quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PDT de Giovani: hay gobierno soy a favor!

Ou, mamando a vida vou levando...



Em 1989, no segundo turno entre Collor e Lula, o velho Briza mandou engolir o Sapo Barbudo.
Aqui, o PDT, ruralista desde pequenininho, (Cruz credo, Deus me livre, Satanás), junto com o PFL, continuou engordando seus boizinhos.
Reeleição de FHC 1988, Brizola vice de Lula, Almir Gabriel buiado, Jader sem chance, sozinho, o PDT segue a manada. Vai gostar de boi assim no sul do Pará.
Sucessão de FHC em 2002, PDT  vice na chapa de Ciro Gomes, lei da verticalização das coligações eleitorais, Giovanni Queiroz, vice de Hildegardo. Ciro tropeça em sua incontinência verbal, despenca, pedetistas conspiram com Jader apoio à Ademir.
Segundo turno, Lula na frente, de dia são Maria, de noite são Simão.
Simão eleito, o espírito republicano, a governabilidade acima dos mesquinhos interesses partidários, na prática: quantas secretarias? Quantos assessores? Quantas nomeações?
Em 2006, Lula e Serra, PDT com Lula. Ana e Almir, e o PDT? No muro que é o melhor lugar para se encontrar com tucano.
Ana Júlia vence, de novo o espírito republicano, a governabilidade acima dos mesquinhos interesses partidários, na prática: quantas secretarias? Quantos assessores? Quantas nomeações?
Na última eleição Jatene venceu, o republicanismo...., a governabilidade...., quanto...., quantas...?

O único compromisso de certos grupos partidários é com sua auto reprodução, não conseguem sobreviver longe das tetas do estado.


Hoje, hipócritas, falam de ausência de Estado.
Como?
Se eles sempre foram Estado, acólitos de qualquer governos de plantão, nunca foram oposição, o que falta é vergonha na cara para irem para a oposição e denunciarem o MUITO que realmente falta.

P.S: Para ser justo, os mocinhos do bando do Lira Maia, não podem ser acusados desta senvergonice.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dudu acha que passarela da BR vai virar atração turística

Meu Deus do céu, só se o cara fez algum MBA em Planejamento Estratégico de Turismo pela University of Traquateua, fez não, falsificou o diploma.
Vamos combinar, pensar que uma passarela possa virar atração turística, imaginem: voos charters chegando em Belém, não para conhecer o Ver-o Peso ou Marajó, ou a floresta, mas a passarela. A partir de agora,  cruzeiros marítimos da temporada do Caribe incluirão opções de uma chegadinha até o colosso do Ducu.
Geentem, isso já é delírio!!!
Se não conseguiram pegar ele por outras fraudes, será que não dá para enquadrá-lo por propaganda enganosa?

Mas se como elaborador de estratégias de Turismo ele é um desastre, como literato até que nem tanto, veja seu depoimento sobre "O Bicho do Mato e as Luzes da Cidade":
"Meus livros são composições de minhas experiências de vida. São impressões dirigidas mais a atingir o coração do que a mente. São exteriorizações de uma alma muitas vezes em conflito, mas que se recusa categoricamente a renunciar da confiança de conseguir aquilo que se deseja, mesmo reconhecendo, a sorte é um componente poderoso nesse processo de perdas e ganhos da vida."

Vejam todo o padecer de sua frágil alma de poeta.
O livro é extraordinário, poesia e ensinamentos de vida o tornam um proveitoso manual de auto ajuda.
Uma dica, lendo-o contra o espelho, um passo a passo de como conseguir se livrar do Ministério Público.
Quem quer fazer carreira política clique aqui .

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O picão e a perereca

Gentis leitores,
Desculpem a crueza deste título, mas ao final verão a relevância cultural e ideológica e que tenho razão de tratá-lo sem meias palavras.
Fui almoçar com duas queridas amigas arquitetas, mulheres, modernas, cultas, títulos acadêmicos, pelas tantas uma diz:
- Não aquele alí não manda nada, o picão mesmo é o Fulano.
Roda a conversa, muda-se de assunto a outra comenta:
- Mas o acabamento desta obra está muito perereca.
Não me contive:
- Anos de luta feminina e vocês quando querem exaltar a força e o poder de alguém dizem que é um picão, parece que estamos no tempo de Roma onde a força e a coragem, mais, até a alegria, estavam associadas ao masculino, na frente das casa um altar com um falo e uma inscrição: Aqui mora a Felicidade.

Quando uma coisa não presta é perereca. Um conselho, sejam mais democráticas quando uma coisa estiver ruim, não prestar, digam ESTÁ UM CU, pelo memos é comum de dois.

domingo, 16 de outubro de 2011

Casa Corcô

Primeiro caiu a caixa d'água



Agora, despencou a cápsula-elevador panorâmico.



Que coisa !

Quadratura do tempo de Landi: encerrando a série

Com chave de ouro: o beija flor.


E a assinatura dos artistas:

Lenzzini e Drioli

Divisão do Pará é de novo motivo piada nas Web-TVs

Agora foi na Tv UOL o programa é escatológico a colunista Bárbara Gancia gripada, tossindo, se assoando, um nojo.
O Zé Simão, que ja morreu e não entregou o corpo ao chão, com seus trocadilhos infames e suas risadas idiotas, mas o fato é que a proposta é absurda e só quem não vê são os nossos líderes, estão cegos e expõe o Pará à condição de fornecedor número um de matéria prima para as piadas nacionais.
Taí um bom momento, pro Duciomar receitar uns óculos pros seus amigos, verem a besteira que estão fazendo.

sábado, 15 de outubro de 2011

Zizek movimenta ações em Wall Street

Slavoj Žižek visitou a Liberty Plaza, em Nova Iorque, para falar ao acampamento do movimento Occupy Wall Street.
A íntegra do discurso foi originalmente publicado no blog da Boitempo.


A Tinta Vermelha
Não se apaixonem por si mesmos, nem pelo momento agradável que estamos tendo aqui. Carnavais custam muito pouco – o verdadeiro teste de seu valor é o que permanece no dia seguinte, ou a maneira como nossa vida normal e cotidiana será modificada. Apaixone-se pelo trabalho duro e paciente – somos o início, não o fim. Nossa mensagem básica é: o tabu já foi rompido, não vivemos no melhor mundo possível, temos a permissão e a obrigação de pensar em alternativas. Há um longo caminho pela frente, e em pouco tempo teremos de enfrentar questões realmente difíceis – questões não sobre aquilo que não queremos, mas sobre aquilo que QUEREMOS. Qual organização social pode substituir o capitalismo vigente? De quais tipos de líderes nós precisamos? As alternativas do século XX obviamente não servem.
Então não culpe o povo e suas atitudes: o problema não é a corrupção ou a ganância, mas o sistema que nos incita a sermos corruptos. A solução não é o lema “Main Street, not Wall Street”, mas sim mudar o sistema em que a Main Street não funciona sem o Wall Street. Tenham cuidado não só com os inimigos, mas também com falsos amigos que fingem nos apoiar e já fazem de tudo para diluir nosso protesto. Da mesma maneira que compramos café sem cafeína, cerveja sem álcool e sorvete sem gordura, eles tentarão transformar isto aqui em um protesto moral inofensivo. Mas a razão de estarmos reunidos é o fato de já termos tido o bastante de um mundo onde reciclar latas de Coca-Cola, dar alguns dólares para a caridade ou comprar um cappuccino da Starbucks que tem 1% da renda revertida para problemas do Terceiro Mundo é o suficiente para nos fazer sentir bem. Depois de terceirizar o trabalho, depois de terceirizar a tortura, depois que as agências matrimoniais começaram a terceirizar até nossos encontros, é que percebemos que, há muito tempo, também permitimos que nossos engajamentos políticos sejam terceirizados – mas agora nós os queremos de volta.
Dirão que somos “não americanos”. Mas quando fundamentalistas conservadores nos disserem que os Estados Unidos são uma nação cristã, lembrem-se do que é o Cristianismo: o Espírito Santo, a comunidade livre e igualitária de fiéis unidos pelo amor. Nós, aqui, somos o Espírito Santo, enquanto em Wall Street eles são pagãos que adoram falsos ídolos.
Dirão que somos violentos, que nossa linguagem é violenta, referindo-se à ocupação e assim por diante. Sim, somos violentos, mas somente no mesmo sentido em que Mahatma Gandhi foi violento. Somos violentos porque queremos dar um basta no modo como as coisas andam – mas o que significa essa violência puramente simbólica quando comparada à violência necessária para sustentar o funcionamento constante do sistema capitalista global?
Seremos chamados de perdedores – mas os verdadeiros perdedores não estariam lá em Wall Street, os que se safaram com a ajuda de centenas de bilhões do nosso dinheiro? Vocês são chamados de socialistas, mas nos Estados Unidos já existe o socialismo para os ricos. Eles dirão que vocês não respeitam a propriedade privada, mas as especulações de Wall Street que levaram à queda de 2008 foram mais responsáveis pela extinção de propriedades privadas obtidas a duras penas do que se estivéssemos destruindo-as agora, dia e noite – pense nas centenas de casas hipotecadas…
Nós não somos comunistas, se o comunismo significa o sistema que merecidamente entrou em colapso em 1990 – e lembrem-se de que os comunistas que ainda detêm o poder atualmente governam o mais implacável dos capitalismos (na China). O sucesso do capitalismo chinês liderado pelo comunismo é um sinal abominável de que o casamento entre o capitalismo e a democracia está próximo do divórcio. Nós somos comunistas em um sentido apenas: nós nos importamos com os bens comuns – os da natureza, do conhecimento – que estão ameaçados pelo sistema.
Eles dirão que vocês estão sonhando, mas os verdadeiros sonhadores são os que pensam que as coisas podem continuar sendo o que são por um tempo indefinido, assim como ocorre com as mudanças cosméticas. Nós não estamos sonhando; nós acordamos de um sonho que está se transformando em pesadelo. Não estamos destruindo nada; somos apenas testemunhas de como o sistema está gradualmente destruindo a si próprio. Todos nós conhecemos a cena clássica dos desenhos animados: o gato chega à beira do precipício e continua caminhando, ignorando o fato de que não há chão sob suas patas; ele só começa a cair quando olha para baixo e vê o abismo. O que estamos fazendo é simplesmente levar os que estão no poder a olhar para baixo…
Então, a mudança é realmente possível? Hoje, o possível e o impossível são dispostos de maneira estranha. Nos domínios da liberdade pessoal e da tecnologia científica, o impossível está se tornando cada vez mais possível (ou pelo menos é o que nos dizem): “nada é impossível”, podemos ter sexo em suas mais perversas variações; arquivos inteiros de músicas, filmes e seriados de TV estão disponíveis para download; a viagem espacial está à venda para quem tiver dinheiro; podemos melhorar nossas habilidades físicas e psíquicas por meio de intervenções no genoma, e até mesmo realizar o sonho tecnognóstico de atingir a imortalidade transformando nossa identidade em um programa de computador. Por outro lado, no domínio das relações econômicas e sociais, somos bombardeados o tempo todo por um discurso do “você não pode” se envolver em atos políticos coletivos (que necessariamente terminam no terror totalitário), ou aderir ao antigo Estado de bem-estar social (ele nos transforma em não competitivos e leva à crise econômica), ou se isolar do mercado global etc. Quando medidas de austeridade são impostas, dizem-nos repetidas vezes que se trata apenas do que tem de ser feito. Quem sabe não chegou a hora de inverter as coordenadas do que é possível e impossível? Quem sabe não podemos ter mais solidariedade e assistência médica, já que não somos imortais?
Em meados de abril de 2011, a mídia revelou que o governo chinês havia proibido a exibição, em cinemas e na TV, de filmes que falassem de viagens no tempo e histórias paralelas, argumentando que elas trazem frivolidade para questões históricas sérias – até mesmo a fuga fictícia para uma realidade alternativa é considerada perigosa demais. Nós, do mundo Ocidental liberal, não precisamos de uma proibição tão explícita: a ideologia exerce poder material suficiente para evitar que narrativas históricas alternativas sejam interpretadas com o mínimo de seriedade. Para nós é fácil imaginar o fim do mundo – vide os inúmeros filmes apocalípticos –, mas não o fim do capitalismo.
Em uma velha piada da antiga República Democrática Alemã, um trabalhador alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que todas as suas correspondências serão lidas pelos censores, ele diz para os amigos: “Vamos combinar um código: se vocês receberem uma carta minha escrita com tinta azul, ela é verdadeira; se a tinta for vermelha, é falsa”. Depois de um mês, os amigos receberam a primeira carta, escrita em azul: “Tudo é uma maravilha por aqui: os estoques estão cheios, a comida é abundante, os apartamentos são amplos e aquecidos, os cinemas exibem filmes ocidentais, há mulheres lindas prontas para um romance – a única coisa que não temos é tinta vermelha.” E essa situação, não é a mesma que vivemos até hoje? Temos toda a liberdade que desejamos – a única coisa que falta é a “tinta vermelha”: nós nos “sentimos livres” porque somos desprovidos da linguagem para articular nossa falta de liberdade. O que a falta de tinta vermelha significa é que, hoje, todos os principais termos que usamos para designar o conflito atual – “guerra ao terror”, “democracia e liberdade”, “direitos humanos” etc. etc. – são termos FALSOS que mistificam nossa percepção da situação em vez de permitir que pensemos nela. Você, que está aqui presente, está dando a todos nós tinta vermelha.

Sumiu 5 milhões do caixa da Divisão do Pará

O clima entre os nobre e altruístas defensores dos pobres desasistidos do sul-sudeste do Pará é de guerra.
SUMIU R$ 5.000.000,00 ARRECADADOS PELOS EMPRESÁRIOS.
Quando deu o barata voa, o tesoureiro Lulu, homem de confiança do Gigi, olhou para o Gigi, que olhou para o Lulu e foi tanta cara de paisagem que sumiram todas as áreas desmatadas das bandas de lá.
Mas os caras que caíram com a grana, caíram de pau e pegou fogo na paisagem.


Um urubu no teto landiano

Além das borboletas e passarinhos, periquitos, beija-flores um volátil, como eram chamadas as aves pelos naturalistas do século 18, não poderia deixar de estar presente nos céus imaginários da Casa Rosada: o urubu.
Símbolo para o bem e para o mau de Belém. Para o bem, exerce com inigualável maestria sua aérea arte. Para o mau, denuncia como são porcos nossos dirigentes e quem os elege.
Fomos em busca do urubu.
Este foi capturado em pleno voo no Google Imagem:



É extraordinário, os detalhes dos movimentos das penas das asas, parecem sugerir a direção das pinceladas.




Agora aí está ele, voando apressado no rumo do Ver-o-Peso.
Me lembrei daquele história do urubu Do Ver-o-Peso, que é encontrado doente e ferrado pelo urubu Do Interior, vendo-o desta maneira, perguntou:
- Compadre urubu do Ver-o-Peso, como o senhor está acabado!
- É compadre Do Interior, aqui a concorrência é grade com essa urubuzada toda, quando sobra uma cabeça de peixe pobre, um bucho de gurijuba é uma briga pra pegar um lasquinha.
- Ah, compadre isso lá no meu interior não tem não, é uma fartura, caboclo que seca peixe, joga tanta da cabeça fora que nós nem dá conta. Vamo pra lá compadre, lá é uma calmaria é sombra e peixe fresco. Ficamos o dia inteirinho prozeando, como que de bubuia, pintando cigarro, daquele que passarinho não fuma.
Convenceu, e voaram juntos pro outro lado da baía.
No inicio foi uma maravilha, Do Ver-o-Peso engordou, se engraçou por uma uruboazinha criada sem pena, prometeu até casar.
Mas de repente bateu um banzo danado, uma dreprê mesmo, Do Interior vendo aquilo perguntou:
- Compadre Do Ver-o-Peso, por sinceridade me diga, eu lhe fiz alguma desfeita pra lhe deixar invocado?
- O compadre Do Interior, conhece minha maneira, vou direto aos finalmente sem arrudeio ou palavrório, vou direto sem atalho, sem riquififi ou pavulagem, aqui tá muito do bom, engordei, tô sadio e até vistoso me vejo, me engracei da urubuzinha, mas sabe como é meu cumpadre, aqui é calmo de mais, é que nem casa de freira, eu gosto é da bandalheira, eu gosto é da confusão, eu gosto é da putaria, sou mesmo é da sacanagem.
Amanhã de manhãzinha volto lá pro Ver-o-Peso.

(Com certeza, pelo jeito do sacana é ele mesmo).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Ainda: Duciomar Fora do Círio!

Sobre o post "Duciomar Fora do Círio", um leitor que apenas parecia ser desinformado, usando o direito do anonimato, comentou, e, para dar mais credibilidade, dizia não aprovar o governo Duciomar.
Confira:
"Favio, ate onde me consta. Faz parte do protocolo a imagem ser recebida pelo prefeito de Belem, ela recebe honras de chefe de estado e passa em revista as tropas na escadinha, encerrando o cirio fluvial. Dulciomar exerce ali a função para qual foi eleito. Como prefeito de Belem ele deve cumprir esse protocolo. Não aprovo o governo dele, mas o exercício do cargo ali é manifestado."
Como os argumantos pareceram-me singelos demais brinquei com a condição de anonymous e respondi:
Caro Anonymous,
Sendo didatycous, a Lei de prestar homenagem de chefe de Estado é Estadual. Uma destas maravilhosas contradições simbólicas de nossa República laica. Fantástico, são estas coisas que dão sentido à brasilidade.
O que determina a Lei é que o Governo do Estado do Pará, uma vez por ano, preste homenagem, com pompas e circunstâncias devidas aos chefes de Estados, à imagem de Nossa Senhora de Nazaré.
Ou seja, revista a tropa da polícia militar em traje de gala, banda de música, toques de clarins compatível à hierarquia.
O protocolo não estabelece que o prefeito de Belém deva carregar nos braços o homenageado, (já imaginou se chega aqui um cara pesadão), até porque quem presta a homenagem é o do Governo Estado.
Minha interpretação é que o protocolo a ser usado na ocasiões algo real, algo surreal, seria o seguinte: como sempre foi na velha tradição das cerimônias do Círio, o prívilégio de portar e elevar a imagem da Virgem seria do Arcebispo, logo, na homenagem de chefe de estado, seria de mesma forma. Governador ou prefeito seriam acompanhantes.
O resto é papo. (Editei o texto para torna-lo mais claro, o original esta no primeiro post).
Aí, usando a velha tática de querer mostrar que há uma comunidade compartilhando a mesma opinião, me vem com esta conversa mole:
- Concordo com o "Anonymous" o teu papo é que é chato e furado monsenhor Landi.
Hahahaha
ANÔNIMO TAMBÉM (só pra aumentar a tua curiosidade)


Depois dessa eu me zanguei e respondi:
-Pobre Anônimo das 18:48
Não tenho a menor curiosidade em conhecer criaturas simplórias.
Lamento desapontá-lo.
Só lê o meu blog quem quer.
Monsenhor Landi

Simão Jatene, primeiro ou último?

Jatene além de técnico competente, mostrou-se político habilidoso e como poucos interpreta o Super-Homem do Gilberto Gil
Ele faz parte de uma espécie em extinção na política brasileira que sabe o que diz, não precisa de estrategista, de marqueteiro. Ele sabe o que esta faz.
Ele poderá ser o primeiro paraense, depois da primeira república, a governar o estado por três vezes em mandatos regularmente eleito .
Ele também, poderá ser o último a governar o Grão-Pará.
Agora uma história exemplar:
Os Mouros dominaram a península Ibérica desde 711 até 1492. Foi sendo reconquistada gradativamente pelos cristãos. O último reino islâmico a cair foi o de Granada cujo califa foi Abu Abdullah, dito Boabdil, passou para a história como El Chico, (o pequeno) ou Zogoybi (o desafortunado).
Derrotado, chorava copiosamente, sua mãe fez-lhe a mais cruel repreensão de uma mãe a um filho: choras como mulher aquilo que não soubeste defender como homem.
Depois, ainda o obrigou a entregar as chaves da cidade aos reis cristãos Fernando e Isabel.


Viveu ainda 35 anos, em seus retratos, um homem que não levanta a cabeça.


Quando não esta cabisbaixo, seus olhos expressam abissal tristeza.
Boabdil não apenas foi a vergonha de seu povo e decepção de sua mãe, foi a imagem de sua própria derrota.
P.S.:
Ainda bem que hoje, as mães não tem mais toda esta força, já imaginou, Jatene tendo que entregar as chaves de Carajás pro Giovani e as do Tapajós pro Lira Maia.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Finalmente um artigo crítico sobre o Steve Jobs

A morte de Steve Jobs, o inimigo número um da colaboração

RODRIGO SAVAZONI

Steve Jobs morreu, após anos lutando contra um câncer que nem mesmo todos os bilhões que ele acumulou foram capazes de conter. Desde o anúncio de seu falecimento, não se fala em outra coisa. Panegíricos de toda sorte circulam pelos meios massivos e pós-massivos. Adulado em vida por sua genialidade, é alçado ao status de ídolo maior da era digital. É inegável que Jobs foi um grande designer, cujas sacadas levaram sua empresa ao topo do mundo. Mas há outros aspectos a explorar e sobre os quais pensar neste momento de sua morte.
Jobs era o inimigo número um da colaboração, o aspecto político e econômico mais importante da revolução digital. Nesse sentido, não era um revolucionário, mas um contra-revolucionário. O melhor deles.
Com suas traquitanas maravilhosas, trabalhou pelo cercamento do conhecimento livre. Jamais acreditou na partilha. O que ficou particularmente evidente após seu retorno à Apple, em 1997. Acreditava que para fazer grandes inventos era necessário reunir os melhores, em uma sala, e dela sair com o produto perfeito, aquele que mobilizaria o desejo de adultos e crianças em todo o planeta, os quais formam filas para ter um novo Apple a cada lançamento anual.
A questão central, no entanto, é que o design delicioso de seus produtos é apenas a isca para a construção de um mundo controlado de aplicativos e micro-pagamentos que reduz a imensa conversação global de todos para todos em um sala fechada de vendas orientadas.
O que é a Apple Store senão um grande shopping center virtual, em que podemos adquirir a um clique de tela tudo o que precisamos para nos entreter? A distopia Jobiana é a do homem egoísta, circundado de aparelhos perfeitos, em uma troca limpa e “aparentemente residual”, mediada por apenas uma única empresa: a sua. Por isso, devemos nos perguntar: era isso que queríamos? É isso que queremos para o nosso mundo?
Essa pergunta torna-se ainda mais necessária quando sabemos que existem alternativas. Como escreve o economista da USP, Ricardo Abramovay, em resenha sobre o novo livro do professor de Harvard Yochai Benkler The Penguin and the Leviathan, a cooperação é a grande possibilidade deste nosso tempo.
“Longe de um paroquialismo tradicionalista ou de um movimento alternativo confinado a seitas e grupos eternamente minoritários, a cooperação está na origem das formas mais interessantes e promissoras de criação de prosperidade no mundo contemporâneo. E na raiz dessa cooperação (presente com força crescente no mundo privado, nos negócios públicos e na própria relação entre Estado e cidadãos) estão vínculos humanos reais, abrangentes, significativos, dotados do poder de comunicar e criar confiança entre as pessoas.”
Colaboração: essa, e não outra, é a palavra revolucionária. E Jobs não gostava dela.

http://www.trezentos.blog.br/?page_id=2


Recebido do Marcos Palácios que a mediocridade não o suportou na UFPA.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Duciomar fora do Círio, como foi Figueiredo fora do Círio

No início dos anos 80 Belém viveu um dos Círios mais agitados, enquanto Bispos paraenses, Dom Alano Pana de Marabá e Dom Estevão Cardoso de Conceição do Araguaia estavam sendo processados pela Lei de segurança Nacional, sob protestos da CNBB e da Sociedade Civil brasileira.
O Presidente Figueiredo vivendo o drama da queda da populariadade do regime militar, em estratégia marqueteira vem acompanhar o Círio de Nazaré.

Isso irritou profundamente os setores democráticos da sociedade paraense e aqueles da igreja, que não a queriam junto com torturadores e agora, também corruptos.
Nas paroquias comandas por vigários progressistas inicio-se a campanha: Figueiredo Fora do Círio, logo aderiram DCE, Sindicatos, entidades civis, religiosas como CPT, IPAR, etc.
Na manhã do dia da trasladação iniciou-se distribuição de panfletos nos pontos de chegadas de romeiros: terminal rodoviário, portos e começaram as prisões.
Na noite da trasladação e no dia do Círio intensificam-se as panfletagens e o pau cantou com mais vigor, estudantes, políticos, sindicalistas seminaristas, padres, entre eles, se não me falha a memória, Monsenhor Posidônio, que administrou a arquidiocese de Belém enquanto não havia Bispo nomeado.
Resultado, amadureceu-se em Belém a ideia que a velha e demagógica promiscuidade entre poder e religiosidade popular ficavam bem para Sucupira, não para um Brasil que se queria novo e democrático.
Foi assim que as a famosa corda das autoridades, o penúltimo degrau simbólico, aquele que ficava um pouco abaixo dos pés da Virgem, à frente apenas dos Bispos, foi suprimida e os governantes passaram a assistir a procissão dos palanques. Foi assim com Jader, Gueiros, Almir, Jatene,

Ana Júlia, já nem tanto, se deixou seduzir pela tentação populista de carregar a imagem da Santa.
Os prefeitos mantiveram a mesma discrição, Edimilson, que pelo que sei não professa fé religiosa, também caiu na tentação do diabo do marketing.
Passa dos limites da falta de escrúpulos o atual prefeito de Belém, que segundo conta nem católico é, se aproveita da imagem da Nossa Senhora de Nazaré apenas para se expor à mídia e confundir os ingênuos, para produzir imagens e veicular em seus programas eleitoreiros.

Mas o problema não é dele, é da igreja que permite que ele nos insulte desta maneira.
A Igreja que critica a corrupção e faz campanhas pelo voto consciente dá um mau exemplo permitindo que um cidadão que foi condenado por ter falsificado diploma de médico, que responde inúmeros processos na justiça, desde aqueles referentes a fraudes na compra da merenda escolar, problemas de atenção básica de saúde, licitações, obras realizadas sem cumprimento das exigências ambientais, etc, etc, etc. Além dos maus exemplos na vida pública, outros aspectos de sua vida não são exemplo a ser seguido, dentro dos padrões religiosos.
Queria que algum especialista em ética e moral cristã, me apontasse em qual fundamentos Cristão é exemplar o governo de Duciomar Costa?
Meu pai foi da Diretoria da Festa, criança acostumei-me com os simbolismos no trato com a imagem de NSN: chegada a Berlinda o presidente da Diretoria desaparafusava a imagem e entregava ao vigário de Nazaré, este a conduzia ao arcebispo que então erguia a imagem.
Logo erguer a imagem da Virgem era privilégio dos bispos.
DUCIOMAR FORA DO CÍRIO.
O CÍRIO É DO POVO COMO O CÉU É DO AVIÃO.

P.S.: A ilustração na parte superior é um quadro do artista plástico José Simões que demontra a insatisfação que causava em Belem a apropriaçao do Círio pelos políticos, que aparecem no primeiro plano, a Berlinda lá atras bem pequenina. No canto inferior direito Jesus passa desapercebido.
Desculpem a qualidade da foto, do blogueiro que vos escreve.

Pelas ruas do mundo: Passeata dos 100.000

No Rio em 1968, não, Lisboa em 30 de setembro de 2011.


Tanto mar, tanto mar.




Sei, também, quanto é preciso, pá:
Navegar, navegar.


Certamente esqueceram uma semente nalgum canto de jardim.
(Chico Buarque, Tanto Mar)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Depois do concerto para Landi: BRAVO, BRAVO!

Ao Maestro


Pietro Lenzini nasceu em 1947, depois dos estudos na Academia de Belas Artes, trabalha na decoração do Teatro Municipal de Bolonha. Dedica-se a prática da incisão desde o fim dos anos 70 e contemporaneamente a atividade pictórica; fez diversas exposições na Itália e exterior: Roma, Firenze, Bilbao, Salamanca etc.
Desde 1979 é docente de cenotécnica na Academia de Belle Arti di Bologna onde também leciona Teoria e Prática do Desenho Prospectivo. Além da produção pictórica e cenográfica desenvolve uma constante pesquisa teórica sobre temática teatral para publicações específicas e conferências.

E ao Spalla


Giorgio Drioli nasceu em Roma em ’69. Pintor e cenógrafo é formado na Academia de Belas Artes de Bolonha. Freqüentou corsos de cenografia cinematográfica e televisiva em Skelleftea (’96 Suécia) e a escola de arte de Utrecht (’95 Holanda). Tem experiência em atividade teatral no âmbito da lírica e da prosa. Trabalhou no Teatro Municipal de Bolonha e entre as várias atividades destaca sua participação no Festival Música de Londrina, Paraná com o Teatro Potlach (Brasília 2000). Colaborou com P. Lenzini em diversas intervenções decorativas em empreendimentos públicos e privados. Acompanha com interesse a atividade teatral experimental "o teatro dos lugares".

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Pelas ruas do mundo: Occupy London Stock Exchange

Começou hoje, vamos quantos dias o Bonner vai levar pra descobrir?


Flexa entra no jogo!

Sai do muro, mer mão.


Vem torcer pelo Parazão.
Do lado de lá, dos traíras, deixa só o TapioCÃO.

É preciso ter peito pra defender o Parázão no Senado


Senadora Marinor Brito


Única da bancada do estado no Senado, a cumprir com o mandato conferido pelos paraenses: representar e defender, o ente federativo Estado do Pará que se define por uma determinada extensáo territorial, como integrane da República Federativa do Brasil. O resto são malabarismos do pensamento oportunista.
Eu não não votei na Marinor, mas é uma questão de reconhecer-lhe a coerência.

domingo, 9 de outubro de 2011

Serra em busca da ressurreição ?

Joseh Orton Kerbey, Consul dos EUA em Belem, publicou suas memórias: An American Consul in Amazon em 1911, sobre o Círio relata, acreditava-se que aqueles vestidos de mortalha, haviam ressuscitado.



Será que Serra, hoje no Círio de Nazaré, buscou o milagre?

A mulher que ganhou o jogou do Brasil

Ela veste branco pra agradar os Orixás, carrega uma santinho e pede prá Nossa Senhora, usa invocações típicas dos Evangélicos, chama um bocado de palavrões.
Com esta receita não tinha time que resistisse, que Neymar, que Lucas que Mano Menezes. Quem ganhou o jogo foi ela. 
Alguém duvida?

Imagens: Isabela Morbach