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domingo, 27 de janeiro de 2013

COMO DESTRUIMOS O MONOLITO SAGRADO

Mais uma postagem sobre o Momunento da Cabanagem, o que aconteceu depois de sua inauguração.
Para depois um post sobre o que ainda podemos fazer para salvá-lo, e finalizando, um dossiê com relatos de Carlos Roque, Jader Barbalho e Ribamar Carvalho, com meus comentários.

A interpretação corrente para o abandono que sofreu o monumento pelos governos que sucederam Jader, se encaixa como luva no ditado italiano que o Rômulo Maiorana popularizou no Repórter 70: se non è vero è bene trovato,: se não verdade soa (rima) bem.
O marco monumental feito pelo Niemeyer, resgatando a memória dos Cabanos, era muita areia pro caminhãozinho de glórias do Jader, e isso doía demais.
Se fosse possível, seus concorrentes encomendariam um raio que o fuminasse, um vendaval que o arrebatasse, um incêndio, um atentado a bomba.
Restou-lhes abandoná-lo.
Gueiros também se apressou em criar um concorrente, o Memorial Magalhães.
Hoje, também, perdido na despaisagem urbana,


foi um dia carinhosamente chamado "nave da Xuxa".

Ao retornar ao governo sucedendo Gueiros, Jader precisou reinaugurar o monumento.
Começa a gestão PT-Edimilson. Era inaceitável para quem se consideravam sangue do sangue de Angelim, que um traidor do povo, um burguês, um corrupto fosse imortalizado como alguém que com "engenho e arte" resgatou a memória do único movimento revolucionário da Hitória do Brasil em que o povo tomou, verdadeiramente, o poder. Aquele símbolo tinha que ser apagado da cidade como se apagavam, na época de Stalin, antigos heróis caídos em desgraça das fotografias históricas.
O território livre da reconquista seria a Aldeia Cabana onde a festa dos iguais cantaria sempre a alegria universal dos povos e das gentes.

A escolha do local foi feita com o intúito de criar um marco visual na entrada de Belém, tudo bolado pelo Roque, que ainda encontrou uma justificativa histórica: aqui provavelmente se reuniram os contingentes cabanos vindos dos vários pontos do interior.
Nenhum cenário que se fizesse em 1983, mesmo o mais otimista, apontaria os volumes de tráfego de agora, um dos pontos mais movimentados da Região Metropolitana.
Este aumento do fluxo já exigia 10 anos a atrás obras de arte de engenharia, que, dependendo da solução, conflitariam com o monumento.


As largas faixas de asfalto são como muros, fossos:
NÃO DEIXAM NINGUÉM PASSAR.




NINGUÉM CONSEGUIU MANTÊ-LO SIGNIFICATIVO!!!

VIVO, LATEJANDO NA MEMÓRIA DA CIDADE

mingou

DESSIGNIFICOU-SE



O tempo passou a correr
O mato cresceu ao redor...

Virou até canteiro de obra do BRT, 
financiado pelo governo da camarada Cabana Dilma, 
aliada do patife Duciomer

Visto assim do alto, mais parece que foi bombardeado.
Hoje buraco negro
Um não-lugar
Uma fratura no discurso
No texto
No contexto urbano


Ninguém consegue ir ver  monumento os Cabamos
Ler  o documento de Niemeyer
A fratura da História que se recompõe e segue adiante, inexoravelmente
Mostrou o seu contrário

A cidade fraturou-se naquele ponto e não há otimismo, Oscar, que me convença que aquela ilha infernal poderá um dia ser humanizada. Frequentada por gente.

Ao seu redor

São pedaços de coisas que não se unem

São letras que não formam sílabas

São sílabas sem sons

É uma língua sem gramática

É uma borrão

Um grande ruído

Um sopão não se sabe se é carne ou peixe

Pode ser que alí nasçam flores e inspirem poetas

Pode um passarinho fazer um ninho e virar fotografia

Coisa de gente humana jamais!


COMO ELE ESTÁ E ONDE ELE ESTÁ, 

O MONUMENTO DA CABANAGEM 

NÃO EXISTE MAIS PARA BELÉM.


E agora Angelim ?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Ó PA TI DUCIOMER


DISSE AQUELE ANJO-DIABO DO LEONARDO DA VINCI.
Esperando que o Ministério Público dê, pelo menos, dez.

domingo, 21 de outubro de 2012

MOSQUEIRO TEM FUTURO?

Quem tenta responder esta pergunta é o professor da UFPA Eduardo Brandão que de tanto amar a ilha, que Belém insiste em não merecer, resolveu morar lá para melhor pensar estratégias de salvar o que ainda resta daquele pequeno pedaço de paraiso.
Escreveu este texto e oferece à consideração de Edmilson Rodrigues e Zelnaldo Coutinho (se o critério for ordem alfabética, ou Zenaldo e Edmilson se o critério for preferencia nas pesquisa pré-eleitorais) os dois candidatos à prefeitura de Belém.
O blog aceitou a missão de lançar no ciberespaço esperando que a rede leve até eles.

O Futuro que se anuncia para Mosqueiro

Há cerca de dois anos publiquei artigo dissertando porque os anos de 2011 e 2012 precisavam passar rápido em Mosqueiro. Infelizmente o que previa aconteceu foram muitas as omissões e os equívocos cometidos pela administração municipal. Neste momento não adianta mais lamentar o que passou, o atual prefeito está encerrando seu mandato e não deixa saudades. Felizmente ele se vai e já vai tarde. Agora nossas atenções se voltam para aqueles que querem assumir o mais alto posto do município.

Todos que convivem comigo sabem do meu compromisso. Com a aproximação do segundo turno das eleições municipais resolvi compartilhar algumas questões que me parecem fundamentais para um futuro melhor em Mosqueiro e para quem está comprometido com esse belo arquipélago. Estou cansado de ouvir propostas demagógicas que não serão cumpridas, está na hora dos políticos considerarem as propostas apresentadas por aquelas pessoas que conhecem a realidade e não estão dispostas a trocar apoio por favores pessoais. Assim sendo, ofereço minha colaboração para os candidatos que aí estão com as seguintes propostas.

A elaboração de um Plano de Gestão Integrada para a Orla de Mosqueiro, prevendo a sua revitalização e evitando a sua privatização é uma questão estratégica. A orla praiana de Mosqueiro que se estende do Areão até a Baía do Sol se apresenta até o dia de hoje como o grande atrativo aos seus visitantes, entretanto, os múltiplos interesses pelo uso e ocupação desse território vem ocasionando grandes impactos ambientais e um processo de privatização de áreas consideradas por nossa Constituição Federal “bens de uso comum de todos”. A elaboração desse Plano, que deverá compatibilizar as políticas ambiental, patrimonial e urbanística, é necessária e urgente para permitir que a mesma continue bela, com acesso a todos e ampliada a possibilidade de geração de emprego e renda para a população local. É na orla que encontramos um belo e importante conjunto de imóveis que precisam de política pública adequada para evitar a sua destruição.

Grande parte dos resíduos sólidos coletados em Mosqueiro poderia ser processada na própria ilha, reduzindo o volume de lixo que é transportado para o Aurá e gerando renda para cooperativas de moradores com a venda de adubo orgânico para diversas finalidades (horta, praças e particulares), isso pode ser viabilizado com a construção de uma Usina de Compostagem em Mosqueiro.

O Distrito de Mosqueiro reúne um grande número de grupos culturais que lutam por espaço para exibir o seu trabalho, também existem eventos que deixam de se realizar em Mosqueiro por falta de espaço adequado. Hoje, quando esses eventos ocorrem, terminam promovendo tumultos no trânsito, impactos ambientais (poluição sonora) ou a desvalorização do trabalho apresentado. Nossa proposta é a construção de Arena Multiuso no bairro do aeroporto que apresenta área disponível e apropriada.

Mosqueiro tem sua economia centrada no turismo conhecido como veraneio que ocorre em períodos específicos do ano provocando uma forte demanda sazonal. O turismo de eventos, responsáveis com desenvolvimento local, pode ajudar a combater essa forte variação de demanda. Está na hora da prefeitura e iniciativa privada fomentarem eventos fora da alta temporada e garantir a sustentabilidade dos empreendimentos locais.

Recuperar os sistemas de tratamento de esgoto que consumiram alguns milhões de reais e o Duciomar deixou sucateados é fundamental para garantir a balneabilidade de nossas praias e a saúde de nossos rios. É inadmissível que milhões de reais investidos dos cofres públicos fiquem enterrados sem que os gestores façam qualquer coisa para recuperar esses sistemas. Muito pelo contrário, os atuais se encarregaram de abandoná-los completamente e passaram a jogar seus resíduos diretamente na praia e em alguns córregos. Caso eles estivessem funcionando, Mosqueiro teria cerca de 70% de seus imóveis cobertos por tratamento de esgoto.

Estudos mostram que os impactos ambientais provocados pela atividade mineral de exploração de areia realizada em ilhas de formação sedimentar são desastrosos. Por esse motivo o Plano Diretor de Belém apontou áreas que precisam ser preservadas. Neste sentido é necessário rever as licenças dos areais que hoje operam nessas áreas.

Embora seja do conhecimento de poucos, existem famílias reconhecidamente classificadas como “populações tradicionais” que souberam através de uma relação simbiótica com a natureza preservar aqueles ambientes e fizeram com que o Plano Diretor indicasse a criação de Reserva Extrativista. Para tal, se faz necessário a criação desta Reserva, localizada entre os rios Mari Mari e Pratiquara e a regularização fundiária dessas famílias. Esse mecanismo garantirá a possibilidade de reprodução dessas populações proporcionando a elas melhores condições de vida e evitando a invasão dessas áreas por grupos de especuladores.

No âmbito da Saúde precisamos estar atentos para a necessidade de construir e dar condições plenas de funcionamento para Unidades de Pronto Atendimento na Vila, no Carananduba e na Baía do Sol. Na educação devemos manter e ampliar as unidades escolares existentes na zona rural. Aliás, a educação é o único setor da atual administração que consigo identificar avanços na região das ilhas.

Para finalizar, devemos reconhecer que o Distrito de Mosqueiro, assim como o de Icoaraci e o de Outeiro, são Distritos diferenciados dos demais, com lógicas e características próprias, por isso se faz necessário uma estrutura de gestão capaz de atender adequadamente suas demandas. Assim sendo está na hora transformar a Agência Distrital em uma Subprefeitura dotando-a de orçamento próprio e estrutura operacional capaz de garantir os serviços básicos ao longo de todo o ano e não somente nas férias e feriados prolongados

Espero com isso estar colaborando com ideias que venham promover o desenvolvimento sustentável de Mosqueiro.

Mosqueiro, 13 de outubro de 2012

Eduardo Jorge Cardoso Brandão
Professor da UFPA e morador de Mosqueiro
ebrandao@ufpa.br

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

NINGUÉM ME AMA, NINGUÉM ME QUER, NINGUÉM ME CHAMA DE MEU AMOR

Ei Jatene, ei Zenaldo, nos queremos conversar, para negociar o nosso apoio pro 2º turno?

Tás brincando???

Sabes quanto VALEs?

Vales ZERO!

Nem tanto mestre, nem tanto!

Também não humilha, Vale = 6,68%.

Fim de papo!
Vão passear de BRT!

Ei psit!
Camarada Edmilson!
Oi nois aqui!
Quermos negociar apoio pro 2º turno.

Comigo?

Eu queria lhe confessar uma coisa eu tenho uma certa predileção pela cor vermela.
Adoro foto em fundo vermelho e com gravata vermelha.

Gravata vermelha mesmo sem fundo vermelho.

Adoro uma camisa vermelha igual às da camarada Marinor.

Eu inclusive pinto meu cabelo de acajú que é uma espécie de vermelho.
Eu acho que é por isso que eu tenho uma queda, uma simpatia, por essas suas idéias Marxistas-Leninista-Trotskistas.

Legal, deve ser por isso mesmo.

Será que nós não podemos conversar só depois da eleição?

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

QUEM QUÉ BINCÁ DE BRT CUMIGO?

Enquanto seu BRT não vem Dudu-cio-mar-de-lama se diverte bricando de trenzinho com sua equipedrilha.
Cada um escolhe o seu brtezinho.
Tem esses super irados...

E esses hiper-super-hiper

O seguno escagão, tem que se contentar com estes onibinhos: Pedreira-Nazaré, Ufpa-Ver-o-peso, etc.

Os brincantes não entendiam por que Dudu queria ser sempre o último.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

COMEÇOU A CIRCULAR O EXPRESSO

Não foi das melhores a estreia no Rio, do paraquedista BRT: tumulto, acidentes, atropelamentos, assaltos.
Programa "prêt-a-porter" conspirado em Brasília despenca sobre as cidades como um figurino desalinhado.
Cada cidade é uma cidade com seu desenho orgânico-aberto-neural.
Roupa pronta não lhe caí bem, fica com jeito de: o defunto era menor (ou maior).
Os cidadãos serão obrigados a pagar a conta da costureira pelos ajustes, se forem possíveis.
Leia mais, aqui.

Enquanto isso na Dudulândia o BRT, já é um sucesso!!!

Flagrante do BRT na Augusto Montenegro.

🎶"Começou a circular o expresso do Duciomar🎵
🎵que parte direto da malandragem🎶
🎶Pra te enganar"🎶

Deixe o que é ruim de lado e vamos viajar com "o preto que você gosta" no seu superior, superior: Expresso 2222

domingo, 15 de julho de 2012

DEUS QUER RESPEITO E O ANTÔNIO NOGUEIRA TAMBÉM

Está certo que a publicidade é o novo nome da arte de mentir, de trapacear, mas tudo tem limite.
Na campanha eleitoral fora de época do huno de destroi Belém, (com a devida vênia do Paulinho Bemerguy), um comercial encerra com versos da Mensagem do António Nogueira:

Até os bandidos tem um código de ética, os assassinos despresam os ladrões e, todos juntos os estrupadores, que na mesma moeda terão que pagar.

Sem duvida D2 é um cabra inteligente, todo malandro é, mas culto, ilustrado, polido?
Se perguntarem pra ele que achou da Mensagem, vai achar que é "Mensagem anual do executivo ao legislativo".
Se perguntarem pela menção ao Fernando no comercial, vai se aborrecer: quem mandou falar do Fernando Flexa?
Proponho ao autor desta profanação, o usurpador infame do texto, que pergunte ao D2 se ele gostou da poesia do Antônio Nogueira usada no comercial. Se ele contar pra gente a resposta do meliante, nós o retiramos da lista dos renegados fraudadores.

Qual foi a intenção deste redator ao perpetrar este absurdo?

Foi dar um toque de classe ao breguérrimo Doce-mar [de lama]?
Foi querer demonstrar erudição? Aí o tiro saiu pela culatra, quem tiver erudição para perceber a autoria dos versos, vai pensar em heresia.
Vai dizer: pobre Fernando António, tá se revirando no túmulo dos Jerônimos.

Mas se a intenção foi dignificar a obra, fruto de inimagináveis falcatruas, de incomensuráveis roubalheiras mostrando-a como vontade de Deus e seu autor um sonhador que sonha um sonho coletivo, aí já é manipulação de mais.
Já foge à Ética da própria bandidagem.
P.S.: Agradeço aos caros anônimos pela revisão do texto. Dislexia não tem cura e o revisor não funciona no iPad. Vamos ter que conviver com isso.