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domingo, 6 de janeiro de 2013

O NOVO GOVERNO ZENALDO É VELHO

O novo governo municipal só não pode ser acusado de novo,

de inexperiente.

Ele é composto, em parte, por integrantes do mais competente grupo técnico que a burocracia estatal paraense formou. Sua origem remonta ao IDESP, entregue por Aloisio Chaves para Fernando Coutinho Jorge.

Coutinho, récem chegado do ILPES-CEPAL, criou o sistema e a Secretaria Estadual de Planejamento. De lá saíram para a política o próprio Fernando Jorge, depois prefeito de Belém, senador e ministro; Jatene, governador, governador, governador, senador... e um grande número de secretários de estado ou municipais, diretores de estatais. Eu, récem formado, transferi-me do IDESP, canoa a afundar, fui viver esta aventura "cepalina", até ser abduzido pela Alma Mater UFPA.

Se fizerem as contas, tirando o Gutão, o Zenaldo é um dos mais novos da equipe.

Em suma, é o pessoal que entende e fez a máquina estadual e do município de Belém funcionar nos últimos 30 anos.
Se não mudaram o mundo?
Bem, isso aí, já é outro papo...
Mas é fato, que sem essa turma na burocracia estadual ou no município de Belém, vacas costumaram frequentar assiduamente a região brejeira.

Não tem só gente especialista em negócios de Estado, Zenaldo recebeu do andar de cima vários "sobrinhos do Papa",

alguns bem enroladinhos,

que em pontos cardeais vão cuidar de outros negócios...

Resumo da ópera: nada do voluntarismo aventureiro petista, nem do populismo safado de Duciomar profeta renegado do Antigo Testamento pessedebista. Teremos um governo moderado tipo canja de galinha, sem grandes ousadias, a não ser que o governo do estado resolva bater na mesa e fazer a integração do sistema transporte metropolitano e o federal não atrapalhe.
O artigo 317 do Código Penal Brasileiro será magoado dentro dos padrões recomendados pela Organização Mundial de Saúde, que alias já é incorporado ao modus vivendis da cultura nacional.

sábado, 10 de novembro de 2012

EU TE GEREI, EU TE MATEI

Deve existir em algum livro canônico ou apócrifo de alguma religião atual ou esquecida, se não, também pouco importa, um versículo assim:

Meu Filho na iniquidade te gerei para praticares a iniquidade, porém muito mais iniquidades fizeste do que te foi permitido fazer, agora a mesma mão que te criou te há de esganar.

Tal versículo se aplica como uma luva ao nunca suficientemente deplorado Dudussauro Safadíssimus

e aos seus compositores a famosa dupla Simon and Garfield

Quando ele foi gerado, o foi por dois pais, não tinha mãe, eles formavam uma dessas novas famílias, exóticas, mas muito felizes.

Até que um dia o batráquio Dudu se rebarbou, chegou montando numa besta fera apocalíptica e com sua espada separou seus dois pais: Simon e Gabrield.

Gabrield disse: Eu já estou de chuteira e meião pronto para o jogo.
Simon respondeu: Nosso caminho nunca mais será o mesmo.
Gabrield: Não dramatiza caboclo, simplesmente desfez-se uma dupla de sucesso.
Simon: Desfez-se a dupla, vamos ver quem fará sucesso na carreira solo.

E assim começou a guerra entre os adeptos de Simon e os de Gabrield que segundo as escrituras dividiu os pais contra os filhos, e os filhos, contra os pais. As mães contra as filhas, e as filhas, contra as mães. As sogras contra as noras, e as noras, contra as sogras.
Uma família de cinco pessoas ficava dividida: três contra duas e duas contra três.

Quando enfim cessaram-se as guerras e os campos foram de novo cultivados e vida voltava a ser vivida no seu mesmário dia-dia.
Gabrield vinha andando pela estrada numa tarde de verão
quando viu um lindo sapo coachando lá no valão.

Beijou-o docemente e eis que de dentro do cururú salta fora:

DUDUSSAURO SAFADÍSSIMUS

Garbriel por ele se enamorou, disse que ele era lindo demais, doido de mais, que por ele faria tudo outra vez.
Mas o batráquio já estava amarrado com outro veio, mais bem tratado, cabelos Koleston Cobre 22 e deu um chute no octagenário trazeiro de Garfield.

No palácio dos Despachos, Simon (ao fundo de barba) assiste à cerimônia de fechamento do corpo de Zenon, feita pela neta da pajé Zeneida Lima que apesar de não parecer, tem o DNA mitocondrial 100% indígena.
Finda a unção, Simon ordena a Zenon:

Tua missão é matar meu filho Dudussauro Safadíssimus. Fá-lo sem piedade.

Ao que os súditos aclamaram:

Fa-lo-á, FA-lo-á, FA-LO-á, FA-LO-Á !

ZENON FOI O VENCEDOR POIS CHEGOU ANTES DAS TARTARUGAS.

Mas o homem-batráquio adverte:

Eu volto pro Senado em 2014.

Obs: terá melhor compreenção deste novo "livro" desta "saga" cega, surda-e-muda quem tenha lido a sua cosmogonia, veja aqui.

domingo, 21 de outubro de 2012

MOSQUEIRO TEM FUTURO?

Quem tenta responder esta pergunta é o professor da UFPA Eduardo Brandão que de tanto amar a ilha, que Belém insiste em não merecer, resolveu morar lá para melhor pensar estratégias de salvar o que ainda resta daquele pequeno pedaço de paraiso.
Escreveu este texto e oferece à consideração de Edmilson Rodrigues e Zelnaldo Coutinho (se o critério for ordem alfabética, ou Zenaldo e Edmilson se o critério for preferencia nas pesquisa pré-eleitorais) os dois candidatos à prefeitura de Belém.
O blog aceitou a missão de lançar no ciberespaço esperando que a rede leve até eles.

O Futuro que se anuncia para Mosqueiro

Há cerca de dois anos publiquei artigo dissertando porque os anos de 2011 e 2012 precisavam passar rápido em Mosqueiro. Infelizmente o que previa aconteceu foram muitas as omissões e os equívocos cometidos pela administração municipal. Neste momento não adianta mais lamentar o que passou, o atual prefeito está encerrando seu mandato e não deixa saudades. Felizmente ele se vai e já vai tarde. Agora nossas atenções se voltam para aqueles que querem assumir o mais alto posto do município.

Todos que convivem comigo sabem do meu compromisso. Com a aproximação do segundo turno das eleições municipais resolvi compartilhar algumas questões que me parecem fundamentais para um futuro melhor em Mosqueiro e para quem está comprometido com esse belo arquipélago. Estou cansado de ouvir propostas demagógicas que não serão cumpridas, está na hora dos políticos considerarem as propostas apresentadas por aquelas pessoas que conhecem a realidade e não estão dispostas a trocar apoio por favores pessoais. Assim sendo, ofereço minha colaboração para os candidatos que aí estão com as seguintes propostas.

A elaboração de um Plano de Gestão Integrada para a Orla de Mosqueiro, prevendo a sua revitalização e evitando a sua privatização é uma questão estratégica. A orla praiana de Mosqueiro que se estende do Areão até a Baía do Sol se apresenta até o dia de hoje como o grande atrativo aos seus visitantes, entretanto, os múltiplos interesses pelo uso e ocupação desse território vem ocasionando grandes impactos ambientais e um processo de privatização de áreas consideradas por nossa Constituição Federal “bens de uso comum de todos”. A elaboração desse Plano, que deverá compatibilizar as políticas ambiental, patrimonial e urbanística, é necessária e urgente para permitir que a mesma continue bela, com acesso a todos e ampliada a possibilidade de geração de emprego e renda para a população local. É na orla que encontramos um belo e importante conjunto de imóveis que precisam de política pública adequada para evitar a sua destruição.

Grande parte dos resíduos sólidos coletados em Mosqueiro poderia ser processada na própria ilha, reduzindo o volume de lixo que é transportado para o Aurá e gerando renda para cooperativas de moradores com a venda de adubo orgânico para diversas finalidades (horta, praças e particulares), isso pode ser viabilizado com a construção de uma Usina de Compostagem em Mosqueiro.

O Distrito de Mosqueiro reúne um grande número de grupos culturais que lutam por espaço para exibir o seu trabalho, também existem eventos que deixam de se realizar em Mosqueiro por falta de espaço adequado. Hoje, quando esses eventos ocorrem, terminam promovendo tumultos no trânsito, impactos ambientais (poluição sonora) ou a desvalorização do trabalho apresentado. Nossa proposta é a construção de Arena Multiuso no bairro do aeroporto que apresenta área disponível e apropriada.

Mosqueiro tem sua economia centrada no turismo conhecido como veraneio que ocorre em períodos específicos do ano provocando uma forte demanda sazonal. O turismo de eventos, responsáveis com desenvolvimento local, pode ajudar a combater essa forte variação de demanda. Está na hora da prefeitura e iniciativa privada fomentarem eventos fora da alta temporada e garantir a sustentabilidade dos empreendimentos locais.

Recuperar os sistemas de tratamento de esgoto que consumiram alguns milhões de reais e o Duciomar deixou sucateados é fundamental para garantir a balneabilidade de nossas praias e a saúde de nossos rios. É inadmissível que milhões de reais investidos dos cofres públicos fiquem enterrados sem que os gestores façam qualquer coisa para recuperar esses sistemas. Muito pelo contrário, os atuais se encarregaram de abandoná-los completamente e passaram a jogar seus resíduos diretamente na praia e em alguns córregos. Caso eles estivessem funcionando, Mosqueiro teria cerca de 70% de seus imóveis cobertos por tratamento de esgoto.

Estudos mostram que os impactos ambientais provocados pela atividade mineral de exploração de areia realizada em ilhas de formação sedimentar são desastrosos. Por esse motivo o Plano Diretor de Belém apontou áreas que precisam ser preservadas. Neste sentido é necessário rever as licenças dos areais que hoje operam nessas áreas.

Embora seja do conhecimento de poucos, existem famílias reconhecidamente classificadas como “populações tradicionais” que souberam através de uma relação simbiótica com a natureza preservar aqueles ambientes e fizeram com que o Plano Diretor indicasse a criação de Reserva Extrativista. Para tal, se faz necessário a criação desta Reserva, localizada entre os rios Mari Mari e Pratiquara e a regularização fundiária dessas famílias. Esse mecanismo garantirá a possibilidade de reprodução dessas populações proporcionando a elas melhores condições de vida e evitando a invasão dessas áreas por grupos de especuladores.

No âmbito da Saúde precisamos estar atentos para a necessidade de construir e dar condições plenas de funcionamento para Unidades de Pronto Atendimento na Vila, no Carananduba e na Baía do Sol. Na educação devemos manter e ampliar as unidades escolares existentes na zona rural. Aliás, a educação é o único setor da atual administração que consigo identificar avanços na região das ilhas.

Para finalizar, devemos reconhecer que o Distrito de Mosqueiro, assim como o de Icoaraci e o de Outeiro, são Distritos diferenciados dos demais, com lógicas e características próprias, por isso se faz necessário uma estrutura de gestão capaz de atender adequadamente suas demandas. Assim sendo está na hora transformar a Agência Distrital em uma Subprefeitura dotando-a de orçamento próprio e estrutura operacional capaz de garantir os serviços básicos ao longo de todo o ano e não somente nas férias e feriados prolongados

Espero com isso estar colaborando com ideias que venham promover o desenvolvimento sustentável de Mosqueiro.

Mosqueiro, 13 de outubro de 2012

Eduardo Jorge Cardoso Brandão
Professor da UFPA e morador de Mosqueiro
ebrandao@ufpa.br

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

NINGUÉM ME AMA, NINGUÉM ME QUER, NINGUÉM ME CHAMA DE MEU AMOR

Ei Jatene, ei Zenaldo, nos queremos conversar, para negociar o nosso apoio pro 2º turno?

Tás brincando???

Sabes quanto VALEs?

Vales ZERO!

Nem tanto mestre, nem tanto!

Também não humilha, Vale = 6,68%.

Fim de papo!
Vão passear de BRT!

Ei psit!
Camarada Edmilson!
Oi nois aqui!
Quermos negociar apoio pro 2º turno.

Comigo?

Eu queria lhe confessar uma coisa eu tenho uma certa predileção pela cor vermela.
Adoro foto em fundo vermelho e com gravata vermelha.

Gravata vermelha mesmo sem fundo vermelho.

Adoro uma camisa vermelha igual às da camarada Marinor.

Eu inclusive pinto meu cabelo de acajú que é uma espécie de vermelho.
Eu acho que é por isso que eu tenho uma queda, uma simpatia, por essas suas idéias Marxistas-Leninista-Trotskistas.

Legal, deve ser por isso mesmo.

Será que nós não podemos conversar só depois da eleição?

sábado, 6 de outubro de 2012

É SÓ UM PALPITE: EDMILSON DANÇOU

Antes, uma história de Belém anos 1950.

Ele queria ser bailarino, ator, spala de orquestra ainda vá lá, mas a mãe foi inflexível:
- Vai ser médico conforme prometi a seu pai!
Foram anos de padecimento até a formatura no Teatro da Paz. Dia seguinte da colação já estava empregado na Santa Casa, um horror, aqueles porões fétidos, aqueles corredores intermináveis e escuros. Logo ele que tinha medo de alma.
Tempos depois uma surpresa, a mãe convidou-o para comprar novos fatos na João Alfredo (essas roupas brancas tão sem graça!) mas, em vez do alfaiate, abriu-lhe a porta de um consultório todo equipado, até atendente vestida de enfermeira, uma senhora de meia-idade para previnir tentações e intimidades.
A fama do doutorzinho correu pelos campos de Cachoeira e de lá pelos gerais do Marajó. E não tinha velho fazendeiro ou viúva de, que não viesse resmungar suas mazelas aos seus ouvidos.

Cada vez que a atendende anunciava um nome daqueles com muitas cabeças correndo no pasto, ele sentia um tremor. Não tinha sido aplicado, passava só na rabeira, as vezes pela interferência da mãe que cultivara muito bem a memória do finado coronel marajoara. Sua fama decoria mais do explendor do consultório, que além de sala de espera, tinha a sala de atendimento, sala de exame, e a sala de diagnóstico. Tinha quem inventasse doença só para conhecer seus esplendores, coisa de cinema.

Feita a anamnese, o momento do diagnótico uma tortura renovada. Saia da sala, consultava os livros, comparava os sintomas, fazia novas perguntas.
Finalmente arriscava e receitava algum placebo. Como a clientela pouco se importava com as receitas, queria mesmo era ver o consultório mandado vir de Paris, nem aviavam a receita.

Mas um dia o filho de um vaqueiro brabo, daqueles que derruba boi a unha e tem a alma tão dura quanto a própria vida que leva, apareceu com mal estranho:
-É maleita.
-É sezão.
-É quebranto!
-É paludismo!
-É mau olhado!
Chamaram as benzedeiras.
Chamaram as rezadeiras.
O menino só amofinava.

Foi aí que não se sabe da cabeça de quem saiu a ideia de vir para Belém consultar o doutorzinho.
Assim se fez, o pai a mãe e o menino atravessaram as infernais agonias da baía do Marajó. Desembarcam no Ver-o-Peso, rumam pra João Alfredo. Sobem sofregos e suados e ainda mareados as escadas de pau-amarelo e acapú e pedem uma consulta.

Minutos depois são levados à sala de atendimento onde o doutorzinho, em um fato de linho irlandês impecavelmente branco, os recebeu.
Estavam afogueados, cansados de tantas noites mal dormidas, mais aquela travessia infernal, entrar naquele mundo de espelhos e cristais era como um rapto, uma abdução. Ficaram mais confusos.
O menino ardia em febre e tremia calafrios tremendos, a pele pálida como uma vela.
O vaqueiro brabo, que deruba boi a unha e tinha a alma tão dura como a própria vida que leva, espantado naquele ambiente Caffè della Paix, formalizou-se e falou:
Doutorzinho, salve meu filho!
Doutorzinho pediu que a atendente de meia-idade que os levasse até a sala de exame, medio a temperatura:
- 41ºde febre, anote no prontuário.
Neste momento o menino teve uma crise de calafrios que quase cai no chão não fosse a prota intervenção da mãe.
-Ele é sempre desta cor?
-Não doutorzinho ele é moreno que nem nós, ele ficou pálido assim desde que adoeceu.
-Anote tez empalidecida.
Depois pegou a ficha e foi viver seu repetido tormento: dar o diagnóstico. Consultou livros, manuais de doenças tropicais, tudo leva a crer, era evidente, mas a tormenta da dúvida não lhe deixava. E se o menino morrer? E se o pai vier se vingar? E se o menino vier fazer de noite visagem? Consultou de novo todos os livros, os sintomas conferiam, não era possível que não fosse.

Ordenou à atendente de meia-idade que os conduzisse à sala de diagnóstico e partiu decidido:
- Eu tenho um palpite que que é malária
- Doutorzinho, paltite tenho eu que sou vaqueiro, o senhor tem que ter certeza.

Tudo isso pra dizer que eu tenho um palpite que se o Edmilson não ganhar no primeiro turno ele não voltará a subir as escadarias do palacete azul, como se dizia no tempo em que esta história aconteceu.

Ele ganhará uma parcela dos votos do Alfredo. Não creio que o PT o apoie formalmente, vai ficar na dele.

Enquanto o seu adversário, Zenaldo ou, estatisticamente ainda, Priante receberão os votos e o apoio de todos os demais, pois são todos da base do governo estadual.

Quem quiser diagnóstico, e não palpite, faça as contas.