quarta-feira, 11 de maio de 2011

As falácias secessionistas 2

Ainda no tema das distâncias entre o Estado e o cidadão. Isso não tem nada a ver com proximidade física com a capital. Quantos dos cidadãos de Belém estão excluídos socialmente? E em Curaçá, em Timboteua, no Marajó? Em alguns casos, um morador das baixadas pode ter uma qualidade de vida pior do que um morador da Transamazônica ou de um caboclo tapajônico.
Se por um lado, um território vasto representa riquezas e um potencial econômico, é verdade que as distancias físicas não podem deixar de ser consideradas, mas não na perspectiva dos secessionistas, o problema é a acessibilidade, é a falta de ligação entre as pessoas, é a desconexão.
Hoje vivemos o momento de desterritorialização, fluidificação, de simultaneidade.
Um grande território, longas distâncias não separam mais pessoas. Não separam Instituições de pessoas. Não separa o Estado da Sociedade.
Resumindo, levando acessibilidade digital a todo o território paraense grande parte dos problemas de hoje poderiam ser resolvidos.
O Estado chegaria a todo o estado.
Um programa de educação à distancia revolucionaria com conhecimento todo o nosso território.
A mesma base tecnológica possibilitaria um programa de saúde de maior capilaridade do que os convencionais.
Também, esta infra-estrutura de conexão permitiria implantar todas as modalidade de e-goverment, de governo cidadão, de assistência técnica para pequenas empresas, para produtores rurais etc.
Enfim, para tudo que até agora foi problema, os novos meios digitais tem solução.
Quanto custa?
Com estes R$ 3,20 bilhões, valor estimado para a implantação dos novos estados dá para fazer no Pará uma revolução de proporções inimagináveis, uma mudança muito maior do que esta maquiagem obsoleta que estão propondo os espertalhões secessionistas.
Se o que os move é de fato este sentimento mais do que civil, diria cristão, franciscano, de atender os mais desvalidos no rincão mais distante, na barranca mais longínqua, com a mão do Estado, faço este desafio, vamos mudar de fato e não apenas as aparências.

P.S.1: Veja o estudo do professor Fábio Castro.

3 comentários:

  1. Sem comentários!!

    Estou contigo. Das razões todas que estão levantando as que importam mesmo são os cargos, orçamentos, propinas, royalties e poder político que estão mobilisando os secessionistas, e a turba vai atrás.

    Também espero que não passe.

    um abraço

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  2. Flávio, argumentos super super pertinentes nesta série de falácias. A insensibilidade social continua a imperar, o que incomoda aiinda mais no contexto deste Estado.
    Abraço.

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  3. Ana Isa van Dijk12 de maio de 2011 16:09

    É isso aí Flávio, estava pensando tb em propor a essa turma "engajada em primeiro lugar a dar voz e vez aos desvalidos esquecidos", que se habilitasse junto ao Gov Federal à uma troca: usar esta fábula de dinheiro público em projetos concretos (e não em palácios e salários dos neo dirigentes)nos municípios envolvidos nestes dois "Estados Novos" e deixar de lado o plebiscito pelos próximos 10 anos. Se depois disso ficar provado que a divisão seria capaz de impulsionar o desenvolvimento das áreas além da média observada nacionalmente então poderiam consultar o povo. Sem isso, é falta de foco de uns, e insanidade e má fé de outros!

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