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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

BRASIL DE PONTA AO PÉ

No maior shopping center do lado europeu de Istambul, o Brasil mostra que já ocupou seu lugar no cenário mundial.

Ao lado da loja da Apple, tecnologia de ponta em informática.

Nós, alta tecnologia de pé.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

MAIS IMPORTANTE QUE O FATO É O RELATO

Esta é uma história da luta de Eros um deus primordial, filho de Caos, belo e irresistível, sempre ignorando o bom senso, e agindo como criança.


Contra o vaidoso Lúcifer, o mais belo dos anjos, antes da queda, que nem a deus quis se curvar.

Quem vencerá?
Eros, o amor ingênuo e leve que torna a todos criança.
Ou Lúcifer com sua sede de conquistas e glórias?

O fato é recorrente entre grupos de casais amigos que saem juntos, e, de repente, pinta um lance entre dois.

Pois é aconteceu, não deu mais pra segurar e explodiu. Num dia em que o marido dela e a mulher dele estavam viajando.

Na hora combinada estão no shopping Boulevard, ela sem carro, ele no dele. Ela tomando café, ele passa, se encontram normalmente e conversam, ele diz o piso da garagem onde está estacionado. Daí a pouco (como naquelas operações policiais em que as portas se abem ao mesmo tempo), e lá estão os dois, protegidos pela película bem mais escura que a permitida.

Ela nervosíssima achava que tinha sido vista pela concunhada do marido da ex-vizinha. Ele resolveu dar um giro na cidade enquato ela se tranquiliza.
Mais calma, ela pergunta se o carro tem adaptador pra iPhone, tinha feito uma seleção especial, começando pelas músicas dos 15 anos da filha dele, quando o clima pintou pela primeira vez.

Situação controlada, ele já pega a Pedro Alvares Cabral, ela aumenta o som, se pendura no pescoço dele, as mão passeiam livremente, o sinal fecha, beijos, chupões...

pulsação a mil, temperatura a mil, ela a mil, o vestido já subiu, ela já quase em cima do câmbio, testosterona corre nas veias, pulsam, crescem, endurecem. Ondas de estrogênio humidecem, melam, escorem.

Ele dá sinal de pisca-pisca pra entrar no motel.

Ela diminui bruscamente o som:

Amooor promete que você não vai contar pra ninguém!

Ele vira o pisca para o outro lado, muda rapidamente de direção.

Ah! se não pode contar, não tem jogo.

sábado, 6 de outubro de 2012

É SÓ UM PALPITE: EDMILSON DANÇOU

Antes, uma história de Belém anos 1950.

Ele queria ser bailarino, ator, spala de orquestra ainda vá lá, mas a mãe foi inflexível:
- Vai ser médico conforme prometi a seu pai!
Foram anos de padecimento até a formatura no Teatro da Paz. Dia seguinte da colação já estava empregado na Santa Casa, um horror, aqueles porões fétidos, aqueles corredores intermináveis e escuros. Logo ele que tinha medo de alma.
Tempos depois uma surpresa, a mãe convidou-o para comprar novos fatos na João Alfredo (essas roupas brancas tão sem graça!) mas, em vez do alfaiate, abriu-lhe a porta de um consultório todo equipado, até atendente vestida de enfermeira, uma senhora de meia-idade para previnir tentações e intimidades.
A fama do doutorzinho correu pelos campos de Cachoeira e de lá pelos gerais do Marajó. E não tinha velho fazendeiro ou viúva de, que não viesse resmungar suas mazelas aos seus ouvidos.

Cada vez que a atendende anunciava um nome daqueles com muitas cabeças correndo no pasto, ele sentia um tremor. Não tinha sido aplicado, passava só na rabeira, as vezes pela interferência da mãe que cultivara muito bem a memória do finado coronel marajoara. Sua fama decoria mais do explendor do consultório, que além de sala de espera, tinha a sala de atendimento, sala de exame, e a sala de diagnóstico. Tinha quem inventasse doença só para conhecer seus esplendores, coisa de cinema.

Feita a anamnese, o momento do diagnótico uma tortura renovada. Saia da sala, consultava os livros, comparava os sintomas, fazia novas perguntas.
Finalmente arriscava e receitava algum placebo. Como a clientela pouco se importava com as receitas, queria mesmo era ver o consultório mandado vir de Paris, nem aviavam a receita.

Mas um dia o filho de um vaqueiro brabo, daqueles que derruba boi a unha e tem a alma tão dura quanto a própria vida que leva, apareceu com mal estranho:
-É maleita.
-É sezão.
-É quebranto!
-É paludismo!
-É mau olhado!
Chamaram as benzedeiras.
Chamaram as rezadeiras.
O menino só amofinava.

Foi aí que não se sabe da cabeça de quem saiu a ideia de vir para Belém consultar o doutorzinho.
Assim se fez, o pai a mãe e o menino atravessaram as infernais agonias da baía do Marajó. Desembarcam no Ver-o-Peso, rumam pra João Alfredo. Sobem sofregos e suados e ainda mareados as escadas de pau-amarelo e acapú e pedem uma consulta.

Minutos depois são levados à sala de atendimento onde o doutorzinho, em um fato de linho irlandês impecavelmente branco, os recebeu.
Estavam afogueados, cansados de tantas noites mal dormidas, mais aquela travessia infernal, entrar naquele mundo de espelhos e cristais era como um rapto, uma abdução. Ficaram mais confusos.
O menino ardia em febre e tremia calafrios tremendos, a pele pálida como uma vela.
O vaqueiro brabo, que deruba boi a unha e tinha a alma tão dura como a própria vida que leva, espantado naquele ambiente Caffè della Paix, formalizou-se e falou:
Doutorzinho, salve meu filho!
Doutorzinho pediu que a atendente de meia-idade que os levasse até a sala de exame, medio a temperatura:
- 41ºde febre, anote no prontuário.
Neste momento o menino teve uma crise de calafrios que quase cai no chão não fosse a prota intervenção da mãe.
-Ele é sempre desta cor?
-Não doutorzinho ele é moreno que nem nós, ele ficou pálido assim desde que adoeceu.
-Anote tez empalidecida.
Depois pegou a ficha e foi viver seu repetido tormento: dar o diagnóstico. Consultou livros, manuais de doenças tropicais, tudo leva a crer, era evidente, mas a tormenta da dúvida não lhe deixava. E se o menino morrer? E se o pai vier se vingar? E se o menino vier fazer de noite visagem? Consultou de novo todos os livros, os sintomas conferiam, não era possível que não fosse.

Ordenou à atendente de meia-idade que os conduzisse à sala de diagnóstico e partiu decidido:
- Eu tenho um palpite que que é malária
- Doutorzinho, paltite tenho eu que sou vaqueiro, o senhor tem que ter certeza.

Tudo isso pra dizer que eu tenho um palpite que se o Edmilson não ganhar no primeiro turno ele não voltará a subir as escadarias do palacete azul, como se dizia no tempo em que esta história aconteceu.

Ele ganhará uma parcela dos votos do Alfredo. Não creio que o PT o apoie formalmente, vai ficar na dele.

Enquanto o seu adversário, Zenaldo ou, estatisticamente ainda, Priante receberão os votos e o apoio de todos os demais, pois são todos da base do governo estadual.

Quem quiser diagnóstico, e não palpite, faça as contas.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

ECONOMIA DE MERCADO

O feiTIço meRcadoriA iNundA
Se quiser
Pode PAR-Celar até a BOONDA

Não é lorota
Também
Pode trocar a xoxota

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

MAIS UMA VEZ, o PARÁ saiu na FRENTE e o MUNDO teve que se CURVAR

Na data "nacional" do país que se chama Pará, vamos exaltar o que nos diferencia neste mesmário mundo.

Não somos apenas o único lugar do planeta girante onde a fábrica da Coca Cola faliu, ou que rede de super mercado de fora não cola.

Somos os inventores do açaí e da da máquina de batê-lo, que como já dissera o EngoleCobra [EnC] é o mais complexo engenho jamais concebido nestas plagas, desde o balão de Júlio Cezar Ribeiro de Souza.

Ademais somos também reconhecidos pelos urubus do Ver-o-Peso, e pelas vendendoras de essências da florestas, agora na era pós ONGs e IBAMA uma providencial mistura de produtos sintéticos, água e anelina, pra turista ver.

Mas só recentemente conquistamos o posto de MeKa Kultural quando conseguimos bater no liqÜidifiKador o que parecia impossível, e fazer o supremo mix, uma alquímica síntese de

periferia-amazônico-tecno-caboquice-romântismo-brega-sexy-desing-pós-musical

que, sem arrogância - comum aos grandes - chamos apenas tecno-brega.

Mas não foi só nesta manifestação antropo-business-cult-wired que chegamos na frente.
Foi aqui na terrinha, aqui mesmo neste chão por onde um dia palmilharam Nequinha e Alegrim, Paulo Ronaldo, Engole Cobra, Arara Mãe e Arara Filha, a grande Maria Igarapé, Eloy Santos, o imortal Semblano que nos definiu a todos. Políticos visionários como Eurálio do Quermo, eloquentes como João Mene, self-made como Gonçalo Duarte, que de tão pobre nem dinheiro pra comprar uma rede tinha e durmia no chão de pau duro, e Carlos Tantos. Intelectuais progressistas como iCloud Arido Bequimão ou Pedro Beltran. Mafiosos da envergadura de Wladmir Olicho Ulianove Bosta e seu fratelo Mardoce de Bosta.

Aqui, aquizinho, aqui mesminho surgiu uma atitude política precursora do movimento feminino do XXI.

Não foram as incansáveies ucranianas da FEMEN.

Nem as russas do Pussy Riot, (visite o site oficial em russo aqui) que fizeram do Movimento Feminino algo descontraído e bem humorado.

Foram as paraenses do Xiri Relampeando que criaram estas novas posiçoes dentro do movimento.
Quem quiser conhecer o manifesto cultural do bloco veja aqui no blog do português Renato Soeiro postado por ocasião do Fórum Social Mundial, em Belém, 2009.

Pois bem bem, pelo que me informou um antigo agente da KGB, clandestino no Brasil e militante anti-Putin, uma das garotas da banda Pussy Riot, marcada nos circulos, participou do desfile do Xiri em Belém durante o Forúm Mundial. De volta a Rússia sugeriu que a antiga banda punk que integrava NNKK (Netas de Nadežda Konstantinovna Krupskaja - Krupskaia era mulher de Lenin) tomasse um nome mais chocante, mais punk, e propôs, inpirado no nosso xiri, isto é, delas: Pussy Riot.
A ideia foi recebida com palminhas.

Veja a apresentação das seguidoras das nossas "Xiri Relampeando" cantando: Virgem Maria livrainos de Putin, na catedral de Mosqueiro.

Depois disso foram em cana.

Sugestão de legenda: Periquitas na gaiola

Eita Parazão pai d'égua!
Cum mais um tantinho cheguemo do outro lado!
Só num sabemo em que lado fica.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

OLHAR PARA FRENTE

De volta ao mundo, dou uma navegada básica nos blogs que sigo, de repente, no Espaço Aberto, deparo com uma foto do Paulo André, continuo, mais abaixo, lá vem outra.

Pensei em me suicidar...

Respirei fundo.
Liguei pro moleque pra tomar satisfação:
Pô, só porque o meu é um bloguinho e o do Paulinho é um blogão, tu não manda nenhuma fotinho pro meu, só pro dele?

Calma pai, faz como ele, vai no Flickr do Paulo André Nassar.

Levantei a cabeça e olhei pela lente.

quinta-feira, 8 de março de 2012

MÃE e MULHER ou MULHER => MÃE

Com o inicio das propaganda eleitoral vai começar a temporada das que se apresentam como: MÃE e MULHER

Eu sempre entendia isso como uma tautologia: subir pra cima.
Assim como ninguém pode subir pra baixo ninguém pode ser MÃE sem ser MULHER.

Recentemente vi uma que se apresentava como: mulher, mãe, e filha.
Ser mulher é uma casualidade biológica.
Ser mãe pode ser uma opção.
Ser filho(a) é condição indispensável para existir.

Busquei na literatura brasileira definições clássicas de mãe e de mulher:

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
o coração!
...
Ser mãe é ser um anjo que se libra
sobre um berço dormindo!
....
Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!

Como definiu Coelho Neto em Ser Mãe.

Vinícios de Moraes diz em sua Receita de Mulher, que é preciso que ela
"cante sempre o inaudível canto da sua combustão;
e não deixe de ser nunca a eterna dançarina do efêmero;
e em sua incalculável imperfeição constitua a coisa mais bela
e mais perfeita de toda a criação imunerável."

Daí concluir que é mais fácil ser mãe do que mulher.

P.S.: Benedita da Silva, quando candidata à Governadora do Rio de Janeiro usava o aposto: Mulher, mãe, negra e favelada.