A profecia
A TELEVISÃO ME DEIXOU BURRO DE MAIS
Uma coisa é certa, fiquem esperando o messias porque,
ESSE CARA SOU EU !
A profecia
A TELEVISÃO ME DEIXOU BURRO DE MAIS
Uma coisa é certa, fiquem esperando o messias porque,
ESSE CARA SOU EU !
Boulevard Castilho França, Convento dos Mercedários em frente Estação das Docas.
Esta é uma história da luta de Eros um deus primordial, filho de Caos, belo e irresistível, sempre ignorando o bom senso, e agindo como criança.
Contra o vaidoso Lúcifer, o mais belo dos anjos, antes da queda, que nem a deus quis se curvar.
Quem vencerá?
Eros, o amor ingênuo e leve que torna a todos criança.
Ou Lúcifer com sua sede de conquistas e glórias?
O fato é recorrente entre grupos de casais amigos que saem juntos, e, de repente, pinta um lance entre dois.
Pois é aconteceu, não deu mais pra segurar e explodiu. Num dia em que o marido dela e a mulher dele estavam viajando.
Na hora combinada estão no shopping Boulevard, ela sem carro, ele no dele. Ela tomando café, ele passa, se encontram normalmente e conversam, ele diz o piso da garagem onde está estacionado. Daí a pouco (como naquelas operações policiais em que as portas se abem ao mesmo tempo), e lá estão os dois, protegidos pela película bem mais escura que a permitida.
Ela nervosíssima achava que tinha sido vista pela concunhada do marido da ex-vizinha. Ele resolveu dar um giro na cidade enquato ela se tranquiliza.
Mais calma, ela pergunta se o carro tem adaptador pra iPhone, tinha feito uma seleção especial, começando pelas músicas dos 15 anos da filha dele, quando o clima pintou pela primeira vez.
Situação controlada, ele já pega a Pedro Alvares Cabral, ela aumenta o som, se pendura no pescoço dele, as mão passeiam livremente, o sinal fecha, beijos, chupões...

pulsação a mil, temperatura a mil, ela a mil, o vestido já subiu, ela já quase em cima do câmbio, testosterona corre nas veias, pulsam, crescem, endurecem. Ondas de estrogênio humidecem, melam, escorem.
Ele dá sinal de pisca-pisca pra entrar no motel.
Ela diminui bruscamente o som:
Amooor promete que você não vai contar pra ninguém!
Ele vira o pisca para o outro lado, muda rapidamente de direção.
Ah! se não pode contar, não tem jogo.
Esta me contou o querido amigo Bené Monteiro, autor do mais amazônico romance da segunda metade do 20: VerdeVagomundo.
Teria acontecido no dia da inauguração de Brasília 21 de abril de 1960.
Da Assembleia Legislativa do Pará foram indicados 2 representantes para a festa, Bené e o Deputado cametaense Amilcar Moreira.
Depois da seção de instalação oficial da Câmara Federal em Brasília, discurso que não acabava mais, saem todos igualmente perdidos, vários procuram os sanitários e logo se formam longas filas.
Agenor já estava nas últimas, resolve apelar para a compreensão dos demais e sai furando a fila:
Dá licença!
Da licença seu dotô!
Licencinha faz favor!
Por favorzinho!
E pedia a São João Batista, padroeiro dos cametaeses:
- Ai meu santinho, não me deixai passar um vexame desses. Vossa merce, que vivia solitário no deserto, nem imagina o que é isso.
Se essa cobrinha andá ligeiro e eu não passar a vergonha de chegar no baile da noite todo vertido, prometo meu santinho, de passar um ano sem comer ao meno um daqueles maparazinhos, por mais gitito que seja.
Parace que houve alguma intervenção extraterrena e a fila andou mais rápido.
Quando se aproxima do mictório, daqueles de calha, já trancando as pernas, viu que tinha ums frestinha entre dois figurões encasacados e enfiou-se no meio.
Só teve tempo de dizer:
Dá licença seu culega!
Dá licença seu culega!
E aliaviava-se dividido entre o sentimento de gratidão ao santo e o arrependimento pela promessa de um ano sem mapará. Isso foi um átimo
A figura de quase 2 m de altura e arrogância, a quem pedira licença, pergunta.
O senhor é desembargador?
Não!
Catedrático de algum faculdade?
Também não!
Membro de alguma academia de letras jurídica?
Não!
Desculpe-me, mas nós somos colegas de que?
Culegas de mijada, ora!
Entre as opiniões sobre o post “COMO NIEMEYER CHEGOU NO ENTRONCAMENTO”, recebi um comentário irritado, cobrando-me direitos sobre uma imagem que utilizei para ilustrar o referido o texto. Como não havia entendido - inteiramente – o teor das reclamações, pedi à autora me explicasse melhor a questão. A resposta veio grosseira e equivocada.
Sou acusado de:
1- usar uma fotografia de sua autoria e não atribuir-lhe os créditos.
R= No mundo da internet não há nada que prove a autoria da citada foto, o fato de estar no blog dela não indica autoria. Na internet, as fotos consideradas autorais são identificadas pelo sinal @, seguido do nome do fotógrafo, ou por uma legenda do tipo “foto de”.

O modo mais adequado, para quem deseja marcar a autoria de uma foto, é usar um programa que adiciona à imagem uma marca d'água, com o nome fotógrafo e, se quiser, com as permissões de uso, copy right, copy left, etc.

Pronto resolvi o problema, fiz uma "intervenção" na imagem, agora depois de "sampleada" ele é outra coisa, tem outro significado, é de minha autoria.
2- pelo que pude entender, o texto é confuso, sou também acusado de me apropriar das ideias da autora:
“(...) de onde, possivelmente, foi retirada também sem as devidas referências e onde postei entre aspas essa referência da importância da construção do Monumento à Cabanagem como fato referencial objetivo aos cabanos.
A criação do blog Marcos do Tempo visou justamente a difusão de trechos deste meu trabalho, visto que eu encontrava, com muita frequência, citações inspiradas de pessoas que, na verdade, foram achados construídos em articulações e trabalho braçal e intelectual árduo, sob a orientação da professora arquiteta e futura doutora Elna Trindade e co-orientação do MSc Tadeu Costa.
Ideias, amigo, bem citas, são apropriáveis e nem sempre é dado crédito, mas construção intelectual e autoral, reza a regra, deve ser respeitada (..).
Então é isso, a autora reclama para si a descoberta de que há dois momentos distintos. O primeiro no qual são homenageados apenas as forças legalistas, imperiais, que reprimiram a Cabanagem, representado pelo monumento à Andrea. E um segundo momento, quando é erguido o monumento de Niemeyer.
Mas isso estáva explicitado claramente nos objetivos da criação da comissão intituída por Jader: resgatar a memória dos Cabanos; tira-los do limbo da história para glorificá-los.
Parece-me óbvio, e razoável supor, que a construção do monumento exaltando a revolução cabana, tinha tamanha carga simbólica que compreensível, para qualquer cidadão. Creio não ter sido objetivo da comissão construir um monumento cujo sentido fosse tão oculto, que só pudesse ser decifrado décadas depois.
Encerro por aqui minha participação nesta história, tenho mais o que fazer, lembrando-me de um personagem que impressionou Goethe em sua Viagem à Itália: São Felipe Neri. A ele Goethe dedicará, mais tarde, um estudo: "Felipe Neri o santo humorista".
O bem humorado Neri, fundou uma ordem cuja divisa, me diverte muito: “Spernere mundum, spernere tu ipsum, spernere te sperni”, que em tradução/traição livre seria:
Não leva a sério o mundo,
não te leva a sério,
não leva a sério quem te leva a sério.

Eu conto o fato
Como o fato foi.
Conto de memória, alguns detalhes podem fugir, mas o cerne da questão não.
Governo Jader Barbalho, (1983-1987), tempos de reconstrução da democracia - a eleição de Tancredo será em 1984 – fatos como as revoltas nativistas, antes desprezados durante a ditadura, eram então valorizados.
Se aproximava a comemoração dos 150 anos da tomada de Belém pelos Cabanos e Jader, advertido por Carlos Roque, resolveu dar significado relevante à data.
Até então, em Belém, existam apenas marcos comemorativos à derrota dos Cabanos. A Rua 13 de Maio, por exemplo, não ganhou esse nome em comemoração a lei Áurea, mas ao dia em que as forças legalistas retomaram Belém em 1836.
Ainda há um monumento em frente ao colégio Santo Antônio, dedicado ao facínora Francisco José de Sousa Soares de Andrea, o Barão de Caçapava, que bombardeou impiedosamente Belém.
O ponto culminante das comemorações seria inauguração do monumento que transformasse a visão sobre os Cabanos. De bandoleiros, "classes infames", saqueadores a heróis da formação da nacionalidade brasileira.
Foi constituída uma comissão designada por decreto do governador (pelo que lembro era presidida pelo Carlos Roque) era integrada pela ala "esquerda do governo" Benedicto Monteiro, procurador Geral do Estado; Itair Silva, Secretário de Justiça; José Akel Fares, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, IAB-Pa, e eu, Flávio Sidrim Nassar, que tinha sido "convidado/indicado" para representar o Departamento de Arquitetura da UFPA. Sinceramente não me lembro se tinha mais alguém. O Manuel Acácio, secretário de Obras?
A ideia era fazer um concurso. Começam as reuniões para discutir como viabilizá-lo. A única voz discordante era a minha. Vínhamos de uma experiência traumática, o concurso do projeto do Centur. Ninguém admitia falar em outra modalidade, os tempos eram democráticos, o concurso daria oportunidade a todos. Eu, cavaleiro solitário, insistia. Nos bastidores o Akel concordava comigo, só que na condição de presidente do IAB não podia ter senão um posicionamento corporativo.
Já estavam redigindo o regimento do concurso, e, cada vez mais, ficava provada a complexidade e a dificuldade daquele processo, que, como o do CENTUR, não garantia a qualidade.
Um dia, na hora do cafezinho, eu acompanhado do Akel chamei o Roque para uma janela do palácio Lauro Sodré, onde se reunia a comissão, e falei:
Esse negócio não vai dar certo, tu queres ver uma solução que resolve tudo isso e ninguém vai ter coragem de reclamar. Sugere ao Jáder o Niemeyer pra fazer o projeto, pelo tema duvido que ele recuse.
Roque fez cara de paisagem congelada da Sibéria e insistiu:
O Homem quer concurso, vamos fazer o concurso.
A reunião prosseguiu meio sem rumo
Uns 20 dias depois, o jornal mostrou as fotos de Jader e Roque no escritório do ON no Rio
Não me importa como o Roque passou a ideia ao governador, só sei que a bola quicou na frente dele e .... goool.
Isso foi o que nos pareceu entre os sobreviventes da comissão, eu e o Akel.
O outro é o Jader, quem sabe, um dia, conte mais detalhes desta história.
O fato é que Belém ganhou um privilégio; poucas cidades no mundo foram tocadas pelas graças deste deus.
A comissão só foi convocada novamente para a inauguração.
Nosso nome constou em placa de bronze.
Para desespero de muitos, coube ao Jader fazer a mais digna homenagem aos Cabanos e popularizar a palavra Cabanagem. Antes, aquele não-lugar, de estropiada paisagem urbana de Belém, ninguém mais sabia porque, se chamava Entroncamento.

Oscar é um gênio!
Gênios há tantos.
Oscar é um deus!
Há imperfeiçoes em suas obras?
Consta que somos feitos à imagem e semelhança de um deus.
Quanta imperfeição trazemos
Para o meu amigo Massimo Gennari, que representou o escritório de Niemeyer na Itália, como se fosse a coisa mais natural, Gennari pegava o celular e dizia:
Ciao Oscar, sono Massimo, sono in Brasile, voglio veder te domani!
E a resposta era sempre afirmativa.
Gennari é citado em varias entrevistas de "Oscar" e em livros.
Se eu não conheci pessoalmente um deus, pelo menos um que falava diretamente com ele.
E para o Jamilzinho que recitou para eu ouvir, pela primera vez, o poema do hoje Ferreira Gullamargo:
No ombro do planeta
....
Oscar depositou
para sempre
uma ave uma flor
(ele não fez de pedra
...
fez de asas).