Um prédio de 32 andares,
cimento, areia, ferro e aço: concreto
cem metros de comprimento
penetrou no âmago da manga
Fuked city
um edifício gigante
caiu na contra mão atrapalhando o sábado
garçon, de gelo mais um bocado!
Faked city
Raped city
uma paisagem infamante
areia, pó, cimento em migalha,
aço, poeira, limalha,
daqui há pouco, quando o show terminar,
tudo será como agora
Raped City
Fuked City
Mango City
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Antologia das quedas
Na música brasileira, pelo menos duas letras de canções famosas se referem aos desabamentos de obras de engenharia.
O mais famoso verso é o espetacular de Aldir Blanc no "Bêbado e o Equilibrista", "caía a tarde como um viaduto". As vezes não é percebido o verdadeiro sentido do verso, ele se refere à queda de parte do Viaduto Paulo Frontin, no Rio de Janeiro, em 1971. Considerando isso o verso adquire uma grande força poética.
O cair da tarde é sempre associado a situações melancólicas ou bucólicas, a Ave Maria de Erothides de Campos é exemplo disso: Caí a tarde tristonha e serena. Aldir nos prega uma peça, nos trás esta imagem da tarde que cai, e quando achamos que depois vem algo romântico, apresentada-nos a comparação com a trágica queda do viaduto que vitimou a tantos, isso feito na maior naturalidade.
A música do João Bosco, segue o caminho inverso da poesia contribuindo para manter a sensação de que a queda da tarde ao se parecer com a de um viaduto é uma coisa bela.
A MPB tem momentos geniais, este verso é um deles.
Ouça a interpretaçao de Elis Regina para este primor.
Outra mais direta e menos famosa é A Demoliçao de Juca Chaves.
Confira:
Cai cai , cai cai
outra construção civil
realmente ninguém segura
a arquitetura do Brasil.
cai, cai tudo que se constrói
da tampa da caneleira,
à ponte niterói
cai até o elevado
do doutor Paulo Frontein
cai o teto do mercado
é a moral de quem não tem.
O engenheiro culpa a corrosão
e a desgraça se transforma
num show de televisão.
Cai, cai, sai de baixo
quem é esperto, arquiteto
é quem se afirma engenheiro
que deu certo.
Cai, cai em porta-demolição
caem coisas mais importantes
que ninguem percebe não,
como as lágrimas cortadas
de figuras de TV,
cai os niveis dos programas
cai cantor, cai seu cachê
cai a bolsa, a causa ninguem diz
só o biquini da jaqueline
é que caiu porque ela quis.
O mais famoso verso é o espetacular de Aldir Blanc no "Bêbado e o Equilibrista", "caía a tarde como um viaduto". As vezes não é percebido o verdadeiro sentido do verso, ele se refere à queda de parte do Viaduto Paulo Frontin, no Rio de Janeiro, em 1971. Considerando isso o verso adquire uma grande força poética.
O cair da tarde é sempre associado a situações melancólicas ou bucólicas, a Ave Maria de Erothides de Campos é exemplo disso: Caí a tarde tristonha e serena. Aldir nos prega uma peça, nos trás esta imagem da tarde que cai, e quando achamos que depois vem algo romântico, apresentada-nos a comparação com a trágica queda do viaduto que vitimou a tantos, isso feito na maior naturalidade.
A música do João Bosco, segue o caminho inverso da poesia contribuindo para manter a sensação de que a queda da tarde ao se parecer com a de um viaduto é uma coisa bela.
A MPB tem momentos geniais, este verso é um deles.
Ouça a interpretaçao de Elis Regina para este primor.
Outra mais direta e menos famosa é A Demoliçao de Juca Chaves.
Confira:
Cai cai , cai cai
outra construção civil
realmente ninguém segura
a arquitetura do Brasil.
cai, cai tudo que se constrói
da tampa da caneleira,
à ponte niterói
cai até o elevado
do doutor Paulo Frontein
cai o teto do mercado
é a moral de quem não tem.
O engenheiro culpa a corrosão
e a desgraça se transforma
num show de televisão.
Cai, cai, sai de baixo
quem é esperto, arquiteto
é quem se afirma engenheiro
que deu certo.
Cai, cai em porta-demolição
caem coisas mais importantes
que ninguem percebe não,
como as lágrimas cortadas
de figuras de TV,
cai os niveis dos programas
cai cantor, cai seu cachê
cai a bolsa, a causa ninguem diz
só o biquini da jaqueline
é que caiu porque ela quis.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Egípcios a humanidade vos contempla
Em 1798 na campanha do Egito, antes da Batalha das Pirâmides, Napoleão, então comandante-em-chefe do exercito francês teria pronunciado a célebre frase: "Soldados de França, do alto destas pirâmides quarenta séculos vos contemplam." Quem gosta de anedotas históricas sabe, que esta frase gerou muitas discussões, diziam que Napoleão havia errado a idade das pirâmides, uns para mais outros para menos.
Em Belém, são oito horas, no Cairo são quase meio dia, ou para mais ou para menos, vão começar as orações, depois as manifestações da Marcha da Partida.
Egípcios, humanidade vos contempla, pela TV, se deixarem os jornalistas soltos, pela Internet se deixarem os provedores de acesso livres, pelo twiter se o pássaro azul poder voar. O mundo será melhor se daí e de todo o mundo árabe forem varridos definitivamente os tiranos.
Em Belém, são oito horas, no Cairo são quase meio dia, ou para mais ou para menos, vão começar as orações, depois as manifestações da Marcha da Partida.
Egípcios, humanidade vos contempla, pela TV, se deixarem os jornalistas soltos, pela Internet se deixarem os provedores de acesso livres, pelo twiter se o pássaro azul poder voar. O mundo será melhor se daí e de todo o mundo árabe forem varridos definitivamente os tiranos.
Lei de mercado e outras derrubaram prédio
Depois da queda do muro de Berlin e até a queda do muro de New York, o crash de Wall Street em 2008, o livre mercado era visto como a melhor invenção da humanidade no campo da economia. Algumas virtudes do mercado são inegáveis sua capacidade de invenção e criatividade, a competição quando não é destrutiva, porém a mais alardeada era de que ele possuía a capacidade de auto-regulação. Este foi o cerne do discurso chamado neoliberal, o que justificava o "estado mínimo" atrapalhando o menos possível a ação dos agentes econômicos.
Nestes tempos Alan Greenspan, diretor do FED, o Banco Central dos EUA, foi o pontifex maximus da economia mundial. Suas decisões influenciavam vidas de bilhões de pessoas.
Pois bem, quando caiu o muro de cá, este da Rua do Muro (Wall Street) o Capitalismo Liberal deixou de existir, pois o regime só se manteve graças a injeção de trilhões de dólares feita pelo governo estadunidense (da mesma forma como quando caiu o muro de Berlin, o Socialismo Real deixou de existir) o nosso Greenspan, disse que os mercados deveriam ter sido mais regulados, e reconheceu que esteve "parcialmente" errado quando apostou na falta de controle.
Isto é uma introdução que será importante para a nossa conclusão.
No post Lei da gravidade e outras derrubaram edifício sugeri alguns marcadores para o cenário no qual aconteceu a tragédia, recupero aqui os seguintes:
- De repente, no BRasil, PAC, os negócios começam a acelerar!!
- Mas, nos Estados Unidos uma crise sem precedentes é provocada pela explosão de uma bolha financeira baseada em negócios imobiliários.
- Analistas apontam que este crescimento do mercado da construção no Brasil poderia seguir o caminho do irmão do Norte.
- Aproveitando as oportunidades de crédito, todos: bancos, incorporadoras, construtoras, operários, trabalham a toda velocidade.
Pois é nesta correria para produzir muito e mais rápido, caiu o prédio.
O mercado se auto-regulou....
Mas a que preço!
E aqui não estou falando de vidas de sonhos desfeitos, que amanhã, já serão coisas do ontem, falo no impacto negativo que isto trará para o próprio mercado da construção em Belém.
Reconheço que antes da atual administração municipal tínhamos uma legislação muito restritiva, basta ver que nesta mesma quadra, onde aconteceu a tragédia, nas antigas condições, só seria possível construir até 7 andares. Com a conversa que precisava aquecer a economia, dar emprego liberou-se tanto que se poderia dizer que a atual lei foi redigida pelos construtores, as más línguas acrescentariam, junto com o prefeito.
Atenção, este não foi o primeiro episódio, lembram que aquelas duas torres de 40 andares na Doca, balançaram, balançaram, as obras ficaram paralisadas um bom tempo....
Nestes tempos Alan Greenspan, diretor do FED, o Banco Central dos EUA, foi o pontifex maximus da economia mundial. Suas decisões influenciavam vidas de bilhões de pessoas.
Pois bem, quando caiu o muro de cá, este da Rua do Muro (Wall Street) o Capitalismo Liberal deixou de existir, pois o regime só se manteve graças a injeção de trilhões de dólares feita pelo governo estadunidense (da mesma forma como quando caiu o muro de Berlin, o Socialismo Real deixou de existir) o nosso Greenspan, disse que os mercados deveriam ter sido mais regulados, e reconheceu que esteve "parcialmente" errado quando apostou na falta de controle.
Isto é uma introdução que será importante para a nossa conclusão.
No post Lei da gravidade e outras derrubaram edifício sugeri alguns marcadores para o cenário no qual aconteceu a tragédia, recupero aqui os seguintes:
- De repente, no BRasil, PAC, os negócios começam a acelerar!!
- Mas, nos Estados Unidos uma crise sem precedentes é provocada pela explosão de uma bolha financeira baseada em negócios imobiliários.
- Analistas apontam que este crescimento do mercado da construção no Brasil poderia seguir o caminho do irmão do Norte.
- Aproveitando as oportunidades de crédito, todos: bancos, incorporadoras, construtoras, operários, trabalham a toda velocidade.
Pois é nesta correria para produzir muito e mais rápido, caiu o prédio.
O mercado se auto-regulou....
Mas a que preço!
E aqui não estou falando de vidas de sonhos desfeitos, que amanhã, já serão coisas do ontem, falo no impacto negativo que isto trará para o próprio mercado da construção em Belém.
Reconheço que antes da atual administração municipal tínhamos uma legislação muito restritiva, basta ver que nesta mesma quadra, onde aconteceu a tragédia, nas antigas condições, só seria possível construir até 7 andares. Com a conversa que precisava aquecer a economia, dar emprego liberou-se tanto que se poderia dizer que a atual lei foi redigida pelos construtores, as más línguas acrescentariam, junto com o prefeito.
Atenção, este não foi o primeiro episódio, lembram que aquelas duas torres de 40 andares na Doca, balançaram, balançaram, as obras ficaram paralisadas um bom tempo....
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Peixada na secretaria da pesca
Nunca antes neste país faltou peixe.
Também com tanto litoral e tantos rios era de se esperar.
Para isso não era preciso Ministérios da Pesca, Secretaria da Pesca.
Recentemente criados já estão no meio de escândalos e processos.
Na distribuição do butim eleitoral no Pará, um deputado federal Asdrubal Bentes uma destas múmias paralíticas da politica paraense já foi acomodado com caniço, anzol e samburá numa secretaria de pesca do Pará. Agora a prof Edilsa informa que essa será horta, ou melhor piracema de um tal Miriquinho Batista.
Eu estou achando que isso aí é peixada pra beneficiar tubarões e outros peixes grandes, os peixes pequenos, neste caso, ninguém quer pegar.
P.S: Desculpem a manchete infame.
Também com tanto litoral e tantos rios era de se esperar.
Para isso não era preciso Ministérios da Pesca, Secretaria da Pesca.
Recentemente criados já estão no meio de escândalos e processos.
Na distribuição do butim eleitoral no Pará, um deputado federal Asdrubal Bentes uma destas múmias paralíticas da politica paraense já foi acomodado com caniço, anzol e samburá numa secretaria de pesca do Pará. Agora a prof Edilsa informa que essa será horta, ou melhor piracema de um tal Miriquinho Batista.
Eu estou achando que isso aí é peixada pra beneficiar tubarões e outros peixes grandes, os peixes pequenos, neste caso, ninguém quer pegar.
P.S: Desculpem a manchete infame.
Observatório da Buracaria
Já temos o Observatório da Cidadania, o Observatório da Pedofilia, agora estamos lançando o Observatório da Buracaria.
Nosso primeiro case é o já famoso buraco da Siqueira Mendes aberto por um caminhão (confira aqui), consertado pela Cosanpa (confira aqui) e pela prefeitura de Belém.
O serviço porco já esta se deteriorando,
o tubo de água já estourou de novo,
o concreto de traço fraco não resistiu à primeira semana de uso.
O motorista do ponto de taxi, de um ponto que fica ao lado do buraco disse que a empresa que trabalha para a PMB trouxe 4 sacos de cimento, usou 1 e levou os outros 3.
Ele está disposto a confirmar o que diz.
Nosso primeiro case é o já famoso buraco da Siqueira Mendes aberto por um caminhão (confira aqui), consertado pela Cosanpa (confira aqui) e pela prefeitura de Belém.
O serviço porco já esta se deteriorando,
o tubo de água já estourou de novo,
O motorista do ponto de taxi, de um ponto que fica ao lado do buraco disse que a empresa que trabalha para a PMB trouxe 4 sacos de cimento, usou 1 e levou os outros 3.
Ele está disposto a confirmar o que diz.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Vocês sabem para onde vai a Ana Júlia?
Foi com esta pergunta que iniciei a atualização política diária com Dona Capistrana, Gerente de Abastecimento e Assuntos Alimentares e Dona Cipriana, Gerente de Logística de Higiene e Vestuário.
Capistrana foi logo dizendo: subiu no elevador comigo, tava indo no rumo do apartamento dela.
Cipriana contestou, num é isso que ele quer saber. É aonde ela vai trabalhar? Quando eu tava vindo pra cá, no Tapanã-Felipe Patroni, me encontrei-me com uma colega minha que foi criança pequena comigo lá no meu interiozinho, que me disse que leu no Blog da Profa Edilza que ela ia pro Sudão. Mas Sudão não é aquele lugar cheio de um bocado daqueles pritinho, assim bem pritinho, ritinto mesmo que chega zula e que agora, agurunha mesmo, era um país só, e vai se virar em dois?
Cipriana tu parece que num regula, redarguiu a outra, Sudam é uma das muié daquele home goloso que tinha mais de 20 muié que era o presidente do Iraque e que o presidente da América, Jorge Bruxo impinimou em dizê que ele tinha umas tar de arma de destruição em massa que ia acabar com a nossa civilização cristã e ocidentar. Essas arma ia funcinar assim, eles sortavam elas de lá e elas vinham pra cá, onde elas achasem massa, que podia ser de pão ou de mandioca, elas se metia dentro delas, aí quando um vivente comia um pedaço de pão ou dava uma bucada na farinha, aquela massa entrava no corpo dele e saia assim percurando, pra lá e pra cá, pra lá e pra cá, e se encontrasse um vistígio que fosse, de que naquele corpo tinha passado uma gutinha só, mesmo que gita, da santa água do batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o corpo daquele vivente pessoa explodia e assim, nós cristão ia tudo se morrendo, porque, quem não come pão, come farinha.
Diga lá seu Frávio, quem foi que acertou o que é a tar Sudam?
Capistrana foi logo dizendo: subiu no elevador comigo, tava indo no rumo do apartamento dela.
Cipriana contestou, num é isso que ele quer saber. É aonde ela vai trabalhar? Quando eu tava vindo pra cá, no Tapanã-Felipe Patroni, me encontrei-me com uma colega minha que foi criança pequena comigo lá no meu interiozinho, que me disse que leu no Blog da Profa Edilza que ela ia pro Sudão. Mas Sudão não é aquele lugar cheio de um bocado daqueles pritinho, assim bem pritinho, ritinto mesmo que chega zula e que agora, agurunha mesmo, era um país só, e vai se virar em dois?
Cipriana tu parece que num regula, redarguiu a outra, Sudam é uma das muié daquele home goloso que tinha mais de 20 muié que era o presidente do Iraque e que o presidente da América, Jorge Bruxo impinimou em dizê que ele tinha umas tar de arma de destruição em massa que ia acabar com a nossa civilização cristã e ocidentar. Essas arma ia funcinar assim, eles sortavam elas de lá e elas vinham pra cá, onde elas achasem massa, que podia ser de pão ou de mandioca, elas se metia dentro delas, aí quando um vivente comia um pedaço de pão ou dava uma bucada na farinha, aquela massa entrava no corpo dele e saia assim percurando, pra lá e pra cá, pra lá e pra cá, e se encontrasse um vistígio que fosse, de que naquele corpo tinha passado uma gutinha só, mesmo que gita, da santa água do batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo, o corpo daquele vivente pessoa explodia e assim, nós cristão ia tudo se morrendo, porque, quem não come pão, come farinha.
Diga lá seu Frávio, quem foi que acertou o que é a tar Sudam?
Dialógos Faraônicos 2
Obama: Os meus cabelos já estão ficando brancos, me ensina como é que tu pintas o teu?
Múmia: Só te ensino se tu deixares eu ficar até quaaando setembro chega-aar.
Múmia: Só te ensino se tu deixares eu ficar até quaaando setembro chega-aar.
Dialógos Faraônicos 3
- Dear Muba, nossos agentes da CIA informam que uma grande conspiração ameaça puxar aquele imenso tapetão persa de baixo dos seus pezinhos.
- Querido Obá, eu tenho idade de ser teu pai, quando tu vens com farinha de trigo eu já vou com o quibe, esse teu pessoal da CIA são uns neuróticos, estão sempre vendo uma revolução aqui, um golpe ali. Deixa comigo, eu conheço o meu gado.
- Mubinha, isto não vai dar certo entrega logos estas beleuas ou vás ficar a ver esfinges.
- Great Obá, o velho aqui vai durar mais do que a múmia do Ramises.
Old Faraó, então tá combinado, mas tu vás me ensinar o nome deste Vellaton que tu usas, nem a CIA percebeu que tu pintas o cabelo.
- Querido Obá, eu tenho idade de ser teu pai, quando tu vens com farinha de trigo eu já vou com o quibe, esse teu pessoal da CIA são uns neuróticos, estão sempre vendo uma revolução aqui, um golpe ali. Deixa comigo, eu conheço o meu gado.
- Mubinha, isto não vai dar certo entrega logos estas beleuas ou vás ficar a ver esfinges.
- Great Obá, o velho aqui vai durar mais do que a múmia do Ramises.
Old Faraó, então tá combinado, mas tu vás me ensinar o nome deste Vellaton que tu usas, nem a CIA percebeu que tu pintas o cabelo.
Lei da gravidade e outras derrubam prédio
É claro que o edifício Real Class caiu em decorrência da lei da gravidade, podendo, para isso, ter contribuído: erro de cálculo, especificação errada, execução mal feita.
Como não se poderá arrolar no processo o responsável pela lei universal, quem vai pagar o pato são os irmãos-inimigos dos arquitetos, os engenheiros civis.
Para um entendimento mais amplo da questão tentarei construir aqui marcadores do cenário onde o sinistro aconteceu:
- A economia brasileira vinha de anos de baixo crescimento, a de Belém mais ainda.
- Os negócios imobiliários, sempre acompanham o ritmo da economia.
- Economia lenta, negócios lentos, baixa demanda por inovação tecnológica.
- Baixa demanda por tecnologia, poucos recursos para as universidades produtoras deste capital.
- De repente, no BRasil, PAC, os negócios começam a acelerar!!
- Mas, nos Estados Unidos uma crise sem precedentes é provocada pela explosão de uma bolha financeira baseada em negócios imobiliários.
- Analistas apontam que este crescimento do mercado da construção no Brasil pode seguir o caminho do irmão do Norte.
- Aproveitando as oportunidades de crédito, todos: bancos, incorporadoras, construtoras, operários, trabalham a toda velocidade.
- (Há décadas a Universidade avisava que as técnicas construtivas no Brasil eram atrasadas e de pouca produtividade, o que se explicava pela baixa oferta de emprego, que determinava baixos salários também).
- O mercado da construção, para atender a velocidade das demandas represadas, vai em busca de novos processos, tecnologias e materiais edilícios.
- A Universidade que havia sido mantida com poucos recursos até o segundo governo Lula, não tem diálogo com o mercado nem parcerias com as empresas de construção para gerar produtos e processos inovadores e adequados as nossas condições.
- Algumas novas tecnologias, materiais e processos são importados.
- Essas tecnologias, materiais e processos, muitas vezes, não são conhecidos pelos operadores deste complexo sistema produtivo, dos operários aos donos das empresas, passando pelos engenheiros e técnicos.
E aí a lei da gravidade vem e atrapalha tudo.
Tirando vidas ....
destruindo sonhos...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Expeculação deixa "prédia na chon" e dengue derruba blogueiro
Anotei uns comentários, podem parecer velhos, visto a velocidade que as análises são feitas na Net.
Sem a perícia que deverá ser feita com o rigor da norma técnica, até agora o que existe são opiniões.
Muitos opiniólogos se manifestaram, a mais folclórica foi do Nagib Charone, de que poderia ter sido um raio, reduzida a substrato de pó de cimento pelos leitores do Paulo Bemerguy. O Nagibinho é um engenheiro inteligente e culto, lê Euclides da Cunha, mas as vezes, defende causa não tão inteligentes. Uma vez debatemos na UFPA, em uma audiência pública sobre o projeto de macro-drenagem da bacia da Estrada Nova, ele a favor eu contra. Logo depois o engenheiro Luís Otávio Mota Pereira, justo por causa deste projeto, se desligou da Prefeitura de Belém. Até hoje o projeto sofre embargos do Ministério Público.
Outra opinião que eu diria assim, muito própria foi a do calculista do prédio atribuindo a queda a uma falha geológica.
Mesmo sem ser especialista nestas coisas tão profundas como é a Geologia, eu simples arquiteto aprendi que a avenida Nazaré e a Magalhães Barata formam o divisor de águas de Belém, são o cume de nossa acanhada geografia, tanto é que, a partir delas todas as direções são descendentes. Por exemplo, quem vindo da praça da República até são Brás, ao tomar a direita na Dr Morais, logo abaixo da Mundurucus já estará na área do Canal da Dr. Morais. Assim com a Quintino e a Quatorze da Abril. Para o lado esquerdo, a mesma coisa: canal da Nove de Janeiro e depois da Três de maio.
Logo estes terrenos são os mais altos e mais firmes de Belém, a sua situação é muito diferente do terreno onde estava sendo edificado o Raimundo Farias. Se isso só não bastasse, em área tão exígua como a que estava sendo construído o edifício, as perfurações de sondagem teriam identificado a tal falha geológica.
Sem a perícia que deverá ser feita com o rigor da norma técnica, até agora o que existe são opiniões.
Muitos opiniólogos se manifestaram, a mais folclórica foi do Nagib Charone, de que poderia ter sido um raio, reduzida a substrato de pó de cimento pelos leitores do Paulo Bemerguy. O Nagibinho é um engenheiro inteligente e culto, lê Euclides da Cunha, mas as vezes, defende causa não tão inteligentes. Uma vez debatemos na UFPA, em uma audiência pública sobre o projeto de macro-drenagem da bacia da Estrada Nova, ele a favor eu contra. Logo depois o engenheiro Luís Otávio Mota Pereira, justo por causa deste projeto, se desligou da Prefeitura de Belém. Até hoje o projeto sofre embargos do Ministério Público.
Outra opinião que eu diria assim, muito própria foi a do calculista do prédio atribuindo a queda a uma falha geológica.
Mesmo sem ser especialista nestas coisas tão profundas como é a Geologia, eu simples arquiteto aprendi que a avenida Nazaré e a Magalhães Barata formam o divisor de águas de Belém, são o cume de nossa acanhada geografia, tanto é que, a partir delas todas as direções são descendentes. Por exemplo, quem vindo da praça da República até são Brás, ao tomar a direita na Dr Morais, logo abaixo da Mundurucus já estará na área do Canal da Dr. Morais. Assim com a Quintino e a Quatorze da Abril. Para o lado esquerdo, a mesma coisa: canal da Nove de Janeiro e depois da Três de maio.
Logo estes terrenos são os mais altos e mais firmes de Belém, a sua situação é muito diferente do terreno onde estava sendo edificado o Raimundo Farias. Se isso só não bastasse, em área tão exígua como a que estava sendo construído o edifício, as perfurações de sondagem teriam identificado a tal falha geológica.
10 Estratégias de Manipulação através da Mídia
Já rola há 2 meses pela Net o texto do linguista Noam Chomsky.
Pode ajudar nestes momentos de queda, de edifícios e ditadores.
1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto "Armas silenciosas para guerras tranquilas").
2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado "problema-ração-solução". Cria-se um problema, uma "situação" previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.
3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e desnecessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? "Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas")".
6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos...
7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver "Armas silenciosas para guerras tranquilas").
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dosúltimos 50 anos, os avançosacelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Buracos merecem comentários
O post Cidade Estropiada 2 mereceu dois importantes comentários.
Do Yúdice Andrade, que entre tantas coisas que faz ainda é Blogueiro do Flanar.
"Juridicamente, o poder público pode e deve cobrar do causador do dano o ressarcimento das despesas. Mas ninguém faz isso, em lugar algum do país. Recordo-me de ter lido uma única notícia, em toda a minha vida, de uma prefeitura que ameaçou cobrar dos motoristas os custos de conserto de postes quebrados em acidentes, mas não sei se a coisa passou da ameaça.
A medida, se implementada, poderia ser útil para mudar um pouco esse estado de coisas.
Conheci o seu blog há alguns dias e o tenho visitado diariamente. Parabéns por ele."
E do professor de Direito Urbanistico da UFPA, Maurício Leal Dias.
Do Yúdice Andrade, que entre tantas coisas que faz ainda é Blogueiro do Flanar.
"Juridicamente, o poder público pode e deve cobrar do causador do dano o ressarcimento das despesas. Mas ninguém faz isso, em lugar algum do país. Recordo-me de ter lido uma única notícia, em toda a minha vida, de uma prefeitura que ameaçou cobrar dos motoristas os custos de conserto de postes quebrados em acidentes, mas não sei se a coisa passou da ameaça.
A medida, se implementada, poderia ser útil para mudar um pouco esse estado de coisas.
Conheci o seu blog há alguns dias e o tenho visitado diariamente. Parabéns por ele."
E do professor de Direito Urbanistico da UFPA, Maurício Leal Dias.
"Concordo, Yúdice, com a responsabilidade do particular, por sinal pra mim veículos como caminhões sequer deviam trafegar pela cidade velha, isto porque o poder público, pela omissão na prestação de serviços públicos, deve ser responsabilizado também, pois secularmente estamos aguardando soluções para problemas que se agravam em períodos chuvosos ceifando vidas dos nossos irmãos cariocas e trazendo mais sofrimento ao nosso já tão sofrido povo. Não padecemos de falta de legislação urbanística precisamos aplicá-la."
Um leitor anônimo postou o video abaixo.
Um leitor anônimo postou o video abaixo.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Só use se tiver certeza
Estimada leitora,
Se você brigou com seu amor,
Se ele disse que ia e não foi,
Se no dia seguinte não telefonou.
Esta receita do Gregório de Matos, o Boca do Inferno, é tida como de grande eficácia, portanto use-a com moderação.
Sal, cal e alho
Caiam em teu maldito caralho. Amém.
O fogo de Sodoma e Gomorra
em cinzas te reduzam esta porra. Amém.
Tudo em fogo arda,
Tu, teus filhos e o Capitão da Guarda. Amém.
Se você brigou com seu amor,
Se ele disse que ia e não foi,
Se no dia seguinte não telefonou.
Esta receita do Gregório de Matos, o Boca do Inferno, é tida como de grande eficácia, portanto use-a com moderação.
Sal, cal e alho
Caiam em teu maldito caralho. Amém.
O fogo de Sodoma e Gomorra
em cinzas te reduzam esta porra. Amém.
Tudo em fogo arda,
Tu, teus filhos e o Capitão da Guarda. Amém.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Ouviram do Mediterâneo as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante.
O "brimo"no centro da imagem é o Prêmio Nobel da Paz e Diretor Geral Internacional da Agência Atômica da ONU Muhamed El Baradei, que comanda a oposição ao tirano Mubarak(que pinta o cabelo), há 30 anos no poder.
A Agência AlJazzera informou que ele teria sido preso.
O "brimo"no centro da imagem é o Prêmio Nobel da Paz e Diretor Geral Internacional da Agência Atômica da ONU Muhamed El Baradei, que comanda a oposição ao tirano Mubarak(que pinta o cabelo), há 30 anos no poder.
A Agência AlJazzera informou que ele teria sido preso.
Depois da Tunísia o Egito
Cidade Estropiada 3
Peguei uma carona.
Me deixaram na esquina,
da esquina até minha casa menos de 100 metros.
Vejam o que eu vi.
Um buraco na esquina do Chateau Classique (Magalhães com Três de Maio)
Os canteiros nos pés das mangueiras são depósitos de lixo e o mato cresce livremente.
P.S: Melhor andar de carro.
Me deixaram na esquina,
da esquina até minha casa menos de 100 metros.
Vejam o que eu vi.
Um buraco na esquina do Chateau Classique (Magalhães com Três de Maio)
Os canteiros nos pés das mangueiras são depósitos de lixo e o mato cresce livremente.
P.S: Melhor andar de carro.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Cidade Estropiada 2
Rua Siqueira Mendes, Cidade Velha, Belém, Pará.
O caminhão particular quebrou a rua e o dinheiro público conserta.
O caminhão particular quebrou a rua e o dinheiro público conserta.
Se a prefeitura, que tem o poder de polícia não proíbe, de quem é a culpa?
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
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