terça-feira, 16 de novembro de 2010

INACREDITÁVEL: Brasil novo, preconceitos velhos

Veja o comentário do jornalista de uma afiliada da Globo em Santa Catarina, Luis Carlos Prates: Qualquer miserável agora tem carro.

7 comentários:

  1. Ave maria! Imagina essa Prata no volante.

    Se é que leu, não aprendeu nada com os livros que folheou.

    Triste.

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  2. Filho,
    É mais um que pinta o cabelo.
    Por isso que eu digo, nao confie em homem que pinta o cabelo.
    O que é Prata, já?

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  3. Meu caro Flávio.

    Estão plantando sorrateiramente as sementes da barbárie. Pós-moderna, mas barbárie.
    O comentarista Prates - que me pareceu uma espécie de sub-Alexangre Garcia - deu sua contribuição para a barbárie a pretexto de combatê-la.
    Os delitos do automóvel no Brasil tiveram uma trajetória digamos, curiosa.
    Enquanto o automóvel era um bem privativo de ricos, os delitos que eram praticados com o uso do automóvel eram tidos e havidos como culposos. Quando o crime é culposo, as penas são mais leves. Quando o crime é doloso, as penas são mais duras.
    Lá pelos anos setenta e oitenta do Século XX os automóveis - principalmente usados, ditos de segunda mão - ficaram acessíveis a pessoas de classe média (baixa inclusive). Um dia um marceneiro atropelou com seu fusquinha uma fila de pessoas que esperavam ônibus em uma parada na cidade de Santos - SP. O marceneiro era um pobre que conseguira comprar um fusquinha de segunda mão, com mecânica precária, manutenção deficiente etc e tal. Foram muitas as vítimas. O julgamento desse caso marcou a mudança da jurisprudência e dele em diante passou-se a admitir que nos delitos do automóvel haveria dolo eventual.
    Talvez se o marceneiro não tivesse atropelado aquelas pessoas trinta anos atrás e os pobres não tivessem carros os delitos do automóvel continuariam sendo enquadrados apenas como crimes culposos.
    Precisamos vencer a barbárie.
    Mas o comentarista não contribuiu para isso.

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  4. Creio que em toda sociedade há preconceito. Com relação ao uso do carro, é notório o preconceito contra a mulher no volante.
    O que interessa é que o preconceito de gênero, classe social, raça ou religião se manifesta em todos os espaços e interações. Às vezes com sutileza, disfarçadamente; outras vezes, descaradamente.
    O que é pior?
    www.diariodeumamulherdespeitada.wordpress.com

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  5. "Inacreditável! Quer dizer que o culpado é sempre o pobre, o miserável? Esse indivíduo devia ser proibido de usar um microfone e ficar em uma bancada de tele-jornal. É um nazista! Merece ser punido."

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  6. Ana Margarida Camargo17 de novembro de 2010 22:15

    Sem noçãaaaaao, como diz uma filha minha. Mas o sujeito?..... se acha

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  7. Caríssimo Flávio.

    Sei que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, mas, bem que eu gostaria de ver a furibunda figura do Prates, comentar sobre um recente episódio ocorrido em Florianópolis, envolvendo rapazolas nada "miseráveis", que já devem ter lido pelo menos um livro e, ainda assim cometeram atos, no feitio daqueles sobre os quais o psicólogo esbraveja, desce a lenha e combate em nome da moral e dos bons costumes, com seu jeitão de 'gendarme' aposentado. Sobre esse fato, pelo que sei, ele ficou caladinho, talvez com medo de perder o salário global...

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