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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Revoluções árabes, o sonho acabou



Depois da onda que derrubou os regimes da Tunísia e do Egito, a intervenção militar da OTAN na Líbia, passou a justificar todas as repressões violentas contra as manifestações. Foi assim no Iemen, na Síria e Barhein. Depois disso as revoltas que tinham um caráter espontâneo e pacífico, foram atribuídas à capacidade de mobilização das redes sociais, passaram a ter um caráter cada vez mais militarizado.
O povo na rua foi sendo substituído por milícias armadas pelas diversos interesses em jogo no Oriente Médio.
No caso do Egito, a fraca organização dos partidos laicos deu espaço à Irmandade Muçulmana que juntamente com setores nacionalistas do antigo exército de Mubarach estão assumindo a hegemonia.
Esta mistura explosiva de religião e armas, vai dar muita dor de cabeça ao Ocidente, que não se cansa de produzir ações desastradas.
Pode ser que um tipo assim, venha a ser um jovem líder de velhas estruturas que perderam a oportunidade de mudar.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

In shallah x ma shallah

Os indignados dos países árabes que tomam as ruas por mudanças, alteraram o antigo mote islâmico “In-shallah”, Se Deus quiser, que pressupõe inação, o conformismo e incapacidade para decidir.
Hoje se ouvem mais gritos de “Ma-shallah” – “Essa é a vontade de Deus” e é dever do povo fazê-la acontecer e respeitar.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Façam suas apostas

Depois da queda do Ben Ali, na Tunísia,


do Mubarak, no Egito


Quem será o próximo?


O Abdelaziz Bouteflika da Argélia, 

o Rei Abdullad II da Jordânia,


Ou o Ali Abdallah Saleh, do Iemen?