilidade social os fabricantes de cerveja.
Também defendo que a concentração dos blocos seja nas praças Felipe Patroni, Dom Pedro II e do Relógio. Além de diminuir as tensões com os moradores colocaria em cheque os poderes. Já imaginaram quando o prefeito, os deputados os juízes chegarem ao trabalho na segunda-feira e virem aquela imundice.

P.S: Já tem pilantras dizendo que este Carnaval é ecológico ou já está atraindo turistas. Apliquem !!!!

Roberto Freire, presidente nacional do PPS, perde as estribeiras

Sobre o estardalhaço que a oposição ao governo Dilma vem fazendo sobre o apaguinho do Nordeste escrevi o post O Apagão das Idéias que concluía:
Lamentavelmente um dos aiatolás desta sandice é o Roberto Freire, presidente nacional do meu partido o PPS, que vem descendo da estatura de um dos líderes mais lúcidos deste país e está se tornando um bestalhão.
Recebi do presidente Nacional do PPS o comentário abaixo:
"Você esta se revelando um mal-educado de marca maior.Pensa que pode chamar quem não adota suas teses ou comunga com suas idéias de bestalhão e ficar flanando, está redondamente enganado.Bestalhão é você.Desrepeita quem nunca lhe dirigiu a palavra e não lhe conhece.Discordar é legitimo, agredir é próprio de quem não se dá ao respeito."
Roberto Freire
De inicio não acreditei, mas depois de dar uma olhada no twitter dele, notei que o deputado anda muito nervoso. Deve ser porque o seu reinado no PPS está acabando, principalmente depois dele ter levado o partido à condição de braço armado do Serrismo perdendo quase metade de sua representação na Câmara Federal.

P.S: Quem não sabe distinguir apaguinho de apagão, ou é bestalhão ou está mal intencionado. 

Presidente ou ditador: sejamos democráticos, tratamento igual para todos

Numa pesquisa nas páginas eletrônicas dos grandes jornais brasileiros, para períodos anteriores às manifestações populares na Tunísia e Egito,  os governantes destes países eram sempre tratados de presidentes.
Agora, que eles esta sendo derrubados por revoluções democráticas e populares eles começam a ser tratados de ditadores.
Isso se verifica também no jornalismo da TV Globo.
Para entender melhor leia o que diz Igor Fuser, ex-jornalista da Folha de São Paulo, doutorando em Ciência Política na USP, professor na Faculdade Cásper Líbero, no artigo Surpresa: a Tunísia era uma ditadura:
"A mídia silenciou sobre o despotismo na Tunísia porque se tratava de um regime servil aos interesses políticos e econômicos dos EUA. O ditador Ben Ali nunca foi repreendido por violações aos direitos humanos e, mesmo quando ordenou que suas forças repressivas abrissem fogo contra manifestantes desarmados, matando dezenas de jovens, o presidente estadunidense Barack Obama e sua secretária de Estado, Hillary Clinton, permaneceram em silêncio. Não abriram a boca nem mesmo para tentar conter o massacre. Só se manifestaram depois que Ben Ali fugiu do país, como um rato, carregando na bagagem mais de uma tonelada de ouro.
O caso da Tunísia não é o único na região.
No vizinho Egito, outro regime vassalo dos EUA, Hosni Mubarak governa ditatorialmente desde 1981. Suas prisões estão lotadas de opositores políticos e as eleições ocorrem em meio à fraude e à violência, o que garante ao governo quase todas as cadeiras parlamentares. Mas o que importa, para o "Ocidente", é o apoio da ditadura egípcia às posições estadunidenses no Oriente Médio, em especial sua conivência com o expansionismo israelense.
Por isso, a ausência de democracia em países como a Tunísia e o Egito nunca recebe a atenção da mídia convencional, ao contrário da condenação sistemática de regimes autoritários não-alinhados com os EUA, como o Irã e o Zimbábue. É sempre assim: dois pesos, duas medidas."
Faça o mesmo para Chavez, mesmo sem ser simpatizante do Venezuelano. O resultado vai ser um pouco mais dividido. Na rede Globo o mauricinho Bonner no Jornal Nacional, o trata de ditador, a turma do Jornal das 10 chama de presidente depois que a última eleição foi considerada limpa pela comissão internacional que a acompanhou, tanto que todos esses jornalões comemoraram o fato dele ter perdido a maioria absoluta que tinha no parlamento.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ele fez tanta sujeira

Lambuzou-se a campanha inteira
E agora vai ficar de lado.
Um tucano do papo amarelo e muitas plumas, aqui do Estado, me disse que no ninho paraense da ave, muitos já estão nessa.
No fim brincou, muro e fundamentalismo não são muito compatíveis.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

+ antologia de quedas = colagem

Dentro da tarde veloz!
Lição de Física:
Com que velocidade um corpo em queda livre cai?
Cai como corpo morto cai
babadalgharaghtakamminaronnbronntornnerrontuonnthunntrovahhhounawnskawntoohoohoordenenthurnuk!


&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&&

(1) Referência ao extraordinário verso do poema Dentro da Noite Veloz de Ferreira Gullar sobre a queda de Ernesto Guevara.
(2) Referência ao quadro de Rembrandt Lição de Anatomia do Dr. Tulp, à época se procurava, onde, no corpo, se escondia a alma humana?

(3) Um destes problemas de queda livre da física clássica.
Queda livre é nada mais nada menos que um M.R.U.A (movimento retilíneo uniformemente acelerado). As fórmulas básicas do M.R.U.A são:
(i) S = S0 + V0*t + (1/2)*a*^t²
(ii) V = V0 + a*t
Qual a altura da torre, sabendo que a aceleração da gravidade nesse local é 9,8 m/s²?
Dados:
S = 0
S0 = -h
V0 = 0 m/s
a = 9,8 m/s²
t = 4 s.
Usando a fórmula (i) temos:
0 = -h + 0*4 + (1/2)*9,8*4^2
h = 0,5*9,8*16
h = 78,4 m.
b) Qual a velocidade do corpo no momento em que atingiu o solo?
Dados:
V = ?
V0 = 0 m/s
a = 9,8 m/s²
t = 4 s.
Usando a fórmula (ii) temos:
V = V0 + a*t
V = 0 + 9,8*4
V = 39,2 m/s

(4) Referência ao último verso do Canto V do Inferno de Dante.
(5) Esta é a palavra de cem letras, cuja sonoridade se assemelhara ao som do trovão, composta com sílabas da palavra trovão em diversos idiomas, criada por James Joyce para representar a queda de Finnegans e em última instância, a queda de Adão.

O apagão das idéias

A oposição ao governo Dilma esta querendo dar à interrupção do fornecimento de energia elétrica (apaguinho) havida semana passada no nordeste a mesma conotação do racionamento de energia (apagão) havido no governo FHC.
O apaguinho pode ser atribuído a um fator localizado, dentro de um sistema de diversas determinações e que, de vez em quando acontece em qualquer país do mundo.
O apagão foi uma questão de falta de planejamento do setor energético que então se mostrou incapaz de prever as demandas do mercado brasileiro.
É lógico que também ali a oposição caiu de pau, mas a cacetada pegou porque o racionamento demorou e prejudicou muitos.
Erra a oposição em achar que com este fato vai desgastar o apoio recebido por Dilma no nordeste, onde para os milhões que nunca tiveram energia elétrica a suspensão por algumas horas é um fato menor.
Tudo isso, é uma forma de manipulação que podemos enquadrar no item 6 do decálogo escrito por Noam Chomsky e reproduzido aqui no blog: 6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...
Lamentavelmente um dos aiatolás desta sandice é o Roberto Freire, presidente nacional do meu partido o PPS, que vem descendo da estatura de um dos líderes mais lúcidos deste país e esta se tornando um bestalhão.

Poema Concreto (em pó) ou poema [Concreto em Pó]

Um prédio de 32 andares,
cimento, areia, ferro e aço: concreto 
cem metros de comprimento
penetrou no âmago da manga
Fuked city


um edifício gigante
caiu na contra mão atrapalhando o sábado
garçon, de gelo mais um bocado!
Faked city
Raped city


uma paisagem infamante
areia, pó, cimento em migalha, 
aço, poeira, limalha, 
daqui há pouco, quando o show terminar, 
tudo será como agora
Raped City
Fuked City
Mango City

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Antologia das quedas

Na música brasileira, pelo menos duas letras de canções famosas se referem aos desabamentos de obras de engenharia.
O mais famoso verso é o espetacular de Aldir Blanc no "Bêbado e o Equilibrista", "caía a tarde como um viaduto". As vezes não é percebido o verdadeiro sentido do verso, ele se refere à queda de parte do Viaduto Paulo Frontin, no Rio de Janeiro, em 1971. Considerando isso o verso adquire uma grande força poética.
O cair da tarde é sempre associado a situações melancólicas ou bucólicas, a Ave Maria de Erothides de Campos é exemplo disso: Caí a tarde tristonha e serena. Aldir nos prega uma peça, nos trás esta imagem da tarde que cai, e quando achamos que depois vem algo romântico, apresentada-nos a comparação com a trágica queda do viaduto que vitimou a tantos, isso feito na maior naturalidade.
A música do João Bosco, segue o caminho inverso da poesia contribuindo para manter a sensação de que a queda da tarde ao se parecer com a de um viaduto é uma coisa bela.
A MPB tem momentos geniais, este verso é um deles.
Ouça a interpretaçao de Elis Regina para este primor.


Outra mais direta e menos famosa é A Demoliçao de Juca Chaves.
Confira:

Cai cai , cai cai
outra construção civil
realmente ninguém segura
a arquitetura do Brasil.
cai, cai tudo que se constrói
da tampa da caneleira,
à ponte niterói
cai até o elevado
do doutor Paulo Frontein
cai o teto do mercado
é a moral de quem não tem.
O engenheiro culpa a corrosão
e a desgraça se transforma
num show de televisão.
Cai, cai, sai de baixo
quem é esperto, arquiteto
é quem se afirma engenheiro
que deu certo.
Cai, cai em porta-demolição
caem coisas mais importantes
que ninguem percebe não,
como as lágrimas cortadas
de figuras de TV,
cai os niveis dos programas
cai cantor, cai seu cachê
cai a bolsa, a causa ninguem diz
só o biquini da jaqueline
é que caiu porque ela quis.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Egípcios a humanidade vos contempla

Em 1798 na campanha do Egito, antes da Batalha das Pirâmides, Napoleão, então comandante-em-chefe do exercito francês teria pronunciado a célebre frase: "Soldados de França, do alto destas pirâmides quarenta séculos vos contemplam." Quem gosta de anedotas históricas sabe, que esta frase gerou muitas discussões, diziam que Napoleão havia errado a idade das pirâmides, uns para mais outros para menos.
Em Belém, são oito horas, no Cairo são quase meio dia, ou para mais ou para menos, vão começar as orações, depois as manifestações da Marcha da Partida.

Egípcios, humanidade vos contempla, pela TV, se deixarem os jornalistas soltos, pela Internet se deixarem os provedores de acesso livres, pelo twiter se o pássaro azul poder voar. O mundo será melhor se daí e de todo o mundo árabe forem varridos definitivamente os tiranos.

Lei de mercado e outras derrubaram prédio

Depois da queda do muro de Berlin e até a queda do muro de New York, o crash de Wall Street em 2008, o livre mercado era visto como a melhor invenção da humanidade no campo da economia. Algumas virtudes do mercado são inegáveis sua capacidade de invenção e criatividade, a competição quando não é destrutiva, porém a mais alardeada era de que ele possuía a capacidade de auto-regulação. Este foi o cerne do discurso chamado neoliberal, o que justificava o "estado mínimo" atrapalhando o menos possível a ação dos agentes econômicos.

Nestes tempos Alan Greenspan, diretor do FED, o Banco Central dos EUA, foi o pontifex maximus da economia mundial. Suas decisões influenciavam vidas de bilhões de pessoas.
Pois bem, quando caiu o muro de cá, este da Rua do Muro (Wall Street) o Capitalismo Liberal deixou de existir, pois o regime só se manteve graças a injeção de trilhões de dólares feita pelo governo estadunidense (da mesma forma como quando caiu o muro de Berlin, o Socialismo Real deixou de existir) o nosso Greenspan, disse que os mercados deveriam ter sido mais regulados, e reconheceu que esteve "parcialmente" errado quando apostou na falta de controle.
Isto é uma introdução que será importante para a nossa conclusão.
No post Lei da gravidade e outras derrubaram edifício sugeri alguns marcadores para o cenário no qual aconteceu a tragédia, recupero aqui os seguintes:
- De repente, no BRasil, PAC, os negócios começam a acelerar!!
- Mas, nos Estados Unidos uma crise sem precedentes é provocada pela explosão de uma bolha   financeira baseada em negócios imobiliários.
- Analistas apontam que este crescimento do mercado da construção no Brasil poderia seguir o caminho do irmão do Norte.
- Aproveitando as oportunidades de crédito, todos: bancos, incorporadoras, construtoras, operários, trabalham a toda velocidade.
Pois é nesta correria para produzir muito e mais rápido, caiu o prédio.
O mercado se auto-regulou....
Mas a que preço!
E aqui não estou falando de vidas de sonhos desfeitos, que amanhã, já serão coisas do ontem, falo no impacto negativo que isto trará para o próprio mercado da construção em Belém.
Reconheço que antes da atual administração municipal tínhamos uma legislação muito restritiva, basta ver que nesta mesma quadra, onde aconteceu a tragédia, nas antigas condições, só seria possível construir até 7 andares. Com a conversa que precisava aquecer a economia, dar emprego liberou-se tanto que se poderia dizer que a atual lei foi redigida pelos construtores, as más línguas acrescentariam, junto com o prefeito.
Atenção, este não foi o primeiro episódio, lembram que aquelas duas torres de 40 andares na Doca, balançaram, balançaram, as obras ficaram paralisadas um bom tempo....