Eu tenho uma proposta, vamos acabar com essa história de quem é o melhor partido, quem salvou o Brasil etc.
É mais claro como o dia que o PMDB foi o partido que derrubou a ditadura e conquistou a democracia.
O PMDB de Ulisses, Tancredo, Jáder, Hélio Gueiros, Raimundo Jinkings, Paulo Fonteles, Humberto Cunha, Carlos Sampaio, etc, etc, etc
Coisa que nem Lula ou Fernando Henrique, na época, tinham condições de fazer.
Depois veio a era do PSDB, de FHC, Mario Covas, Serra, Almir Gabriel, etc, etc, etc.
que domou a inflação e estabilizou a moeda com o plano Real.
O PT, de Lula, Paulo Rocha, Ana Júlia, etc, etc, etc, é o partido que está promovendo a diminuição das desigualdades e uma, ainda que tímida, distribuição de riqueza.
Em suma, nenhum tinha condições históricas de fazer o que seu antecessor fez e sem o que, o sucessor, também não cumpriria sua agenda.
Só que, para que cada um cumprisse seu papel, todos tiveram,
como o infeliz Fausto, de vender a alma para o diabo.
O diabo, como sabemos é um cara volúvel e assume muitos nomes: cão, satanás, tinhoso.
Na política brasileira, em cada momento teve um nome: Centrãbo, PFL-abo, DEM-abo, PMDeaBo.
Na era do Capital fabril, quando Goethe escreveu o seu Fasto, o diabo cobrava a alma no fim da vida.
Agora, o Capital Financeiro já leva uma parte em garantia e vai cobrando o resto em juros e prestações, com isso, cada um destes partidos perdeu parte de sua alma original e já tem um pouco da cara e da alma do diabo.
Missões cumpridas, deveriam se imolar e dar lugar para a criação dos novos partidos, capazes de pensar e governar o Brasil do século 21.
Isso seria a revolução brasileira que poderia dar rumo ao século 21, no ocidente, que convenhamos, tá complicado, e velho.
Mas, ninguém larga a carne seca quando está por cima dela.