sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Em defesa de um amigo

Recebi por email uma denúncia, publicada em um blog auto-intitulado Diário do Educador, com acusações raivosas contra meu amigo Francisco Potyguara Tomaz Filho.
Não sei quem é o acusador, se é uma pessoa comprometida com mudanças sociais, pode ser em igual nível de militância que o Xico, mas dificilmente será mais devotado às causas de nossa gente. Por esse comprometimento Xico foi vítima de um complô na FUNAI, levado a diante, não por aqueles amantes da causa indígena, mas justamente pelos traidores desta causa.
Pode ser alguém que não se conforma com a vontade do povo do Pará que elegeu outro governo, no mínimo, por incompetência do anterior e levou um grande número de "militantes" a perder seus DAS's.
É possível que seja um patife, um oportunista, alguém em busca de alguns minutos de fama.
Em quase 40 anos de atividade política no Pará, vi se construírem e desconstruírem as biografias da maioria dos nossos atuais líderes políticos, bem como acompanhei a formação dos principais partidos em atuação. Ninguém, nem nenhum partido tem autoridade moral que permita jogar pedra em quem quer que seja, todos tem, pelo menos, telhado de vidro.
É por isso que estou repetindo um mantra: precisamos de uma reforma política que acabe com estes políticos e com a atual estrutura partidária brasileira, eles não atendem mais ao novo Brasil que insiste em nascer.
Precisamos de uma outra constituinte: livre, autônoma e soberana.
Viva o Xico !!!


P.S: Leia abaixo a dígna resposta que o Chico Potyguara postou no Diário desEducador:


Senhor Professor Luiz Cavalcante.
Permita-me tomar o seu precioso tempo, para prestar alguns esclarecimentos a respeito do seu post “Governo Jatene nomeia mais um Ficha Suja”.
O senhor não tem idéia do efeito devastador que o seu post produziu sobre a minha pessoa. Não creio que a intenção fosse exatamente esta, mas conseguiu produzir um efeito da minha absoluta desmoralização. Parabéns.
Quem lhe informou sobre os fatos relativos à minha demissão, omitiu importantes informações, ou por má fé pura e simples ou por desonestidade.
Elogio em boca própria é vitupério ou cabotinismo, e eu não vou perder meu tempo com isto, mas procure saber sobre a minha conduta em mais de duas décadas prestadas ao indigenismo, e veja o que dizem os mais importantes nomes da antropologia e da causa indígena ao meu respeito. Incluso nomes notoriamente petistas como por exemplo o atual presidente da FUNAI, o paraense Márcio Meira. Veja se na boca de algum deles existe alguma coisa que desabone a minha conduta, principalmente, que eu tenha me apropriado de algum recurso público ou sucumbido à corrupção. Lanço este desafio ao senhor e a todos os que estão aproveitando a carona e achincalhando o meu nome.
O senhor não sabe, e não tem a obrigação de saber, mas a FUNAI, é um órgão absolutamente atípico e não se compara a nada do serviço público.
Como o senhor acha que deveria agir, alguém que tem responsabilidade e respeito ao ser humano, chegar em uma lancha com 50 índios, de madrugada, em uma cidadezinha que não tem banco, qualquer comércio legalizado ou lojas registradas junto a receita estadual, e estes índios estarem com fome, exaustos depois de dois dias de viagem no rio? Será que caberia pagar do próprio bolso as despesas de alimentação, por vezes remédios, combustíveis e outras mais? Pois eu fiz isto. Centenas de vezes. E o faria novamente, quantas vezes mais fosse necessário. Não importa o que digam a respeito da minha honra Estes fatos aconteceram e centenas destes índios, que passaram corriqueiramente por esta situação, ainda estão vivos e podem dizer se eu minto.
Por tantas destas situações e outras mais diversas, eu tirei dinheiro do meu bolso e arquei com as responsabilidades que cabiam a mim, e assim é até agora nos dias atuais, se funcionários da FUNAI, não agirem assim, pode ser a diferença entre a vida e a morte, de seres humanos iguaiszinhos a nós.
Por isto, meu caro Professor, a FUNAI foi minha devedora inúmeras e diversas vezes. Cheguei a acumular crédito de mais de dez mil, para receber junto a FUNAI. Os funcionários que atuam no órgão podem atestar se eu estou falando a verdade ou não. Pergunte para o Administrador Regional da FUNAI, Juscelino Arlindo do Carmo Bessa, se eu estou mentindo.
Em 1997, no final do ano, havia um crédito à meu favor de mais de sete mil reais, o administrador da época, emitiu um suprimento de fundos em meu favor e me autorizou a emitir uma nota fictícia de combustíveis no valor de três mil e duzentos reais, para ressarcir, parte dos meus créditos. Assim foi feito e continua sendo feito até hoje, senão a FUNAI para.
Passados três anos, funcionários da FUNAI, que tinham posicionamentos antagônicos aos meus, foram em Capitão Poço e casualmente souberam desta história, e produziram documentos para me denunciar. Foi aberta uma sindicância e posteriormente um PAD, e eu, não neguei o que havia feito. Fui réu confesso, porque mentir, não é uma prática usual no meu perfil.
Durante o processo disciplinar, ninguém depôs contra mim, a única acusação foi o documento original e o meu próprio depoimento admitindo os fatos. A comissão pediu apenas uma advertência para mim, e justificou que os fatos eram normais e corriqueiros na FUNAI. Procure saber dos autos e veja se eu minto.
Pois bem, fui demitido, e quando saiu no Diário Oficial em 2008, eu estava em Brasília, em Reunião com o doutor Márcio Meira, presidente da FUNAI, que havia me convocado para uma missão muito espinhosa para resolver umas broncas pesadíssimas, junto aos índios isolados Suruwará em Lábrea no estado do Amazonas. Segundo o doutor Márcio Meira, precisava de um indigenista de ponta para segurar e resolver a bronca, e este indigenista era eu.
Naquele momento, em que eu soube da minha demissão, o Márcio também se mostrou surpreso e falou que não havia assinado minha demissão, como de fato pude comprovar posteriormente, pois foi assinada por um seu substituto, que não me conhecia.
Eu recebi centenas de e-mail’s de solidariedade e críticas à minha demissão, inclussive do ex-presidente da FUNAI, Mércio Gomes que trabalhou comigo na Frente de Atração Awá-Guajá, e sabe do meu verdadeiro caráter. Obtive apoio do Brasil todo e até de países estrangeiros. Para um “ladrão desqualificado” como tentam me caracterizar, um “Ficha Suja”, é estranho obter tanto reconhecimento.
Nada disto foi capaz de superar o impacto, que eu senti com a minha demissão, nem as homenagens que eu recebi durante o Fórum Social Mundial, em Belém, no início de 2009. Procure saber se isto é verdade ou se eu estou mentindo.
Professor, o poeta Ferreira Gullar, escreveu certa vez que: “Um homem se humilha se castram seus sonhos…. Seu sonho é sua Vida…. e a Vida é o Trabalho…. E sem o seu Trabalho…. Um homem não tem Honra…. e sem a sua Honra…. Se morre e se mata… Não dá prá ser feliz….
Tenho certeza de que esse juízo de valor que o senhor fez ao meu respeito, não corresponde a realidade, mas eu me curvo serenamente e aceito que o senhor pense da maneira que o senhor quiser, a democracia pressupõe o contraditório, mas o senhor está muito longe da verdade.
Os julgamentos precipitados ou de má fé, sem procurar saber dos meus esclarecimentos, só fazem aumentar a minha dor de ser tachado de ladrão, quando eu tenho a absoluta certeza de que não agi assim.
Eu estive a frente de centenas de missões de combates a madeireiros, invasores de terra indígena, garimpeiros, traficantes de drogas, todo tipo de delitos. Nunca fui acusado de prevaricar ou facilitar a vida desta gente, pelo contrário, recebi acusações de excessos da própria Policia Federal. Estive em Roraima na área Yanomamy, e comandei a apreensão de centenas de diamantes, no meio da selva amazônica, acredite, nem um mísero destes diamantes, foram parar nos meus bolsos, como era prática comum de funcionários e até de militares e policiais que agiam nestas operações. Eu nunca permiti isto e nem me vali de benefícios próprios. Procure saber se isto é verdade ou se eu minto.
Minha última missão pela FUNAI, eu comandei uma operação que apreendeu 57 mil metros cúbicos de madeira no nordeste paraense, mais de 10 carretas, 06 tratores de grande porte e outros veículos menores. Se eu liberasse uma só carreta ou alguns metros cúbicos de madeira, minha conta bancária amanheceria recheada. Isto nunca aconteceu, pelo contrário à única conta que eu possuo, está bloqueada no Banco do Brasil, por dívidas que eu tenho acumulado ao longo dos anos. 15 dias atrás eu fui despejado de maneira humilhante de um apartamento em que morava, por não conseguir pagar os aluguéis. Para um “ladrão dos cofres públicos” é uma bela trajetória.
Eu compreendo que as razões políticas façam as pessoas terem julgamentos precipitados, mas falsear a verdade, não pode ser argumento honesto. Um tal de PPS das Origens, diz um monte de besteiras e inverdades ao meu respeito. Ou esta pessoa é débil mental, não me conhece ou é mau caráter mesmo.
Dizer que eu sou anti-petista feroz. É hilário. Eu votei no Lula em todas as eleições que ele participou, inclusive contra a orientação do meu partido. Pergunte a quem me conhece de fato, se isto não é verdade. Eu estive em campos opostos ao PT, na minha militância estudantil e também partidária, mas nada que interditasse o reconhecimento das coisas importantes e sérias que o PT realizou e certamente irá realizar.
Eu entrei no PPS em 1999, portanto é uma deslavada mentira que eu tivesse descumprido a orientação do partido em 1996, contra o Edmilson, que aliás é meu amigo particular e de quem eu tenho a honra de haver votado as duas vezes em que foi eleito e feito campanha abertamente ao seu favor. Edmilson, quando era deputado fez uma saudação pública em meu favor em uma sessão especial na assembléia legislativa, então não procedem as acusações deste idiota, que se diz PPS das Origens.
Dizer que eu apoiei Ramiro Bentes e Duciomar, só um demente pode afirmar isto, quem me conhece sabe que nunca fiz isto, pergunte ao João Raimundo se isto é verdade.
Arremata dizendo que eu apoiei Jatene em 2002, contra a orientação partidária. Loucura total. Eu assessorava o Hildegardo e fiz parte da coordenação de sua campanha. Quanta idiotice.
Eu conheço o Jordy, desde os cinco anos de idade, já que temos a mesma idade, e por uma coincidência, eu fui vizinho de uma tia dele na infância. Estivemos juntos no MR-8, nunca fui do PCB, e nos aproximamos novamente a partir de 1999, quando entrei no PPS. Eu estou cada vez mais convencido de que Jordy é um político excepcional e diferenciado, e não preciso puxar seu saco para me credenciar junto a ele. Nos conhecemos o suficiente para convergir em muitas coisas e divergir em outras tantas.
Gostaria de uma vez por todas declarar que esta é a verdadeira história destes fatos, e que se pensasse melhor quando se quisesse achincalhar as honras das pessoas. Foi um sofrimento violento para mim, mas foi muito pior para minha família.
Não pedi para ninguém que se evitasse a minha exoneração, eu não me presto a este tipo de coisa. Se a decisão do Vice-Governador for esta, eu me curvo serenamente e aceito como normal, já que não me apego a cargos, e vou tocar minha vida para frente.
Tenha sucesso e paz nas suas atividades.
Um abraço.
Francisco Potiguara Tomaz Filho


De volta à Valeria, a cidade

Em 24 de Janeiro de 1997 publiquei em o Liberal o artigo abaixo, falava da renovação urbana de Belém e do Carnaval.
Algumas coisas mudaram, mas é impressionante como continuamos discutindo as mesmas coisas, não conseguimos sair do lugar. Belém continua marcado passo.
O artigo se chama Valéria, veja porque.


Valéria é uma estranha cidade cujo lugar privilegiado e ponto de encontro predileto de muitos de seus moradores, é a orla de uma vala; de uma cloaca pública no “urbanês” do Império Romano. Apesar da cidade ser rodeada de rios e baías, é justamente ali que seus habitantes, se divertem, passeiam, comemoram.
Imaginem-a como uma das cidades invisíveis de Ítalo Calvino: “Valéria, a cidade onde seus habitantes se divertem ao longo de seus dejetos e, ao tempo em que se oferecem à praticas de fisiculturismo respiram um ar impregnado de maus odores.”
Na trilha da ficção de Calvino, pode-se ainda entrever o espanto do grande Kublai Khan ao ouvir de Marco Polo mais um relato sobre essas cidades incomuns, todas com nome de mulher, e os estranhos hábitos de seus moradores.
Estou falando de Belém e da Doca de Souza Franco.
A verdade é que dentro do precário sistema sanitário de drenagem de Belém, o outrora heróico Igarapé das Armas, hoje, desempenha a função de esgoto a céu aberto.
Em outras cidades, os lugares privilegiados com recursos urbanísticos, são as praias, as beiras dos rios ou os parques, por permitirem a contemplação de belezas naturais. Aqui, são as margens de um canal de drenagem.
É incrível, é medíocre, é inusitado, é triste, mas é a realidade.
Por falta de outras alternativas, esse espaço passou a ser referência na cidade e é ponto de convergência de praticantes de cooper, ciclistas, corredores matinais e noturnos e atraiu inúmeros bares, choparias, lanchonetes, restaurantes, serviços 24 horas, etc.
Nessa cidade sem janelas e sem horizontes (literais e figurados), a esplanada da doca engendra uma atmosfera rica em movimentos, luzes, cores e gentes, que bem caracterizam o espaço plural, amplo e democrático comum a qualquer cidade.
E isso não se deu por acaso, seu atual florescimento, aconteceu justamente em função das melhorias urbanísticas que ali foram introduzidas recentemente.
No entanto, diante da decisão, ao que parece definitiva, de realizar o Carnaval de Belém na Doca, estamos ameaçados de ver destruídos os atributos urbanísticos que fizeram da Doca uma referencia no espaço da cidade.
Os encarregados pela organização do Carnaval, afirmam que estão tomando providências para evitar que sejam destruídos os gramados, os jardins e o mobiliário urbano ali colocados. A dúvida é justamente essa. Até que se prove o contrário, com os recursos hoje disponíveis pela PMB, não creio que se logre um bom resultado na disposição de preservar o lá construído.
A desfiguração dos jardins e do mobiliário urbano existentes, poderá interromper a tênue tendência de renovação urbana e revitalização econômica, que se verifica no eixo da Doca e já dá sinais de se expandir para o bairro do Reduto, que vem de um período de decadência.
Mesmo aqueles que como eu, antes de sua realização, não considerariam as obras realizadas na Doca uma prioridade, agora, diante do fato concreto que a dinâmica da vida urbana criou, temos que repensar nossas posições, até porque, antes de ser empreendimento deste ou daquele prefeito, foi serviço feito com recursos públicos, o que portanto, não pode sofrer ameaça de ser destruído. Cada pezinho de grama ali existente, tem a contribuição fiscal de todos os habitantes da cidade.
Será que não somos capazes de encontrar um outro local com as mesmas características da Doca mas sem esses inconvenientes?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte



Belém vai sediar nos próximos dias 4 a 8 de Abril o VIII Colóquio Luso-Brasileiro de História da Arte, que terá como tema central: O Patrimônio como Língua e a Língua como Patrimônio, evento que vai reunir grandes especialistas do tema.
Portugueses, brasileiros, caboverdianos, italianos, estarão presentes. 
Conferências, debates, lançamento de livros, exibição de filmes estão na programação.
O evento ocorrerá em diversas dependências do Campus da UFPA.
Concomitantemente vai acontecer a II Reunião Internacional do Fórum Landi.
Mais informações, clique aqui.


P.S.:Desculpem os azulejos aí de cima, mas depois que eu achei esta imagem não resisti em colocá-la.

A despedida do trema



Estou indo embora.
Não há mais lugar para mim.
Eu sou o trema.
Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos, por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram.
Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora.
Fui expulso para sempre do dicionário.
Seus ingratos!
Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio...
A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela.
O dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado, enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra.
E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I.
Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões.
Será que se eu deixar um topete moicano posso me passar por aspas?...
A verdade é que estou fora de moda.
Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W -- "kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, para o qual ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que, aliás, deveria se chamar TÜÍTER.
Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências!
Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo.
Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa.
Foi bom enquanto durou.
Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas.
E um dia vocês sentirão saudades.
E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos.
Saio da língua para entrar na história.

Adeus, 



Recebí pela INTERNET

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Hotel Bolonha vai atravancar mais a Governador José Malcher

Recebi da Dulce Rosa, presidente da Associação Cidade Velha Cidade Viva, sobre o Grande Hotel Bolonha que pretendem construir naquele último trecho da Governador José Malcher.

Amig@s,

Eu ando a pé ou de ónibus, com isso quero dizer que a minha visão dos problemas de trânsito de Belém é um pouco diferente de quem anda só de carro, porém...............
É! De carro, de ônibus ou a pé, quem anda pela José Malcher, a ex S. Jerônimo, e desce aquele trecho depois do Palacete Bolonha, não pode deixar de notar o caos criado por 2 ou 3 empreendimentos existentes ali há pouco tempo..
Não é só aquela lombada (que favorece um desses empreendimentos), que provoca parada no transito; o entra e sai da academia Pelé, também atrapalha o movimento.
Além do mais, naquele trecho a rua ainda é em descida, além de ser bem estreita, assim, qualquer movimento de carros nas calçadas, faz parar o fluxo na rua.
Os automóveis, para evitar aborrecimentos, podem mudar seu trajeto, mas os onibus, não: tem que parar, e os passageiros/motorista, tem que aguentar.


Agora eu pergunto: fizeram um estudo de viabilidade antes de permitir a construção desse Grande Hotel ali naquele trecho?
- se sim, foi aprovado por quem?
- o Detran, a CTBel deram opinião a respeito?
- como vai ficar aquela rua durante a construção?
- quando ele começar a funcionar, como vai ficar o transito?
- o aumento do transito não vai aumentar mais ainda a trepidação das construções históricas (e tombadas) ao seu redor?
Além de ser uma "transeunte", sou também economista, com especialização em " programação econômica do território", não posso portanto deixar de me perguntar:
- qual o interesse maior nesse caso? A defesa do patrimônio ou "a garantia do retorno financeiro?"
Ao programar qualquer coisa, se parte da relação das prioridades. Neste caso, qual seria ela?
Será que alguém pensou nisso?
É o caso de pensar. Ainda estamos em tempo.

Dulce Rosa

Reformismo revolucionário: a estratégia da esquerda latino-americana

"Estado", "política", "história", "revolução" são as ferramentas da esquerda latino-americana para atacar as consequências e também as causas do capitalismo, promovendo ao mesmo tempo a integração do Continente em termos políticos, econômicos, sociais e culturais. A estratégia pode ser condensada na fórmula do pensador judaico-romeno Lucien Goldmann: "reformismo revolucionário".
Algumas palavras pareciam condenadas à lata de lixo, sob a pressão doutrinária das últimas décadas. "Estado" é uma delas. Acusado de perdulário, mastodôntico e ineficiente em contraposição à livre iniciativa, apresentada como paradigma, o aparelho estatal foi execrado para justificar as desregulamentações e o desmonte que vitimaram os serviços públicos. Embalados pelo canto de sereia do fenômeno divulgado na condição de uma tendência inexorável, que converteria o planeta em uma aldeia global, muitos inclusive, iam ao cúmulo de classificar de inútil a escolha de presidente para os Estados nacionais. As eleições teriam perdido o sentido frente a uma realidade na qual as linhas principais da política econômica seriam ditadas pelo FMI e o Banco Mundial. Das "Diretas já" às "Indiretas sempre", um passo à frente, dois atrás.
É o que diz Luiz Marques professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRG).
Quem quiser saber mais click no link abaixo:
http://operamundi.uol.com.br/opiniao_ver.php?idConteudo=1341

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Revista Science: como lidar com dados científicos

Reproduzo abaixo o post do Marcos Palácios (uma competência que a UFPA perdeu), que pode ser do interesse de muitos.


A Science Magazine lançou um número especial sobre "como lidar com dados científicos". Livre acesso aos artigos, registro requerido.

Homem que pinta o cabelo

Atendendo inúmeros pedidos, quase todos de uma só pessoa, a leitora OdeO, para que eu demonstre porque implico com homem que pinta o cabelo, vou montar aqui uma galeria, imagens falam mais do que palavras:


Sarney,



Mubarak,


Edison Lobão,


Sílvio Santos,


Ben Ali, ditador deposto da Tunísia


Berlusconni, presidente do Conselho de Ministros da Itália.

Você confia nestas figuras?

P.S: Se  estes caras aí do Oriente Médio, continuarem caíndo, o maior consumidor mundial de Wellaton vai ser, mesmo, o Maranhão.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Bancos suíços bloquearam rico dinheirinho do Mubarack


Os bancos suíços informaram que bloquearam o bens de Mubarack e seus funcionários.
Oh gente insensível, logo agora quando o cara mais precisa!!!


O Conselho Federal (governo) acrescentou que o congelamento tem como objetivo "prevenir qualquer risco de apropriação indevida" de ativos do Estado egípcio, segundo o porta-voz do ministério suíço de Relações Exteriores Lars Knuchel.
Desculpa a ignorância, se eles aceitavam o dinheiro era porque o dinheiro deveria ser bom? Como é que de uma hora para outra se põe a prevenir qualquer risco de apropriação indevida?

Para professores que querem saber o que pensam seus alunos



Recebi do Alencar, passo em frente.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Façam suas apostas

Depois da queda do Ben Ali, na Tunísia,


do Mubarak, no Egito


Quem será o próximo?


O Abdelaziz Bouteflika da Argélia, 

o Rei Abdullad II da Jordânia,


Ou o Ali Abdallah Saleh, do Iemen?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Revolta da Calcinha

Nestes tempos de insurreiçoes urbanas nas quais as redes sociais deram importante contribuição às mobilizações, conheça um caso bem humorado e muito estudado acontecido na Índia.
Na cidade de Mangalore, integrantes de um partido fundamentalista de extrema direita Shri Ram Sena iniciaram um campanha contra a presença de mulheres em bares, e pelo uso de calcinhas à moda ocidental. Lá o costume é usar uma espécie de fralda.
Radicalizando suas ações os fundamentalistas atacaram mulheres em bares, veja aqui:





A jornalista Suzan Nisha e outras vítimas criaram uma organização, Consortium of Pub-going, Loose and Forward Women, que traduzindo ficaria mais ou menos assim: Grupo de mulheres livres e avançadas que querem ir aos bares, iniciaram uma mobilização envolvendo  todas as ferramentas das redes sociais e programaram uma resposta bem humorada aos integrantes do Shri Ram: no dia dos namorados (festa ocidental considerada ofensiva as tradiçoes indus) enviar para a sede do partido calcinhas cor de rosa. 




O cartaz diz: Neste dia dos namorados envie ao Sri Ram Sena uma calcinha rosa.
Porque as calcinhas são para sempre (Chaddi é calcinha em Hindu). (Isto aí é o que elas chamam de calcinha, que até como calçola já está grande).
As calçolas começaram a chegar, rapidamente chegaram mais de 5.000. A campanha ganhou os meios de comunicação do mundo.





Entrou pelo bico do pato saiu pela perna do pinto, quem quiser saber mais que click aqui ou aqui.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Engenheiros servis

O arquiteto José Sidrim, meu bisavô, trabalhou com o Antônio Lemos no início do século 20, ele era compadre do Engenheiro João de Palma Muniz, que, por sua vez, era casado com uma filha do Velho Lemos. Homem culto, Muniz é autor de importantes obras de referência da historiografia paraense, como por exemplo Patrimônios dos Conselhos Municipaes do Estado do Pará de 1904, impresso em Paris pela Aillaud & Cia, que conta a história dos nossos municípios e publica o mapa com seus limites, além da Adesao do Pará à Independência, Dom Romualdo de Sousa Coelho. (Afortunadamente mantenho em minha biblioteca importantes exemplares que o Palma doou para o meu bisavô e que consegui livrar da sanha incendiaria de meu tio-avô, avisado que fora pelo irmão Porfírio do Colégio Nazaré, que adquirira o imóvel, vendido depois da morte de minha bisavó).
Meu bisavô contou-me a seguinte história:
Palma Muniz tinha sociedade com o também engenheiro Antônio Lalor, um dia, no auge da disputa política entre Lemistas (partidários de António Lemos) e Laurista (partidários de Lauro Sodré), sobre a placa que indicava que ali funcionava o escritório de engenharia, Lalor & Muniz amanheceu uma outra com as seguintes inscrições:
Lalor e Muniz
Engenheiros servis
um não sabe o que faz
outro não sabe o que diz.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Carnaval na Cidade Velha

Atendendo a inúmeros pedidos, quase todos de uma só pessoa, no caso a Miss Adelaide Pratinha, vou me manifestar sobre o assunto, esta semana está de matar!
Alguns princípios e um pouco de memória:
A cidade é de todos, assim como o céu, o mar, o ar, logo se ficarmos nestas generalidades estratosféricas podemos cometer injustiças a alguns destes todos.
O que quero dizer é que a cidade é de todos, mas são os moradores do bairro que sofrem as consequências quando o Carnaval passa e deixa um rastro de sujeira e mau cheiro.
Veja o vídeo que fiz ano passado.



Acho que o que acontece na Cidade Velha deve ter uma dimensão que não agrida o seu já precário sistema de convivência, não acho compatíveis as que atraem grande número de pessoas, veículos, vendedores ambulantes que longe de preservar, de requalificar, podem estar contribuindo para desvalorizar mais o bairro.
Tradições não se criam de uma ano para outro, tradições existem. Os exemplos de São Luís, Salvador, Recife, não se aplicam. O antigo Carnaval de Belém nunca teve palco na Cidade Velha, ele acontecia na Praça da República, com Batalhas de Confete na Pedreira, Telégrafo, São Brás, depois foi mudado sem choro nem vela para Doca, de lá para a Aldeia Cabana. Isso tudo levou um Carnaval, que chegou a estar entre os melhores do Brasil, a ir perdendo o vigor até que as divergências entre PSDB e PT levaram parte dele para Ananindeua.
No auge dessa crise, Belém ficava tão calma e silenciosa que cheguei a pensar, já que estamos fora do circuito do Carnaval-business que prosperou no Nordeste, poderimos atrair para cá, gente que não gostasse de Carnaval, para outras atividades tipo festival de cinema, de música erudita, etc.
Enquanto isso movimentos de resistência cultural tentavam reviver o Carnaval de Belém, agora nas ruas e praças na Cidade Velha. Com o passar dos anos essa manifestação vem tomando uma dimensão que tem sido objeto de reclamação por parte dos moradores do bairro.
Este crescimento atrai interesse comercial de pequenos e grandes comerciantes de cerveja e o líquido das latinhas vai parar na frente da casa dos moradores que, com justa razão reclamam e o poder público não cumpre suas responsabilidades na higiene e na segurança pública.
Domingo passado as coisas chegaram a um nível tenso o que levou a uma série de movimentações, a meu ver, positivas.
Acho que as medidas que foram tomadas envolvendo Ministério Público, Governo do Estado e Prefeitura podem atenuar os problemas, precisaria ainda convocar à responsabilidade social os fabricantes de cerveja.
Também defendo que a concentração dos blocos seja nas praças Felipe Patroni, Dom Pedro II e do Relógio. Além de diminuir as tensões com os moradores colocaria em cheque os poderes. Já imaginaram quando o prefeito, os deputados os juízes chegarem ao trabalho na segunda-feira e virem aquela imundice.

P.S: Já tem pilantras dizendo que este Carnaval é ecológico ou já está atraindo turistas. Apliquem !!!!

Roberto Freire, presidente nacional do PPS, perde as estribeiras

Sobre o estardalhaço que a oposição ao governo Dilma vem fazendo sobre o apaguinho do Nordeste escrevi o post O Apagão das Idéias que concluía:
Lamentavelmente um dos aiatolás desta sandice é o Roberto Freire, presidente nacional do meu partido o PPS, que vem descendo da estatura de um dos líderes mais lúcidos deste país e está se tornando um bestalhão.
Recebi do presidente Nacional do PPS o comentário abaixo:
"Você esta se revelando um mal-educado de marca maior.Pensa que pode chamar quem não adota suas teses ou comunga com suas idéias de bestalhão e ficar flanando, está redondamente enganado.Bestalhão é você.Desrepeita quem nunca lhe dirigiu a palavra e não lhe conhece.Discordar é legitimo, agredir é próprio de quem não se dá ao respeito."
Roberto Freire
De inicio não acreditei, mas depois de dar uma olhada no twitter dele, notei que o deputado anda muito nervoso. Deve ser porque o seu reinado no PPS está acabando, principalmente depois dele ter levado o partido à condição de braço armado do Serrismo perdendo quase metade de sua representação na Câmara Federal.

P.S: Quem não sabe distinguir apaguinho de apagão, ou é bestalhão ou está mal intencionado. 

Presidente ou ditador: sejamos democráticos, tratamento igual para todos

Numa pesquisa nas páginas eletrônicas dos grandes jornais brasileiros, para períodos anteriores às manifestações populares na Tunísia e Egito,  os governantes destes países eram sempre tratados de presidentes.
Agora, que eles esta sendo derrubados por revoluções democráticas e populares eles começam a ser tratados de ditadores.
Isso se verifica também no jornalismo da TV Globo.
Para entender melhor leia o que diz Igor Fuser, ex-jornalista da Folha de São Paulo, doutorando em Ciência Política na USP, professor na Faculdade Cásper Líbero, no artigo Surpresa: a Tunísia era uma ditadura:
"A mídia silenciou sobre o despotismo na Tunísia porque se tratava de um regime servil aos interesses políticos e econômicos dos EUA. O ditador Ben Ali nunca foi repreendido por violações aos direitos humanos e, mesmo quando ordenou que suas forças repressivas abrissem fogo contra manifestantes desarmados, matando dezenas de jovens, o presidente estadunidense Barack Obama e sua secretária de Estado, Hillary Clinton, permaneceram em silêncio. Não abriram a boca nem mesmo para tentar conter o massacre. Só se manifestaram depois que Ben Ali fugiu do país, como um rato, carregando na bagagem mais de uma tonelada de ouro.
O caso da Tunísia não é o único na região.
No vizinho Egito, outro regime vassalo dos EUA, Hosni Mubarak governa ditatorialmente desde 1981. Suas prisões estão lotadas de opositores políticos e as eleições ocorrem em meio à fraude e à violência, o que garante ao governo quase todas as cadeiras parlamentares. Mas o que importa, para o "Ocidente", é o apoio da ditadura egípcia às posições estadunidenses no Oriente Médio, em especial sua conivência com o expansionismo israelense.
Por isso, a ausência de democracia em países como a Tunísia e o Egito nunca recebe a atenção da mídia convencional, ao contrário da condenação sistemática de regimes autoritários não-alinhados com os EUA, como o Irã e o Zimbábue. É sempre assim: dois pesos, duas medidas."
Faça o mesmo para Chavez, mesmo sem ser simpatizante do Venezuelano. O resultado vai ser um pouco mais dividido. Na rede Globo o mauricinho Bonner no Jornal Nacional, o trata de ditador, a turma do Jornal das 10 chama de presidente depois que a última eleição foi considerada limpa pela comissão internacional que a acompanhou, tanto que todos esses jornalões comemoraram o fato dele ter perdido a maioria absoluta que tinha no parlamento.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ele fez tanta sujeira

Lambuzou-se a campanha inteira
E agora vai ficar de lado.
Um tucano do papo amarelo e muitas plumas, aqui do Estado, me disse que no ninho paraense da ave, muitos já estão nessa.
No fim brincou, muro e fundamentalismo não são muito compatíveis.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

+ antologia de quedas = colagem

Dentro da tarde veloz!
Lição de Física:
Com que velocidade um corpo em queda livre cai?
Cai como corpo morto cai
babadalgharaghtakamminaronnbronntornnerrontuonnthunntrovahhhounawnskawntoohoohoordenenthurnuk!


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(1) Referência ao extraordinário verso do poema Dentro da Noite Veloz de Ferreira Gullar sobre a queda de Ernesto Guevara.
(2) Referência ao quadro de Rembrandt Lição de Anatomia do Dr. Tulp, à época se procurava, onde, no corpo, se escondia a alma humana?

(3) Um destes problemas de queda livre da física clássica.
Queda livre é nada mais nada menos que um M.R.U.A (movimento retilíneo uniformemente acelerado). As fórmulas básicas do M.R.U.A são:
(i) S = S0 + V0*t + (1/2)*a*^t²
(ii) V = V0 + a*t
Qual a altura da torre, sabendo que a aceleração da gravidade nesse local é 9,8 m/s²?
Dados:
S = 0
S0 = -h
V0 = 0 m/s
a = 9,8 m/s²
t = 4 s.
Usando a fórmula (i) temos:
0 = -h + 0*4 + (1/2)*9,8*4^2
h = 0,5*9,8*16
h = 78,4 m.
b) Qual a velocidade do corpo no momento em que atingiu o solo?
Dados:
V = ?
V0 = 0 m/s
a = 9,8 m/s²
t = 4 s.
Usando a fórmula (ii) temos:
V = V0 + a*t
V = 0 + 9,8*4
V = 39,2 m/s

(4) Referência ao último verso do Canto V do Inferno de Dante.
(5) Esta é a palavra de cem letras, cuja sonoridade se assemelhara ao som do trovão, composta com sílabas da palavra trovão em diversos idiomas, criada por James Joyce para representar a queda de Finnegans e em última instância, a queda de Adão.

O apagão das idéias

A oposição ao governo Dilma esta querendo dar à interrupção do fornecimento de energia elétrica (apaguinho) havida semana passada no nordeste a mesma conotação do racionamento de energia (apagão) havido no governo FHC.
O apaguinho pode ser atribuído a um fator localizado, dentro de um sistema de diversas determinações e que, de vez em quando acontece em qualquer país do mundo.
O apagão foi uma questão de falta de planejamento do setor energético que então se mostrou incapaz de prever as demandas do mercado brasileiro.
É lógico que também ali a oposição caiu de pau, mas a cacetada pegou porque o racionamento demorou e prejudicou muitos.
Erra a oposição em achar que com este fato vai desgastar o apoio recebido por Dilma no nordeste, onde para os milhões que nunca tiveram energia elétrica a suspensão por algumas horas é um fato menor.
Tudo isso, é uma forma de manipulação que podemos enquadrar no item 6 do decálogo escrito por Noam Chomsky e reproduzido aqui no blog: 6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...
Lamentavelmente um dos aiatolás desta sandice é o Roberto Freire, presidente nacional do meu partido o PPS, que vem descendo da estatura de um dos líderes mais lúcidos deste país e esta se tornando um bestalhão.