
Depois da onda que derrubou os regimes da Tunísia e do Egito, a intervenção militar da OTAN na Líbia, passou a justificar todas as repressões violentas contra as manifestações. Foi assim no Iemen, na Síria e Barhein. Depois disso as revoltas que tinham um caráter espontâneo e pacífico, foram atribuídas à capacidade de mobilização das redes sociais, passaram a ter um caráter cada vez mais militarizado.
O povo na rua foi sendo substituído por milícias armadas pelas diversos interesses em jogo no Oriente Médio.
No caso do Egito, a fraca organização dos partidos laicos deu espaço à Irmandade Muçulmana que juntamente com setores nacionalistas do antigo exército de Mubarach estão assumindo a hegemonia.
Esta mistura explosiva de religião e armas, vai dar muita dor de cabeça ao Ocidente, que não se cansa de produzir ações desastradas.
Pode ser que um tipo assim, venha a ser um jovem líder de velhas estruturas que perderam a oportunidade de mudar.





